segunda-feira, 30 de abril de 2012

Brasil melhorou com Lula

No: O Carcará

 

LulaO governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi um marco decisivo para o encaminhamento da “questão democrática” no Brasil, entrelaçada com a “questão social”, sob a marca ter alçado milhões de brasileiros não somente a novos patamares de consumo, mas também ao centro das grandes contendas políticas. O Censo Demográfico de 2010, divulgado esta semana pelo IBGE, demonstra esta façanha de forma clara.

Para os direitistas reacionários, os pseudo-burgueses e a mídia que sabe-se agora é mesmo bandida, que afirmaram em todas as campanhas eleitorais em que Lula foi candidato que ele não poderia ser eleito por ser “analfabeto”, não poderia conversar com Chefes de Estados estrangeiros por não saber inglês e outras baboseiras do gênero, o portal Vermelho trás uma notícia para deixa-los a “ver estrelas”.

A reportagem diz que alguns dados são muito expressivos: A queda brusca nos índices de mortalidade infantil, o aumento da população com nível superior e a ascensão da renda das mulheres. Em 2010, a taxa de mortalidade infantil caiu 47,5% em relação a 2000. Segundo o IBGE, os principais motivos para a queda foram políticas de aumento do salário mínimo e a ampliação de programas de transferência de renda.
Em 2000, a cada mil crianças nascidas vivas, 29,7 morriam antes de completar um ano. Em 2010, eram 15,6 mortes para cada mil nascidas vivas. Este índice ainda está bem aquém de países mais desenvolvidos economicamente e de Cuba, que, por exemplo, é de 5 mortes por mil. Mesmo assim o Brasil – já em 2010 – praticamente alcançou a meta do Milênio estabelecida pela ONU ao nosso país para 2015, no índice de 15,7 mortes por mil.
A renda das mulheres, por sua vez, no mesmo período aumentou em 13,5%, muito acima dos 4,5% dos homens. A dívida histórica da disparidade de renda entre os dois sexos tende a uma solução em longo prazo. Se em 2000 a renda das mulheres equivalia a 67,7% em relação à renda masculina, em 2010 caiu para 73,8%. De maneira geral, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas teve um ganho real de 5,5% de 2000 a 2010. Com isso o rendimento mensal dos domicílios subiu 15,5% em dez anos. Nesta década, os avanços do Brasil também se espelharam na educação, pois o índice de pessoas que concluíram o curso superior cresceu de 4 para 8%.
Para determinadas conquistas não existem milagres. Os índices demonstram que um mínimo de concentração, planejamento, sensibilidade política a ação são suficientes para se angariar resultados impressionantes. Não é nenhuma surpresa que o Nordeste seja a região do país que alavanca tanto o crescimento econômico, quanto a ascensão social.
O caminho a percorrer é longo. O Brasil ocupa a 87ª posição entre 197 países no âmbito de índices sociais concentrados. Um crescimento econômico mais robusto é o ponto de partida para continuarmos no rumo da mais ampla inclusão social. Essa é uma das questões que propomos para uma consequente solução dos grandes dramas sociais brasileiros: a centralidade do crescimento econômico não pode ser negligenciada.

Pois bem, o presidente Lula a despeito de toda perseguição sofrida pela mídia, se elegeu, cumpriu dois mandatos consecutivos deixando o poder com o mais alto índice de popularidade alcançado por um presidente, elegeu sua sucessora a presidenta Dilma, que já está com o índice de popularidade mais alto que o próprio Lula, e conforme pesquisas o povo quer Lula novamente para presidente em 2014.

Êta direita reacionária!

Por: Eliseu

sexta-feira, 27 de abril de 2012

BRASIL JÁ É O TERCEIRO MAIOR CREDOR DOS ESTADOS UNIDOS

Até agora, ninguém deu a notícia. Com 372 bilhões de dólares em reservas internacionais, o Brasil acaba de se converter, aplicando mais da metade delas em “treasuries”, no terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, como pode ser visto na própria página oficial do tesouro norte-americano, cujo link publico abaixo. O acúmulo de reservas internacionais, cujo custo de carregamento tem caído em linha com a redução da taxa SELIC, serve para valorizar o dólar com relação ao real, favorecendo nossas exportações,e é, sobretudo, uma arma geopolítica, que mantêm em situação positiva a imagem do Brasil frente às agências internacionais de classificação de risco e em uma posição de força em organismos como o G-20, o Banco Mundial e o FMI.

Conheço empresários brasileiros de linha mais desenvolvimentista, no entanto, que pensam que a política de acúmulo de dólares poderia ser complementada com a emissão de moeda, no mercado interno, destinada a investimentos diretos do governo na área de infraestrutura, por exemplo. Tal medida, com uma pequena expansão administrável da inflação, derrubaria o valor do real frente ao dólar, favorecendo as exportações, injetaria dinheiro em todos os níveis da economia produtiva, e criaria milhões de empregos.


TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Marconi Perillo “cursou direito” em turma especial para 2 alunos: ele e a esposa

No: O Carcará

A OAB-GO esclarece que o governador Marconi Perillo nunca esteve

inscrito em seus quadros e, portanto, não possui a carteira da OAB.

marconi-faculdade-direitoA Faculdade Alves Faria montou uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o senador Marconi Perillo e sua esposa Valéria Perillo.

