quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O complexo de Viralata

Discurso de Lula, em 25-08-2010, Campo Grande - MS, falando sobre o complexo de inferioridade que o brasileiro foi submetido e que a elite faz passar como verdadeira. Veja no vídeo abaixo:
video

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cadê os candidatos a Presidente?

Na atual campanha eleitoral está acontecendo algo inusitado, os candidatos a deputados e senadores, em sua grande maioria, só pedem votos pra si e não falam sequer o nome do governado que apoiam e muito menos o nome dos candidatos a presidente. Se observarmos as carreatas, comícios, programas de televisão, panfletagens , plotagens de carros e os outdoors iremos notar que o nome dos candidatos a presidente não aparecem ou quase não aparecem nessa campanha.


No grupo de João Alves iremos notar que o nome de José Serra (candidato que João Alves apoia a presidente) não aparece em nenhum panfleto, carro de som ou qualquer outro item. O Nome do candidato a presidente não é sequer falado nos comícios e carreatas e até mesmo no comité central não existe uma única menção. É claro que o João Alves queria a aliança apenas para conseguir um espaço maior na Propaganda do Horário Eleitora Gratuito no rádio e na televisão.

Cadê o nome do candidato?
O grupo do candidato a Senador Albano Franco é mais incrível ainda, por ser do mesmo partido. O nome do candidato não aparece em nenhum veiculo de propaganda e nem é citado em nenhum comício. O interessante é que são do mesmo partido. Pra não esquecer, o candidato a Deputado Estadual Luiz Mittidiere é o único a pedir votos pra presidente e mesmo assim só na televisão. Nos carros plotados dos candidatos do PSDB (Partido Social Democrático do Brasil) não aparece o nome de José Serra.

Vocês acham isso incrível! Então prestem atenção na candidata do PT a presidente (Dilma Russef) que não aparece em todas as propagandas dos aliados e aparece muito timidamente nas propagadas do candidatos do próprio partido. Até o próprio candidato a governador (Marcelo Deda) do PT não aparece na propaganda, dos chamados aliados, nos carros plotados, principalmente nos chamados neo aliados, que são os candidatos pelo PSC (Partido Social Cristão) mais especificamente o partido do candidato a senador Eduardo Amorim.

Na televisão os únicos candidatos que mostram o nome da candidata a presidente pelo PT são Iran Barbosa (candidato a Deputado Federal ) e de Ana Lúcia (candidata a Deputada Estadual). 
Mesmo nos adesivos do PT o nome de Dilma Russef aparece timidamente

Pelo jeito, a grande maioria, dos candidatos a senadores, deputados estaduais e deputados federais estão olhando para o próprio umbigo tentando salvar, cada um por si, a própria pele. Traduzindo: estão defendendo seus interesses particulares! O único partido onde os candidatos a deputados e senadores divulgam o nome de seus candidatos a governador e presidente e o Partido Verde.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Finanças: quem mente João ou Nilson?


Nilson Lima, candidato a vice de João, passou um bom tempo explicando em entrevistas a imprensa os problemas financeiros encontrados por Déda no governo. Mas agora João diz que Déda faltou com a verdade. Quem está mentindo?
11/08/2010 - 04:49

Em entrevista essa semana ao Jornal do Dia, o candidato ao governo estadual pelo DEM, João Alves Filho diz, textualmente, que Marcelo Déda está faltando com a verdade quando diz que recebeu o Estado com problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com problemas financeiros e que o Estado estava quebrado.

Mas quem passou quase dois anos dizendo isso diuturnamente em  todos os cantos, quando lhe era perguntado ou não, era Nilson Lima, enquanto secretário da Fazenda de Marcelo Déda. Aliás os sergipanos passaram a respeitar cada vez mais Nilson Lima enquanto técnico conhecedor das finanças do Estado por meio das várias horas de entrevista que ele concedia exatamente para explicar as razões que impediam o Estado de ter acesso a certidões negativas.

E hoje Nilson Lima é o candidato a vice de João Alves Filho.

Agora uma curiosidade. Será que João Alves Filho e Nilson Lima já sentaram para discutir essa situação, o diagnóstico elaborado por Nilson Lima sobre as finanças do Estado, enquanto secretário da Fazenda? Tudo que se ouviu de Nilson Lima era verdade ou não? Um bom tema para ser debatido e esclarecido para a sociedade sergipana neste momento.
 
TEXTO ESCRITO PELO JORNALISTA: Claúdio Nunes. NO ENDEREÇO:

terça-feira, 3 de agosto de 2010

POR QUE VOTAR EM DILMA?

POR QUE VOTAR EM DILMA?
"Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha .

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas.

Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos.

Passo a analisar os dez mais freqüentes.


1. “ALTERNÂNCIA NO PODER É BOM”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.


2. “NÃO HÁ MAIS DIFERENÇA ENTRE DIREITA E ESQUERDA”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias.
O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra.
Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.


3. “DILMA NÃO É SIMPÁTICA”.

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.


4. “DILMA NÃO TEM EXPERIÊNCIA”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.


5. “DILMA FOI TERRORISTA”.

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.


6. “AS COISAS BOAS DO GOVERNO PETISTA COMEÇARAM NO GOVERNO TUCANO”.

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.


7. “SERRA VAI MORALIZAR A POLÍTICA”.

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido como “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.


8. “O PT APÓIA AS FARC”.

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?


9. “O PT CENSURA A IMPRENSA”.

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.


10. “OS JORNAIS, A TELEVISÃO E AS REVISTAS FALAM MUITO MAL DA DILMA E MUITO BEM DO SERRA”.

Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele."


AUTOR: Jorge Alberto Furtado, 51 anos, repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Já recebeu 13 premiações dentre os quais, o Prêmio Cinema Brasil, em 2003, de melhor diretor e de melhor roteiro original do longa O homem que copiava.