terça-feira, 22 de dezembro de 2009

É PRECISO TER AMIZADE

Para quem é funcionário público, mais especificamente professor da Secretaria de Estado da Educação, aprende com o tempo que no Estado é importante ter amizade. Para melhor entender, melhor a situação, vou relacionar alguns exemplos:

- Quando era diretor (fui por apenas três meses) uma das professoras (a de Português) foi removida e precisei enviar oficio solicitando outra professora para ocupar o lugar. Entretanto, quando cheguei à Diretoria percebi que tinha esquecido de levar o ofício. Então, falei para a funcionária (da DEA) que depois do almoço iria levar o tal oficio. Pois bem, depois do almoço passei no colégio para pegar o tal ofício. Qual a minha surpresa! É que ao chegar ao colégio, já tinha uma professora esperando par ocupar a referida vaga. Eu perguntei a professora: mas eu nem oficializei a vaga e você já está aqui com ofício de apresentação e tudo mais? A professora respondeu que uma das funcionárias era sua amiga e lhe telefonou avisando e tomou a providência pra que a vaga fosse dela. Então foi que me lembrei que dois anos antes quando fui pedir remoção perdi uma vaga, em um colégio próximo a minha residência, por ter esquecido de levar o tal ofício. Quando retornei para entregar o tal ofício já tinha uma professora ocupando a tal vaga! E eu tive que ocupar uma vaga em um colégio do Bairro Terra Dura (Santa Maria).

- Outra ocasião, que notei que as amizades são imprescindíveis, foi quando entreguei o cargo de diretor. Apresentei-me e solicitei que me fosse lotado em um Laboratório de Informática, já que tinha conhecimento de informática e sou programador. A resposta da funcionária: nos laboratórios só podem ser lotados os professores que tenham feito o curso da DITE de cem horas. Eu perguntei: o que é DITE? A resposta: é a Divisão responsável de capacitar os professores para utilização dos laboratórios nos colégios. Por ironia da vida, quando sair da DEA, fui para o centro da cidade e me encontrei com uma colega que já tinha trabalhando com ela na DER3. Ela simplesmente me chamou para trabalhar na DITE por entender de computadores!

- Então, fui trabalhar na DITE (outubro de 2007). Chagando lá, qual a minha surpresa! Muitas das professoras que eram responsáveis de dá capacitação não sabiam sequer utilizar o Microsoft World corretamente (centralizavam os títulos dos textos utilizando a barra de espaços). Depois de algum tempo, trabalhado na DITE, foi então que descobrir que muitas das professoras e professores vão para o laboratório sem terem o tal curso de cem horas e somente quando estão lotados no laboratório é que vão fazer o referido curso!

Como vocês viram, temos que ter amizade. A professora que conseguiu a vaga antes mesmo de ser oficializada, os professores que vão para o laboratório e só depois fazem o curso exigido e até mesmo eu fui para na DITE por ter amizade com uma das funcionárias que lá trabalhava.

OBSERVAÇÃO.: se alguém duvidar se alguns professores vão para os laboratórios, antes de fazer o tal curso de cem horas, é só pesquisar a data de lotação e as data dos certificados dos cursos de cem horas feitos por eles que irão perceber que alguns professores fizeram o curso depois de serem lotados.

EM NOME DA AMIZADE UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A SECA NA AMAZÔNIA




