segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MAPA DA DISCÓRDIA II

          Mesmo depois de passado alguns meses do pleito eleitoral e ficar comprovado a generalização sobre a eleição da Presidente Dilma Russef (clique qui) e que a mesma teria sido eleita mesmo não computando só votos da Região Nordeste, muitas pessoas continuam afirmando que a mesma se elegeu devido aos votos dos nordestinos e isso graças a utilização do “Bolsa Família dada ao um monte de vagabundos no Nordeste”.  

          Isso ocorreu devido ao Jornal Folha de são Paulo ter divulgado o Mapa Eleitoral do Brasil mostrando os votos dos candidatos em cada Estado (para ver o resultado por município clique qui). Não sei se o referido jornal fez a publicação de má-fé ou não mas, o fato é que tal publicação fez aumentar a xenofobia que existe dos chamados “sulistas” pelos nordestinos.




           Foi então que tive a ideia de montar o Mapa Eleitoral por Região e olhando para o mesmo, utilizando a mesma analogia e argumentos utilizados pelos “sulistas”, pode-se chegar a seguinte conclusão: que no Sudeste a maioria também é composta de vagabundos que recebem o o Bolsa Família e por isso a atual Presidente Dilma Russef também foi a mais votada nesta Região!!!

OBSRVAÇÕES:
         Devem ter notado que se formos usar as generalizações, utilizadas pelos xenófobos, que apareceram na internet e que se manisfestaram a favor de matarem os nordestinos afogados (logo a pós as eleições) e pediram a morte da presidente no dia de sua posse, podemos chegar as mesmas conclusões e utilizarmos os mesmo adjetivos que eles estão utilizando contra os nordestinos.

          Estou colocando esse texto para mostrar de como de maneira sutil a imprensa manipula e direciona a opinião pública em favor dos seus interesses. Se vocês perceberam, os mapas podem fazer as pessoas pensar de maneira errada conforme eles sejam organizado. O mais impressionante é que as informações passadas em todos os mapas são verdadeiras!!! Existe um ditado antigo que é possível mentir falando  somente a verdade, esse é um exemplo clássico por isso, se faz necessário se quebrar os monopólios e se fazer uma maior distribuição (para que haja uma pluralidade na opiniões) desses meios de comunicação, que as pessoas fiquem melhor informados e possam ver o Brasil da maneira que realmente ele é (clique aqui).

Textos relacionados:
O Mapa da Discórdia
O Mapa da Discórdia II

sábado, 22 de janeiro de 2011

MODERNO E MELHOR, SERÁ !!!

Dizem que com o passar do tempo o mundo vai ficando mais moderno e portanto, melhor de viver. Eu nem sempre concordo com essas afirmações. É só ver o caso da Evolução da Música Brasileira.

Esta semana fui ao banco pagar as minhas contas e o caixa eletrônico não estava funcionando (sistema fora do ar!) e então me dirigir ao Caixa (esse de carne e osso) e o mesmo me informou que todo o sistema estava for do ar e era melhor eu ir efetuar o pagamento em uma Casa Lotérica. Então perguntei, ao funcionário, se ele iria me efetuar o saque do dinheiro para efetuar o pagamento. Ele me olhou e percebeu a minha indignação: é que se o sistema estava fora do ar , não tinha como efetuar o pagamento no Banco e muito menos na Casa Lotérica. É que por questão de modernidade (orientação dada no banco) não tenho Talão de Cheques! Se o sistema estava fora do ar, eu não podei efetuar o pagamento e também não poderia sacar dinheiro!!!

Depois do ocorrido acima, me lembrei de alguns acontecimentos passados. Quando começaram a colocar Secadores de Mão nos banheiros, eu tive uma surpresa logo no primeiro dia que fui fazer uso dessas máquinas. É que em tempo de calor, eu costumo lavar o rosto para refrescar um pouco e quando fui enxugar as mãos foi que percebi que tinha substituídos as Toalhas de Papel por essas engenhoca eletrônica (o tal secador de mãos). Quando questionei pelos ausência dos papeis, um funcionário da limpeza me informou que estavam modernizando tudo. Foi aí que eu perguntei: então vou ter enxugar o meu rosto nesta máquina de ar quente?

