segunda-feira, 9 de maio de 2022

Guerra na Ucrânia: A Paz está órfã

Charge: Liu Rui/GT

Por Marcelo Zero

A guerra da Ucrânia não começou neste ano.

Começou em 2014, logo após o golpe de 2013, o qual inaugurou um regime pró-Ocidente e antirrusso, bastante influenciado por grupos neonazistas, que se consideram herdeiros de Stepan Bandera, líder político ucraniano aliado dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

A população russófona da Ucrânia, espalhada por todo o território, porém mais concentrada na península da Crimeia e na região do Donbass, reagiu.

terça-feira, 19 de abril de 2022

A reunião dos alienígenas, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O Brasil é uma verdadeira Torre de Babel humana, mas aqui todos falam a mesma língua portuguesa. Nosso país é claramente um destino privilegiado para os alienígenas.




A reunião dos alienígenas

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Toda história deve ter um final, que pode ou não resolver os conflitos em que os personagens foram jogados. Mesmo quando ocorre uma reviravolta, dando a impressão de que o escritor não está em controle do curso da ação escolhido pelos personagens, isso é apenas uma ilusão. O bom escritor mostra sua habilidade se escondendo. Um escritor medíocre – eu devo admitir a hipótese de que esse é o meu caso – não consegue resistir a tentação ou pathos de mostrar-se no controle de cada palavra, frase, parágrafo da história que entra no nosso mundo através de suas mãos. Mas e se toda história tiver nascido em outra dimensão, num mundo em que nenhum autor consegue realmente penetrar?

sábado, 26 de março de 2022

A importância das artes na educação

Por Heleno Araújo, no jornal Brasil de Fato:

No último dia 21 de março, comemoramos o Dia Universal do Teatro, que homenageia uma das artes mais antigas da humanidade. A interpretação teatral está ligada às manifestações mais antigas do ser humano, que a usavam para rituais religiosos e ligados à mitologia. Os primeiros teatros no Brasil chegaram ainda quando do atracamento das primeiras caravelas da Coroa Portuguesa, momento em que a família real e os jesuítas passaram a usar o teatro como método de catequização cristã das populações indígenas que ocupavam e habitavam toda a América.

Tenho uma ligação muito próxima com o teatro de rua. Quando jovem, por meio do GRUPI, o Grupo Teatral Unidos pelo Ideal, fazíamos na cidade de Paulista/PE, onde morava, dramas, comédias e improvisações de toda ordem. Encenávamos, todo ano, a paixão de Cristo na Páscoa. Dançávamos muito também! E com o poder que só a arte carrega em si, encantávamos toda a cidade.

terça-feira, 8 de março de 2022

A guerra e o parto da nova ordem mundial

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Até onde se conhece, o ser humano é o único ser vivo que se mobiliza e se excita com o trágico humano, com a competição destrutiva, com a cenografia da dor, do sofrimento e da morte do seu semelhante.

O Coliseu, teatro do Império Romano construído há quase 2 mil anos, é um monumento a esta reverência e a este culto do homo sapiens à tragédia, à destruição e à morte humana.

Além de palco para outras representações teatrais, o Coliseu oportunizava a uma audiência de dezenas de milhares de pessoas entretenimentos macabros – combates entre gladiadores até a morte e, também, jogos de morte nos quais humanos eram mortos de maneira terrível, mutilados e dilacerados por animais, ou queimados vivos. O culto ao bárbaro como experiência épica.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Mundo-3: os novos ventos na América Latina

Por Altamiro Borges

Derrubada (1960), Portinari

A luta de classes segue movendo o mundo. Na geopolítica internacional, há importantes mudanças em curso. Os EUA já não mandam e desmandam como antes. A potência imperialista está enfiada em uma crise econômica sem precedentes, perdendo o papel de liderança no planeta. A sua hegemonia nas armas, no front militar, também sofre abalos, como ficou evidenciado após 20 anos de ocupação criminosa no Afeganistão.

Mundo-2: neofascismo e ultraneoliberalismo

Por Altamiro Borges

Família (1935), Portinari

Nessa nova fase regressiva e destrutiva do capitalismo, que concentra a riqueza e faz explodir a miséria, há uma combinação perversa entre o ultraneoliberalismo na economia, o fascismo na política e o obscurantismo nos valores e nos direitos humanos. Ocorre um processo de fascistização no mundo.

Mundo-1: pandemia, desigualdade e resistência

Por Altamiro Borges

Família (1935), Portinari

O mundo do trabalho vive o pior dos mundos. A pandemia da Covid-19 só agravou o cenário de desigualdades sociais, desemprego, queda de renda, regressão trabalhista, desalento e falta de perspectivas – principalmente entre os mais jovens. A crise do capitalismo, que é prolongada, estrutural e sistêmica, ganhou contornos ainda mais trágicos com o novo coronavírus.