Todos os telejornais falam da estiagem que vem causando problemas de falta d'água na Região Amazônica e a mortalidade dos peixes pelo baixo volume de água dos rios locais. O estranho mesmo é que se lê nos livros de Geografia é que na Região Amazônica os rios têm enchentes no verão e baixam o nível do leito no inverno. Este fenômeno é devido em grande parte das águas dos rios da região (principalmente o Rio Amazonas) serem formadas pelo derretimento do gelo que se encontram nas grandes altitudes da Cordilheira dos Andes. Mas, por que os telejornais ou a chamada grande imprensa não tocam no assunto e ficam a especular que os rios estão secando por falta de chuvas.
Esses mesmo telejornais, no decorrer deste mês (dezembro de 2009), mostrou claramente o derretimento das camadas de gelo no Polo Norte e na Cordilheira do Himalaia. E porquê os grandes jornais não falam do mesmo problema na Cordilheira dos Andes e passam a ideia que os rios amazônicos estão começando a desaparecer por falta de chuvas? Será que estão querendo esconder que o aquecimento global também está afetando os padrões de cheia e consequentemente toda vida animal e florestal da Amazônia?
Vale ressaltar que os rios da Amazônia têm cheias no verão. Com o aquecimento da Atmosfera Terrestre e consequentemente o derretimento do gelo, que se acumula nas grandes altitudes da Cordilheira dos Andes, os rios da Amazônia irão ter secas no Verão e cheias no inverno, semelhantes ao rios das outras regiões brasileiras. As cheias e as secas, embora em sentidos opostos, serão cada vez mais destruidoras.

domingo, 29 de novembro de 2009

OS PAGADORES DE IMPOSTOS

Na internet se comenta muito sobre os Estados do Nordeste ter uma arrecadação pequena dos impostos em relação aos Estados da Região Sul e Sudeste do país. Entrando nesse assunto procurei saber por que ocorre tanto essa diferença (mesmo proporcional ao número de habitantes) que os “sulistas” se cansam de acusar os nordestinos de sonegadores. Só que analisando atentamente, quem paga e não paga impostos no Nordeste, se descobre, sobre essa arrecadação desproporcional, duas coisas interessantes: uma é que as empresas “sulistas” quando se instalam no Nordeste não pagam impostos e a outra é sobre quem fica com o pagamento de impostos dos produtos comprados pela internet.

No primeiro caso, as empresas do sul do país que vêm para o Nordeste, são isentas por algum período dos impostos (geralmente por dois anos) e quando termina tal período ameaçam se transferir para outra cidade ou outro Estado se a renovação de isenção não for renovada. O caso mais típico é da Fábrica de Calçados Azaléia. Embora os nordestinos sejam acusados de não pagarem impostos, na realidade as empresas quem vêem do sul do país é quem menos pagam impostos no nordeste.

No segundo caso, o problema é ainda maior. Imaginem se as pessoas começarem a comprar em massa produtos pela internet e essas empresas que vendem os produtos pela internet estiverem em um único Estado (no Brasil elas se concentram em São Paulo). Toda a arrecadação com imposto irá para um único Estado, já que a NF (Nota Fiscal) é emitida no Estado de Origem da compra (embora a compra seja realizada em qualquer lugar do território do Brasil). Isso irá provocar uma concentração na arrecadação de ICMS (já está ocorrendo) fortalecendo a Administração Estadual de São Paulo em detrimento dos restantes. Os paulistanos vangloriam de serem os maiores pagadores de impostos do país e reparando bem, neste caso, quem paga os impostos são os consumidores de todo e qualquer parte do Brasil que compra pela internet.

Por enquanto os governadores estão comentando este fato de maneira ainda tímida. Mas, é bom começarem a pensar numa legislação mais apropriada para as novas tecnologias e repararem essa distorção na má distribuição de renda entre os Estados.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A EDUCAÇÃO DO FUTURO

Por Antônio Carlos Vieira

          Na minha profissão de professor (Geografia) costumo me preocupar com o tema educação. Não poderia ser diferente, já que minha formação é de professor. Só que observando os meios de comunicação e os diversos seminários em que participo, sempre tenho a informação que a educação deve ser valorizada para o bem e futuro de nosso país. Não discordo que a educação é uma das molas propulsoras da evolução ou manutenção das estruturas da sociedade. Mas, nesses seminários e encontros de professores que participo, observo algumas situações interessantes:

Este é um exemplo que não deve ser seguido.
Professores e alunos sentando em cima das
 mesas e das carteiras !!!
a) Nesses seminários  é comum o barulho tomar conta do ambiente, barulho esse provocado pelas conversas dos professores presentes em plena apresentação dos assuntos e durante os debates. Eu fico me perguntando: será que esses professores pedem silêncio aos seus alunos e ficam indignado com a conversa deles em plena sala de  aula como eles fazem nos seminários?

b) Em alguns desses encontros e seminários é servido almoço. Os presentes ficam em filas para irem se servindo. O interessante é que a grande maioria, dos professores e professoras, não respeitam as filas! (clique aqui) Será que esses professores quando estão educando seus alunos e filhos dizem que furar fila é falta de respeito com os cidadãos que estão a esperar a vez?

c) O mais interessante, é que depois que se encerram esses eventos a sujeira espalhada pelo chão é uma coisa só! Será que esses professores ensinam os seus alunos a não poluírem o meio ambiente não jogando lixo no chão?

d) Em todos os ambientes que participei desses eventos as salas eram arejadas, artificialmente, com ar condicionado. O interessante é que, na maioria dos casos, esses professores não fecham a porta ao entrar e sair da sala. No último seminário, do qual participei, foi mais interessante, eu fui chamado a atenção, por um grupo de professoras, por fechar a porta!!! É bom lembrar que em todos esses ambientes a propriedade era do estado! Será que esse grupo de professoras possuem ar condicionado em casa e usa com as portas de suas casas abertas?

e)E o respeito ao horários de início e encerramento destes eventos? Não existe! Até hoje nunca presenciei um desses seminários e fóruns começarem no horário marcado (incluam os que assisti quando era aluno na universidade). 

OBSERVAÇÃO: se os professores são o futuro da educação de qualquer país, não seria conveniente que dessem o bom exemplo? Ou eles acham que os alunos só aprendem o que se fala na sala de aula? Ou então são adeptos daquele ditado: faça o que eu  digo e não faça o que faço! Só que esses ditado é feito por pessoas que costumam desrespeitar as regras da boa convivência social.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

HONDURAS E O JOGO DAS PALAVRAS

Como que a mídia está informando os fatos de maneira corretar e verdadeira. Vejamos o caso do Golpe Militar. Senão, vejamos: algumas emissoras de televisão informam que o presidente Zelaya foi deposto por tentar mudar a Constituição Hondurenha, para tentar um novo mandato, para isso estava propondo um Plebiscito para pedir autorização a população para efetuar tal mudança.

Pelo que eu entendi pelas notícias passada pela grande imprensa o plebiscito seria realizado no mesmo dia da eleição para presidente. Ou seja, seria colocada uma quarta urna PA que o eleitor votasse se deveria ser feita tal mudança ou não na constituição. Pelo visto já se vê que o motivo do Golpe não era esse. Como o Presidente iria conseguir uma autorização (com o plebiscito) junto a população no mesmo dia que seria realizado a eleição. Ou o mesmo teria que fazer o para depois sair candidato ou o plebiscito seria realizado juntamente com a eleição e o mesmo não seria candidato já que o plebiscito pedindo a autorização estaria sendo realizado no mesmo dia (pelo menos o que foi passado pela imprensa). Por esse caminho já se vê que existe uma contradição nessas informações passada pela imprensa.

Mas o que me chamou a atenção nas notícias e comentários dos diversos Blogs (principalmente os chamados de direita) foi à criação e mudança de alguns vocabulários. Vamos ver o significado dos mais usado:

PRESIDDENTE INTERINO: No nosso país é quando o presidente deixa o cargo temporariamente e o outro assume provisoriamente até o outro poder reassumir o cargo. Agora o termo também é utilizado para golpistas que se tornaram presidente pelo uso da força.

PRESIDENTE DE FATO: antigamente era chamado de ditador. Tipo General Médici, Stalin e outros. Agora é o nome que se dá aos presidentes que assume ditaduras militares.