E esses novos telefone celulares chamados pré-pagos. Sabe daquele dia que o telefone não pode falhar de jeito nenhum. Pois bem, como estava sem crédito suficiente, fui a uma dessas casas lotéricas e mandei que se colocasse 50 (cinquenta) reais de crédito. Só que fiquei esperando mais de dez minutos e nada dos créditos serem liberados. Quando questionei junto a lotérica fui informado que ocorreu um problema no sistema e os créditos poderiam levar até 24 (vinte quatro) horas para serem liberados!!!  

Ainda referente aos telefones, me lembro destes chamados pacotes que te oferecem com mil e uma facilidade e utilidades. Em um desses pacotes onde eu poderia incluir o telefone da minha filha e os créditos seriam colocados mensalmente e cobrados em uma única conta. Só que roubaram o telefone, foi onde percebi que a tal facilidade do pacotes era uma tremenda do de cabeça. Para se retirar a cobrança, do serviço da fatura, foi telefonemas e mais telefonemas (para o telemarketing) e quando perdi a paciência passei ir diretamente a agência local e mesmo assim foram oito meses para retirar a cobrança da fatura e o serviço deixasse de ser cobrado!!!!

Em outra ocasião, quando estava em um super mercado (Dezembro/2010), ao entrar no carro, deixei cair o celular. Só que eu já tinha ligado o carro e no mesmo momento sair pra pegar o celular, a porta do carro bateu sozinha e o carro automaticamente travou as portas. Fiquei trancado do lado de fora! Resultado, tive de deixar o carro ligado (já que não tinha como entrar), pegar um táxi e ir até em casa pegar a segunda chave. Por sorte! Estava apenas a três quilômetros da minha residência.

Essa engenhocas trás melhoramentos mas, mesmo assim é necessário certos cuidados, em caso de sair dos padrões do funcionamento as dores de cabeça são bem maiores. Já a modernidade na prestações de serviços facilita a vida do cidadão e ao mesmo tempo facilita a sua exploração por essas tais empresas também ditas modernas. Afinal de contas, quando mais moderna a vida com essas máquina, mais dinheiro você tem que reembolsar e trabalhar muito mais para ter acesso a tais facilidades!!!

domingo, 16 de janeiro de 2011

CAMPANHA DE AJUDA HUMANITÁRIA

Campanha para os políticos doarem um salário a favor dos flagelados das enchentes

     Não existe povo mais solidário do que o brasileiro, basta alguma comunidade passar por dificuldades ou uma campanha de ajuda humanitária ser deflagrada, que o país inteiro é solidário.    



     Mas tem uma classe que parece não se sensibilizar com as tragédias que acontecem com o povo brasileiro, justamente quem mais ganha com o suor do brasileiro, a dos políticos, que na sua maioria, só gosta de aparecer na hora de pedir votos, e quando é para ajudar ao povo nas calamidades, eles desaparecem.
     Chegou a hora de realizarmos uma campanha nacional para sensibilizar e chamar a  responsabilidade dos políticos que passam 4 ou 8 anos ganhando salários exorbitantes com o dinheiro do povo brasileiro e que pouco faz pela população, é a “campanha para os políticos doarem um salário a favor dos flagelados das enchentes”.
     Com a tragédia das enchentes nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo os deputados estaduais e federais, senadores e governadores que deixaram o poder doariam o último salário e os que estão assumindo o novo mandato doariam o primeiro salário, sabemos que estas doações não resolverão o problema, mas será uma maneira decente e humana de amenizar o sofrimento do povo, o mesmo, que de quatro em quatro anos coloca os políticos no poder.
     Que as pessoas continuem sendo solidárias e humanas contribuindo com a campanha contra as enchentes, mas também cobre da classe política projetos de prevenção para diminuir o impacto de uma catástrofe como a do Rio e de São Paulo, que levou centenas de vidas.
     Que os políticos sejam rápidos na doação como são quando querem aumentar os próprios salários. Eles devem doar um pouquinho do que vão ganhar nos próximos 4 anos, não custa nada.

