sábado, 20 de junho de 2009

Sergipe, o país do Forró. Será?


Quando vim morar aqui em Aracaju fiquei impressionado com a quantidade de arraiás nordestinos na época dos Festejos Juninos. Eram colocados os chamados Trios Pé de Serra nesses arraiás e em praticamente todas as ruas existiam bandeirolas distribuídas por tudo que era lugar. O mias interessante é que na maioria das vezes eram os próprios moradores destas ruas que as enfeitavam. Acendiam-se fogueiras em praticamente todas as ruas. A grande maioria das pessoas fazia questão de irem as estas festas vestidas de caipira. As rádios tocavam músicas nordestinas durante todo o mês de junho. Esse cenário se repetia praticamente em todas as cidades do interior sergipano. Devido a esse quadro, Sergipe passou a ser chamado o “país do forró”.

Com a modernização dos aparelhos eletrônicos, principalmente de aparelhos de sons, apareceram os chamados grupos de forró elétrico e a criação destes Shows em grandes proporções, com grandes concentrações de pessoas e geralmente patrocinando em quase toda sua totalidade pelo poder público e se fazendo necessário um grande uso os serviços públicos (segurança, saúde, transporte e espaço público) devido aos problemas surgidos como grande número de pessoas se concentrando e seu deslocamento.

Hoje, as rádios praticamente não tocam forró em pleno mês de junho, ou melhor, não tocam forró em plena semana das festas juninas. Os arraiás praticamente sumiram. As pessoas praticamente não se vestem de caipira e as poucas que se vestem se parecem com cowboys americanos! As fogueiras deixaram de serem utilizadas (embora eu considere isso uma atitude ecologicamente correta) Pelo visto o apelido dado terá que ficar assim: Sergipe, que foi o país do forró.