DEMOCRATICAMENTE DEPOSTO: antigamente Presidente Deposto significava que o mesmo foi retirado a força. Agora já se retira um presidente a força pelo quais meios democráticos é que não sei!!!

OBSERVAÇÃO: O estranho é que alguns repórteres fazem suas transmissões diretamente de Honduras, em pleno centro da capital de Honduras, em horário com toque de recolher, sem serem incomodados. Será que eles entram e saem em Honduras com autorização PRESIDENTE DE FATO? Estranho essa relação!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Quando os pobres pagam pelos ricos.

Nosso sistema tributário tem atuado com um Robin Hood às avessas, que tira o dinheiro dos pobres para dar aos ricos. No topo da lista dos privilegiados, estão as grandes corporações (principalmente os bancos) e as multinacionais.


por Clair Hickmann*


Uma conta que poucos gostam de pagar é a dos impostos. Alguns privilegiados conseguem escapar, mas para o cidadão comum a conta aumentou muito nos últimos anos. Em geral, esquecemos que os tributos são também o preço da cidadania, fundamentais para financiar um conjunto de serviços - educação, saúde, previdência e assistência social - que depende da ação do Estado.

Mas não basta o Estado arrecadar tributos, é necessário cobrá-los do cidadão que tem capacidade contributiva. Caso contrário, o sistema tributário acaba sendo um Robin Hood às avessas, pois os tributos sobre o consumo oneram principalmete a classe de renda mais baixa, concentrando renda. O inverso ocorre quando a opção é por um sistema tributário progressivo, taxando mais o patrimônio e a renda. Há quem entenda que distribuição de renda se faz apenas via gastos sociais. Porém, diante da elevada concentração de renda no Brasil, é preciso atacar o mal de todas as formas.


COMO SE OBTEVE O AUMENTO DE ARRECADAÇÃO

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CORRUPÇÃO SE APRENDE NA ESCOLA

Por Antônio Carlos Vieira

Quando vemos os noticiários sobre corrupção de alguns administradores, políticos ou mesmo funcionários públicos, sempre nos perguntamos: onde nós estamos. Estamos cercados de corrupção por todos os lados! Em um grau maior ou menor! Sim! Às vezes chegamos a nos indagar: mas fulano quando estudava, trabalhava ou mesmo era de nossa convivência não era assim. Será? Já parou pra pensar que nós aprendemos corrupção no dia e dia e não estamos sequer percebendo? Percebemos apenas quando a mídia divulga algum político de um ou outro partido, nas esferas dos poderes constituídos, que cujo interesse às vezes é partidário e não para se resolver o problema.

Vamos ver alguns fatos que ocorrem no dia a dia de uma escola, que demonstrará claramente que a corrupção existe no dia a dia do cidadão, e o que é pior, a mesma é aprendida e copiada também nas escolas. Poderíamos tomar como exemplos outros ambientes, tais como: uma igreja, uma repartição pública ou mesmo um clube social.

Mas, o fato de se ter escolhido uma escola, é que esse ambiente é singular no aprendizado do cidadão para a cidadania, e, portanto, perfeito para se entender onde aprendemos e aperfeiçoamos a corrupção. E pior, na maioria das vezes, nem percebemos que tais coisas estão sendo ensinadas ou copiadas pelos nossos alunos e professores.


Vejamos alguns exemplos:

sábado, 20 de junho de 2009

Sergipe, o país do Forró. Será?


Quando vim morar aqui em Aracaju fiquei impressionado com a quantidade de arraiás nordestinos na época dos Festejos Juninos. Eram colocados os chamados Trios Pé de Serra nesses arraiás e em praticamente todas as ruas existiam bandeirolas distribuídas por tudo que era lugar. O mais interessante é que na maioria das vezes eram os próprios moradores destas ruas que as enfeitavam. Acendiam-se fogueiras em praticamente todas as ruas. A grande maioria das pessoas fazia questão de irem as estas festas vestidas de caipira. As rádios tocavam músicas nordestinas durante todo o mês de junho. Esse cenário se repetia praticamente em todas as cidades do interior sergipano. Devido a esse quadro, Sergipe passou a ser chamado o “país do forró”.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O PÕEFOGO