“QUE OS POLÍTICOS FAÇAM A DOAÇÃO DE UM SALÁRIO A FAVOR DOS FLAGELADOS DAS ENCHENTES.”

Envie aos amigos e familiares!


Vamos espalhar esta ideia na internet até chegar às mãos dos políticos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS


E aí, defensores da extradição de Battisti?

E aí, ministros direitistas do STF?

O governo italiano, tão empenhado na extradição de Cesare Battisti, adota postura diferente no caso do uruguaio Jorge Troccoli.

Capitão da marinha uruguaia, Troccoli teve uma atuação bastante ativa na tristemente famosa “Operação Condor” (que contou com a participação das ditaduras militares do Uruguai e de outros países sul-americanos), tendo sido responsável pela tortura e morte de mais de uma centena de opositores desses regimes, entre 1975 e 1983. Em 2002, o governo do Sr. Silvio Berlusconi – em sua segunda passagem pela chefia do gabinete de ministros da Itália - concedeu cidadania italiana ao Capitão Troccoli, mesmo sabendo das acusações de crime contra a humanidade que pesavam contra ele.

Em setembro do ano passado, o ministro da justiça da Itália, Angelino Alfano, negou-se à extraditar Troccoli para o Uruguai, alegando que ele é cidadão italiano, tomando como base jurídica um tratado assinado entre os dois países em 1879.

Portanto, o mesmo governo que nega-se a extraditar um notório torturador, utilizando dessas filigranas jurídicas, é o mesmo que se considera ofendido pela não-extradição de Battisti, que seguiu todas as normas da legislação brasileira, que por sua vez se baseia em uma série de convenções internacionais.

"O curioso é que o governo de Berlusconi negou a extradição de Troccoli para o Uruguai, alegando dupla cidadania", comentou o editor da página Gramsci e o Brasil, Luiz Sérgio Henriques. Henriques argumenta que o caso Troccoli tem "muitas semelhanças" com o de Battisti: "não faltaram pressões diplomáticas do governo uruguaio, recursos às instâncias do Judiciário italiano, etc.", e conclui: "mas o governo de Berlusconi parece irredutível na sua decisão sobre Troccoli, 'o Battisti uruguaio', no dizer do jornal L’Unità. E se trata de um episódio recente, cujas escaramuças diplomáticas e judiciárias mais dramáticas ocorreram em 2008".

Da redação do Vermelho

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Matando a saudade!!!

          Recebi este vídeo musical da minha amiga Giselma Gois (Gigi), a mesma que me enviou o texto "A Evolução da Música Brasileira". De acordo com ela , esse tipo de música, é proibida para menores de 30 anos. Aproveitem e matem a saudade dos velhos tempos:


sábado, 8 de janeiro de 2011

O sucesso dos programas de transferência de renda

To Beat Back Poverty, Pay the Poor [Para derrotar a pobreza, pague aos pobres]
By TINA ROSENBERG
No Opinionator, do New York Times, sugerido pelo Leider Lincoln
A cidade do Rio de Janeiro é famosa pelo fato de que uma pessoa pode olhar de um barraco precário em um morro, desde uma favela miserável, e ver praticamente dentro da janela de condomínios de alto luxo. Partes do Brasil se parecem com o sul da Califórnia. Partes parecem com o Haiti. Muitos países mostram grande riqueza ao lado de grande pobreza. Mas até recentemente o Brasil era o país mais desigual do mundo.
Hoje, no entanto, o nível de desigualdade econômica no Brasil está se reduzindo num ritmo maior que o de qualquer outro país. Entre 2003 e 2009, a renda dos pobres brasileiros cresceu sete vezes mais que a renda dos brasileiros ricos. A pobreza foi reduzida neste período de 22% para 7% da população.
Contraste isso com os Estados Unidos, onde entre 1980 e 2005, mais de 4/5 do aumento da renda foi para o 1% no topo da escala (veja aqui— the book is on the table — uma grande série sobre desigualdade nos Estados Unidos feita por Timothy Noah, da [revista eletrônica] Slate). A produtividade entre os trabalhadores americanos de renda baixa e média aumentou, mas a renda não. Se a tendência atual for mantida, os Estados Unidos podem em breve se tornar tão desiguais quanto o Brasil.
Vários fatores contribuíram para o feito surpreendente do Brasil. Mas a maior parte é devida a um único programa social que agora está transformando a forma com que os países de todo o mundo ajudam os pobres.
O programa, chamado Bolsa Família no Brasil, recebe nomes diferentes em lugares diferentes. No México, onde primeiro começou em escala nacional e foi igualmente bem sucedido na redução da pobreza, é chamado Oportunidades.
O termo genérico para os programas é “transferência condicional de renda”. A ideia é fazer pagamentos regulares a famílias pobres, em dinheiro ou transferências eletrônicas, se elas cumprirem certas metas.
As exigencias variam, mas muitos países usam o que o México usa: famílias precisam manter as crianças na escola e fazer exames médicos regulares, a mãe precisa fazer cursos sobre temas como nutrição e prevenção de doenças. Os pagamentos quase sempre vão para as mulheres, já que elas mais provavelmente vão gastar o dinheiro com suas famílias. A ideia elegante por trás das transferências condicionais de renda é combater a pobreza hoje, mas quebrando o ciclo de pobreza amanhã.
A maior parte de nossas colunas até agora tem sido sobre ideias bem sucedidas, mas pequenas. Elas enfrentam uma dificuldade comum: como funcionar em maior escala. Esta é diferente. O Brasil está empregando uma versão de uma ideia que agora está em uso em 40 países do globo, uma ideia já bem sucedida em uma impressionantemente enorme escala. Este é provavelmente o mais importante programa de governo antipobreza que o mundo já viu. Vale a pena saber como funciona e porque foi capaz de ajudar tanta gente.
No México, Oportunidades hoje cobre 5,8 milhões de famílias, cerca de 30% da população. Uma família da Oportunidades com uma criança na escola primária e outra na escola secundária, que cumpre todas as exigencias, pode receber um total de 123 dólares por mês. Os estudantes também podem receber dinheiro para material escolar e as crianças que completam o ensino médio dentro do tempo recebem um pagamento de 330 dólares.
A Bolsa Família, que tem exigências similares, é ainda maior. Os programas de transferência condicional de renda do Brasil foram iniciados antes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele consolidou vários programas e os expandiu. Agora cobre cerca de 50 milhões de brasileiros, um quarto dos habitantes do país. Paga um valor mensal de 13 dólares para as famílias pobres por criança de 15 anos ou menos que estiver na escola, para até três crianças. As famílias podem ter um valor adicional de 19 dólares por criança de 16 ou 17 anos ainda na escola, para um máximo de duas crianças. Famílias que vivem na extrema pobreza recebem um beneficio básico de 40 dólares, sem condições.
Estas somas parecem dolorosamente pequenas? São. Mas uma família vivendo em extrema pobreza no Brasil dobra a sua renda quando recebe o benefício básico. Faz tempo está claro que o Bolsa Família reduziu a pobreza no Brasil. Mas apenas pesquisas recentes revelaram o papel do programa na redução da desigualdade econômica.