Esta semana estava dando aula e um dos meus alunos começou a falar com o sotaque de paulista e me lembrei de quando fui fazer um curso em São Paulo (capital). Quando da parada para o lanche (Cofee Break) e em uma das conversas um dos participantes (que não estava no roda da conversa) me interpelou falando alto e com uma certa arrogância: "NÃO É BOTE NÃO, A PALAVRA CORRETA É PÕE, PÕE ANALFABETO". Foi que a partir deste incidente percebi que existia uma separação nítida entre os participantes do Nordeste e do Sul maravilha.

domingo, 17 de maio de 2009

O petróleo é nosso, Será !

17/maio/2009 12:30


Em defesa da Petrobrás

O petróleo é nosso, PSDB!

O bordão “O petróleo é nosso” foi criado pela Campanha do Petróleo, desencadeada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e por nacionalistas. Daquela campanha nasceu a estatal petrolífera nacional, a Petrobras, em 1953.

O Brasil, desde aquela época, vem se dividindo entre nacionalistas e defensores do capital estrangeiro. Em 1938, o governo Getúlio Vargas determinou a exploração de uma jazida de petróleo em Lobato, na Bahia, dando origem ao Conselho Nacional do Petróleo. Desde então, as jazidas minerais passaram a ser propriedade do povo, sendo vedada a propriedade privada.

Criar a Petrobrás, no início dos 50, foi uma decisão acertada. Naquela época, o Brasil importava 93% dos derivados de petróleo que consumia. Hoje, somos autossuficientes.

O monopólio estatal do petróleo durou 44 anos. Foi quebrado em 16 de outubro de 1997 justamente pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo partido que lhe dava sustentação, o PSDB, que agora, diante da maior descoberta petrolífera da história do país, novamente avança sobre o petróleo a fim de entregá-lo ao monopólio estrangeiro.

A CPI da Petrobrás, recém-criada no Senado Federal por iniciativa do PSDB e a mando evidente da eminencia parda da agremiação, o governador José Serra, é o mais novo avanço dos entreguistas de que falava Getúlio Vargas, aos quais o país se opôs e criou a empresa petrolífera.

Como disse recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a descoberta e o início das operações de exploração do pré-sal constitui a “Segunda Independência” do Brasil. Através dessa riqueza imensa que jaz em nosso litoral Sudeste, o Brasil poderá ascender ao Primeiro Mundo talvez em uma década, se conseguirmos manter a riqueza a salvo das garras tucanas.

Não é por outra razão que venho propor a criação da nova campanha em defesa das riquezas minerais brasileiras, sugerindo o bordão “O petróleo é nosso, PSDB!”

E, sem titubear, começo propondo o início dessa campanha num ato público em defesa da Petrobrás a se realizar o quanto antes diante do diretório estadual do PSDB em São Paulo, no bairro de Indianópolis, na avenida que leva o mesmo nome, pois o ataque à Petrobrás vem do mesmo partido que começou a entregar o petróleo brasileiro há 12 anos e que quer voltar ao poder no ano que vem para continuar sua obra nefasta.

Como sempre, dependerei de vocês para saírem pela internet propondo em sites e blogs a medida que anuncio aqui em defesa dos interesses nacionais.

Será um ato ao qual se pretende a adesão de partidos, sindicatos, movimentos sociais e da sociedade civil de forma geral. Diante do previsível bloqueio que a imprensa dará a esta iniciativa, só podemos contar com vocês, leitores, e com a força da internet.

Na semana que vem, novamente iniciarei contatos para difundir o ato público proposto. Desta vez, porém, será no âmbito maior de uma campanha que se espera que se espalhe pelo país.

Caso esta proposta receba as adesões minimamente necessárias dos leitores deste blog, novamente o Movimento dos Sem Mídia assumirá o compromisso de organizar outro ato em defesa da cidadania. E vocês, ao aderirem, comprometer-se-ão a difundir esta proposta onde possam na internet - nas ruas, entre a família, entre os amigos, onde cada um puder.

Primeiro em São Paulo, na terra da mente criminosa que está por trás de tudo isso, na mente obscura de José Serra. Depois, pelo país inteiro. A campanha deverá durar enquanto durar a CPI da Petrobrás, com atos públicos espalhando-se pelo país até chegarmos a um ato maior, que sugiro que seja feito em Brasília diante do Congresso Nacional.

Pronto, a sorte foi lançada. A reação, agora, dependerá de cada um de nós, de nosso empenho em difundir e defender os interesses do Brasil. Que Deus nos ilumine e ajude a manter as garras tucanas e reacionárias longe das riquezas nacionais.

retirado do blog de Eduardo Guimarães, presidente do Movimento dos Sem Mídia:
http://edu.guim.blog.uol.com.br/

terça-feira, 17 de março de 2009

USO DE MÍDIAS EM SALA DE AULA

A cada dia os recursos eletrônicos invadem o nosso cotidiano. Mas, na educação esse cotidiano vem sendo mudado um pouco tardiamente. E como existisse uma resistência por parte dos professores em relação ao uso das novas tecnologias. Lembro-me da época que se distribuiu milhares de aparelhos de reprodução de vídeos e televisores, que foram utilizados muito pouco. Distribuíram tantos aparelhos e esqueceram que os professores precisam tempo e condições de material para produzir os vídeos que necessitam para serem utilizados em sala de aula.


Agora, com o advento do computador, os professores contam com uma ferramenta dá mais facilidade na criação de vídeos, áudios e criação e montagens para se fazer as aulas. Além, dessas facilidades, o governo está facilitando cada vez mais o acesso ao computador para que as condições sejam criadas para sua utilização.

Hoje (15/03/2009), criei meu primeiro vídeo para cumprimento de tarefa do Curso PROINESP pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Vejam a obra de arte abaixo:

segunda-feira, 2 de março de 2009

O PROFESSOR E A MAIS VALIA RELATIVA

Por Antônio Carlos Vieira

Recentemente a sociedade vem denunciando a má qualidade de ensino público e cobrando do estado uma postura em relação ao problema. O interessante é que o Estado, a sociedade e os meios de comunicação colocam como único e principal responsável pelo problema os professores. Mas, ninguém chegou paras os meios de comunicação para mostrar como o ensino público chegou a ficar do jeito que está.

Vamos pegar apenas dois aspectos (de vários) de como a estrutura de ensino vinha e vem sendo modificado para atender aos nossos alunos. Estou me referindo:
  1. carga horária das disciplinas e dos professores;
  2. a quantidade de alunos por sala de aula.

Primeiramente, vamos analisar a carga horária das disciplinas. Para tanto, vamos pegar a disciplina de Geografia (já que sou professor de Geografia). Quando comecei a ensinar, a disciplina possuía três aulas por semana, para cada turma. Como eu tinha e tenho que cumprir uma Carga Horária de 25 horas semanais, eu tinha 8 turmas e cada turma aproximadamente com 40 alunos. Isso quer dizer que eu tinha 320 alunos para passar e corrigir avaliações no decorrer do ano letivo. O que ocorreu no decorrer dos anos: a carga horária da disciplina encolheu em uma aula, ficando portanto, com uma Carga Horária de 2 aulas por semanas. Isso quer dizer que o professor agora tem que ter 12 turmas para cumprir sua Carga Horária de 25 horas semanais e agora passou a ter 480 alunos (40 x 12) para avaliar. Sendo que houve uma aumento de 50% nas atividades de correção de avaliações e encerramentos de cadernetas. Imaginem os senhores que em alguns colégios estão planejando se colocar as disciplinas História e Geografia com apenas uma aula por semana. Isso quer dizer que o professor terá que ter 25 turmas para completar sua carga horária e 1.000 alunos (40 x 25) para corrigir testes e exercícios.