O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento estão trabalhando com governos para espalhar os programas em todo o mundo, dando ajuda técnica e empréstimos. Os programas de transferência condicional de renda são encontrados agora em 14 países da América Latina e em outros 26 países, de acordo com o Banco Mundial. (Um dos programas é em Nova York, um programa piloto pequeno, financiado privadamente, chamado Opportunity NYC. Uma avaliação inicial mostrou sucesso relativo, mas ainda é cedo para tirar conclusões). Cada programa é desenhado para as condições locais. Alguns na América Latina enfatizam a nutrição. O da Tanzânia está experimentando com pagamentos condicionais que dependem do comportamento de toda a comunidade.
O programa combate a pobreza de duas formas. Uma, direta: dá dinheiro aos pobres. Funciona. E, não, o dinheiro não é roubado nem desviado para os mais ricos. O Brasil e o México são muito bem sucedidos em incluir apenas os pobres. Nos dois países houve redução de pobreza, especialmente pobreza extrema, e houve redução da taxa de desigualdade.
O outro objetivo da proposta — dar mais educação e saúde às crianças — é de longo prazo e mais difícil de medir. Mas tem sido medida — o Oportunidades é provavelmente o programa social mais estudado do planeta. O programa tem um grupo de avaliação e publica todos os seus dados. Houve centenas de estudos de acadêmicos independentes a respeito dele.
No México houve redução de desnutrição, anemia e nanismo, assim como de outras doenças da infância e de adultos. A mortalidade infantil e de mães caiu. O uso de contraceptivos na zona rural aumentou e a gravidez de adolescentes caiu. Mas os efeitos mais dramáticos foram vistos na educação. Crianças no Oportunidades repetiram menos de ano e ficaram mais tempo na escola. O trabalho infantil caiu. Em zonas rurais, a porcentagem de crianças entrando no ensino médio aumentou 42%. Matrículas em escolas médias da zona rural aumentaram imensos 85%. Os maiores efeitos em educação se dão em famílias onde as mães têm o menor nível de educação. Famílias indígenas do México foram particularmente beneficiadas, com as crianças ficando mais tempo na escola.
O Bolsa Família tem um impacto similar no Brasil. Um estudo recente descobriu aumentos na permanência na escola e no avanço escolar — particularmente no Nordeste, onde a presença na escola é a menor, e particularmente para as meninas mais velhas, que correm o maior risco de abandonar os estudos. A pesquisa também descobriu que o Bolsa aumentou o peso das crianças, os índices de vacinação e o uso do cuidado pré-natal.
Quando viajei pelo México em 2008 para fazer reportagem sobre o Oportunidades, encontrei família atrás de família com histórias distintas entre o antes e o depois. Pais cujo trabalho consistia em usar machetes para cortar grama tinham, graças ao Oportunidades, filhos formados na escola secundária e que agora estavam estudando contabilidade ou enfermagem. Algumas famílias tinham filhos mais velhos que haviam sido maltrunidos na infância, mas as crianças mais jovens agora eram saudáveis porque o Oportunidades tinha chegado em tempo de ajudá-las a se alimentar melhor.
Na cidade de Venustiano Carranza, no estado mexicano de Puebla, encontrei Hortensia Alvarez Montes, uma viúva de 54 anos de idade cuja renda vinha de lavar roupa. Tinha parado de estudar na sexta série, da mesma forma que três dos filhos dela. Mas quando o Oportunidades chegou, ela manteve as crianças mais novas na escola. Estavam ambos completando o ensino secundário quando os visitei. Um deles planejava fazer faculdade.
Fora do Brasil e do México, os programas de transferência condicional de renda são mais novos e menores. De qualquer forma, há amplas pesquisas demonstrando que também eles aumentam o consumo, reduzem a pobreza e aumentam a permanência na escola e o uso de serviços de saúde.
Se programas de transferência condicional de renda funcionarem adequadamente, muitas novas escolas e clínicas serão necessárias. Mas os governos nem sempre podem acompanhar a demanda e algumas vezes só podem fazer isso reduzindo drasticamente a qualidade. Se este é um problema para países de renda média como o Brasil e o México, imagine o desafio para Honduras ou Tanzânia.
Para os céticos, que acreditam que programas sociais nunca funcionam em países pobres e que a maior parte do que é gasto com eles é roubado, os programas de transferência condicional de renda são uma resposta convincente. Aqui estão programas que ajudam os que mais precisam de ajuda e que fazem isso com pouco desperdício, corrupção ou interferência política. Mesmo programas pequenos, que atendam uma única vila e sejam bem sucedidos, são motivo para celebrar. Fazer isso na escala que México e Brasil fizeram é impressionante.
OBSERVAÇÃO:

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O POVO BRASILEIRO E SUA DESCENDÊNCIA

Por Antônio Carlos Vieira


Quando estudava, se dizia que o Brasil foi formado por índios, negros e português. Posteriormente vieram outros imigrantes, como italianos, alemães, japoneses e coreanos. Se falava da contribuição cultural dos três grupos citados e estava vendido a versão de todos os livros que li até hoje.
Só que a gente vai envelhecendo e nota que esta tal Formação do Povo Brasileiro pode ser explicada de outra maneira.
Eu costumo dividir a população brasileira em três grupos:

a) os que já viviam aqui.
b) os que foram trazidos.
c) os que vieram.

Os que já viviam aqui:

Quando o Brasil foi descoberto (ano de 1.500) já existiam em torno de 5 milhões de nativos vivendo nessas terras. O interessante é que os portugueses cometeram um erro ao chamar os nativos de índios (moradores da Índia) e até hoje esse termo é usado erroneamente.
A destruição da cultura (etnocídios) e a matança (genocídios) desses nativos foi tão grande que hoje sobra pouco mias de 200.000 indivíduos e mesmo assim esses que sobraram perderam a noção dos hábitos e costumes dos antepassados. Estão com problemas para ficarem nas poucas terras que lhes foram reservadas.

Os que foram trazidos:

Muitos livros que se utiliza em sala de aula costuma dizer que os negros vieram para o Brasil. A grande maioria (99,99%) foram trazidos como escravos para trabalhar na lavoura de cana-de-açúcar e mineração. Pode parecer a mesma coisa, só que você vir para o Brasil é uma coisa espontânea e ser trazido é vir de maneira forçada.. E pelo que eu sei os negros vieram acorrentados e tratados como animais para viverem nessas terras. Passaram mais de trezentos anos trabalhando de graça (forçados) e foram libertados sem ter direito a uma indenização ou mesmo um pedaço de terra.

Os que vieram :

Este grupo pode ser dividido, em dois grupos, dos que vieram como exploradores e os que vieram para trabalhar como mão-de-obra barata.

Os que vieram como exploradores
Neste grupo se enquadra os Portuguese, Espanhóis e Holandeses. Os Portugueses (grandes fazendeiros ou empresários falidos em Portugal),  que “descobriram” o Brasil, vieram através da distribuição de sesmarias, tentavam se enriquecer facilmente, outros eram os degredados que vieram aqui cumprir pena e ambos tinham pretensão de retornar a Portugal.
Os Espanhóis mandaram no Brasil durante 60 anos e tinham o mesmo perfil do portugueses (exploradores) que tiveram atuação mais forte no Nordeste por ser a centro socioeconômico da época. O Holandeses, dominaram o Nordeste do Brasil durante 26 anos, foram expulsos por tropas constituídas por negros, nativos (índios) e portugueses da região.

Os que vieram incentivados
São os descendentes de desempregados europeus e orientais (mão-de-obra, de segunda categoria, que não conseguia emprego em sua terra natal). Que vieram morar principalmente na região Sudeste e Sul do Brasil. Entre eles podemos citar os descendentes de italianos, alemães, poloneses, japoneses, coreanos,etc.
Para os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul vieram os desempregados da Alemanha e Itália que receberam terras e sementes para plantar (nem chegaram e já foram ganhando alguma coisa sem trabalhar sequer um único dia). Posteriormente, com a libertação dos escravos, os desempregados vindo da Europa passaram a imigrar para o Estado de São Paulo.
Até hoje, os que povoaram as Regiões Sul e Sudeste, se consideram imigrantes, vivem em colônias nas terras brasileiras.