Para piorar a situação, durante os últimos anos, se pegou as turmas de 40 alunos e se juntou para formarem turmas de 50 alunos Agora, os professores ficarão com doze turmas de 50 alunos (cada turma) que dá um total de 600 alunos e se implantarem a tal idéia de algumas disciplinas ficarem com uma aula por semana, o professor de 25 horas terá um total de 1250 alunos para avaliar e fazer as devidas correções do testes e exercícios..

Pra quem sabe o que é Mais Valia tem-se uma ideia de como fazer um operário produzir muito mais e pagando o mesmo salário. O problema é que educação não é produção industrial e as consequências são as piores possíveis: 
  1. os professores têm que lecionarem em vários colégios para cumprir sua Carga Horária (principalmente os professores de 25 horas);
  2. são obrigados a trabalharem mais de um turno (isso tira a possibilidade dele possuir dois empregos para complementar a renda familiar);
  3. os professores passam a corrigir os teste e exercícios em sala de aula para ganhar tempo (didaticamente isso é considerado errado);
  4.  para ganhar mais tempo eles passam a fazer trabalho (e haja trabalho extra classe) e avaliações em grupo;
  5. atualmente o professor tira do salário para pagar o transporte (ele recebe ajuda transporte para apenas cinco viagens de ida e volta por semana).
Agora, vocês imaginem que os professores não têm poderes de decisão sobre esses problemas e são tidos como os grandes e principais responsáveis pelos grandes problemas da educação. E é bom lembrar que existem muitos outros problemas que estão afetando a educação.

Observação: este texto está reeditado de março de 2009 , se você fizer uma pesquisa irá notar que as estruturas e os problemas enfrentados pelos professores e alunos continuam o mesmo e aumentando. Agora com a implementação dos Projetos Acelera da vida!!!


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Defendendo o Brasil

          Recentemente fiz uma viagem para o interior, mas especificamente para Propriá(SE) , e passando por um desses acampamentos do MST, que ficam a beira das rodovias, me veio a lembrança de um acontecimento em sala de aula, no qual o assunto era População. Nesse texto se falava sobre conceito de nação, população, país, pátria, etc.
          No silêncio da aula, um aluno, daquele pertubador  lendo o texto na parte que falava sobre pátria, deu uma risada e perguntou: que dizer se o Brasil entrar em guerra nós brasileiros seriamos chamados a defender a pátria??
          Quem está lendo esses texto agora poderia perguntar: o que tem a ver um acampamento do MST com uma aula de Geografia? Muito simples! É que o aluno indagou o que ele iria defender no Brasil: mas professor, eu moro aqui na Terra Dura (Bairro Santa Maria- Aracaju-SE), as escolas não prestam, faltam professores, os postos de saúde geralmente não tem médicos, moro em uma casa que o terreno é de invasão e não tenho escritura, quando a polícia vem aqui é pra baixar a madeira. O que é que eu vou defender? É claro que o aluno fazia essas perguntas em um tom de deboche.
          Mas, passando em frente a esses acampamento, do MST, na BR 101, nas proximidades de Propriá(SE) observei que os mesmo não tem escolas, postos de saúde, não possui um pedaço de terra e em vez em quando estão invadindo alguma fazenda pra vê se conseguem tal intento e foi que eu lembrei de tal fato. Qual o motivo que esses pessoal teria pra defender o Brasil em caso de guerra conta uma outra nação?
          É bom lembrar que a constituição garante Educação, Saúde, direito a propriedade, etc,etc. Esses itens é o que transforma uma pessoa nascida no Brasil em um cidadão brasileiro. Se esses itens falta a pessoa isso quer dizer que tal pessoa não é um cidadão brasileiro, mesmo nascido no Brasil. Faltam-lhe os itens pra que seja um cidadão de fato. Essa pessoa teria motivos pra defender o Brasil? Quais?