OBSERVAÇÃO: atualmente a grande maioria dos desempregados que aparecem em São Paulo são oriundos da Bolívia (bolivianos).

TEXTOS RELACIONADOS:
Comprando a Independência
Brasileiro é tão bonzinho
Soltando os negros e libertando os animais

BIBLIOGRAFIA:
SENE, Eustáquio de. MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil – Espaço Geográfico e Globalização – editora Scipione.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/imigracao-no-brasil/imigracao-no-brasil.php

sábado, 1 de janeiro de 2011

O NORDESTE NA MONARQUIA

Quando estudava História ficava impressionado com a má distribuição dos investimentos do Governo. Os investimentos foram sempre feitos, mais vultosos, no Sul e Sudeste do país. Mas, na monarquia, os investimentos eram feitos de maneira bem diferente, leiam o texto abaixo:

Festa de Ratos!! Festa de Ratos!!

Gritaram os dois mil convidados para uma das maiores sacanagem que o Brasil já teve. Preocupado com a insatisfação geral com a monarquia, D. Pedro precisava de uma solução lógica. Os altos impostos e uma inflação de 3% ao ano descontentavam a população, a Argentina ameaçava decretar guerra por questões fronteiriças e o Nordeste estava afogado na miséria. Tirando a inflação, parece que nada mudou. A diferença é que a monarquia, ao contrário do nosso Governo, temia que a derrubassem. O ano era de 1889 e o exército já tramava, nas casernas, a queda de Dom Pedro II. Este, preocupado em manter sua posição, achou uma saída criativa para o problema. Resolveu dar uma festança com tudo que havia de bom e de melhor para toda a nobreza e representantes de outros países. O que isso ia resolver? Sei lá, mas Dom Pedro achou que era uma solução. Se não servisse pra nada, pelo menos ia ser divertido.
E deve ter sido! Muito divertido! Eram duas mil pessoas que não cabiam no palácio da Ilha Fiscal (o local foi escolhido pela segurança que a Marinha oferecia contra qualquer tentativa de golpe. A Marinha era monarquista e era na época, a terceira do mundo). Também só havia um banheiro pra essa gente toda, com cerveja sendo fartamente servida. Os homens deram uma prévia do Emissário Submarino. Já as mulheres mantinham baldes debaixo dos vestidos. A comida era da boa e da melhor, e o cardápio incluía 800 latas de lagosta, 800kg de camarão, 500 tigelas de ostras, 100 latas de salmão, 800 latas de turfas, 1.300 frangos, e mais um monte de comida que você não conseguiria nem imaginar!
Ao final da festa, a criadagem recolheu o espólio de guerra: ligas, coletes de senhoras, dragonas de militares, dentre outros pertencentes pessoais, todos largados pelo palácio. O único negro convidado, o engenheiro André Rebouças, escreveu em seu diário o comentário mais simples e verdadeiro sobre a festança: "Foi um bacanal!!".
Além disso, a festança da monarquia foi uma grande lambança. De onde você imagina que eles tiraram o dinheiro para isso tudo? Dos cofres públicos! E adivinha para onde estava destinado esse dinheiro? Para o Nordeste, que morria de fome, assolado pela seca e miséria. E isso tudo só serviu mesmo para esses dois mil convidados encherem a pança, porque a monarquia caiu assim do mesmo jeito! Graças a Deus.


BIBLIOGRAFIA: Texto retirado da Revista O BRASIL REVISTO EM REVISTA - 500 Anos de Burradas, Editora Escala, Ano I – nº1.