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, em desfavor da Faculdade Alves Faria (Alfa), Marconi Perillo (senador da República), Valéria Perillo e União Federal, por concessão de tratamento privilegiado a agente político. De acordo com a procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira, a Faculdade Alfa, localizada em Goiânia, sob a justificativa de atender necessidades especiais de Marconi Perillo, montou uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o Senador e sua esposa Valéria Perillo.

Para tanto, a instituição de ensino superior organizou sua estrutura física e seus professores, com sala de aula exclusiva, apartada do convívio com os demais estudantes. A nova turma conta com horários de aula especiais, exclusivamente às segundas, sextas e sábados pela manhã, para atender a conveniência de Marconi e sua esposa, conferindo-lhes condições privilegiadas de acesso às aulas.

Para o MPF/GO o fato viola os princípios da isonomia e da generalidade na prestação de serviços públicos, configura tratamento seletivo e privilegiado sem previsão constitucional ou legal e viola as diretrizes e bases da educação nacional, previstas na Constituição da República e na Lei n.º 9.394/96.

O MPF/GO pediu a concessão de liminar, para determinar à Alfa que encerre imediatamente a turma especial do curso de direito criada para abrigar Marconi Perillo e Valéria Perillo, transferindo-os para salas de aula comuns. Alternativamente pediu que a faculdade providencie a abertura da turma especial para os demais alunos, de forma a completar o número de estudantes usualmente admitidos em uma sala de aula normal. Pediu também, que a Alfa, Marconi Perillo e Valéria Perillo sejam condenados a pagar indenização, a ser revertida para os alunos daquela faculdade, em valor a ser oportunamente calculado, com base no custo de manutenção da sala de aula especial, durante o período em que foi mantida às custas das mensalidades pagas pelos demais estudantes.

A ação foi distribuída para a 9ª Vara Federal de Goiânia, processo nº 2007.35.00.022088-0.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Goiás
Fone: (62) 3243-5454
E-mail: ascom@prgo.mpf.gov.br

E ele se formou em 2010. Demóstenes Torres e Gilmar Mendes estiveram presentes na sua formatura.
A resposta da OAB-GO sobre Marconi Perillo

A OAB-GO esclarece que o governador Marconi Perillo nunca esteve inscrito em seus quadros e, portanto, não possui a carteira da OAB. Mesmo porque, nunca prestou o Exame de Ordem. Qualquer interessado pode checar no Cadastro Nacional de Advogados (cna.oab.org.br) se uma pessoa está ou não devidamente inscrita. A OAB-GO esclarece ainda que o Exame de Ordem é realizado pela Fundação Getúlio Vargas, sob supervisão do Conselho Federal da OAB. A seccional goiana da Ordem acrescenta que está e sempre esteve à inteira disposição da imprensa e da sociedade para esclarecer quaisquer assuntos concernentes à advocacia de Goiás.

No: Pragmatismo Político

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dilma 'nocauteia' Globo no 1º round da CPI do Cachoeira


A Globo, Veja, Folha, Estadão, Álvaro Dias, José Serra, Aécio Neves, José Agripino, queriam emparedar a presidenta Dilma na CPI do Cachoeira, através da empreiteira Delta Construções. Era essa a pauta que o noticiário desta imprensa demotucana martelava.

Pois a CPI do Cachoeira nem começou, e a presidenta Dilma já "nocauteou" a Globo, e o resto da oposição partidária e midiática.

Mandou o DNIT colocar na internet todos os contratos da Delta com o governo federal, com total transparência. Além disso a CGU abriu processo para declaração de inidoneidade da Construtora Delta.

A batata quente agora está passando de mão em mão dos governadores e prefeitos que tem contratos com a empreiteira.

E agora, Marconi Perillo, Geraldo Alckmin, Kassab, Anastasia, Siqueira Campos, Simão Jatene, quando vão fazer o mesmo?

Quanto ao senador José Agripino Maia (DEMos/RN) é a segunda vez que vai a "nocaute". O primeiro embate foi quando Dilma era Ministra da Casa Civil:



TEXTO REPLICADO DESTE ENDEREÇO:

segunda-feira, 23 de abril de 2012

STF: Os juízes e o juízo da história

No: O Carcará

STF Quando os políticos falam como juízes a democracia se eclipsa; quando os juízes falam pelos políticos, ela se desmoraliza. Nos dois casos o Judiciário deixa de ser o que promete.
No Estado de Direito a Justiça figura, teoricamente, como o abrigo dos compromissos e valores compartilhados de um ciclo histórico;a Constituição é a expressão máxima desse período e o Supremo Tribunal Federal sua extensão mediadora nas pendências e conflitos que as demais instâncias da lei e do Direito não puderam solucionar.
O que torna crível esse arranjo é a vigília política incessante da sociedade.
Já se disse da Carta de 1988 que ela promete mais do que o capitalismo brasileiro está disposto a conceder. Que essa tensão seja arbitrada por uma instância de extração naturalmente conservadora ajuda a compreender as contradições e limites que cercam as atribuições do Supremo.
A Democracia não é um atributo histórico do capitalismo. Não cabe à cidadania pedir licença ao capitalismo para exercer a democracia conquistada , assim como não lhe cabe exigir do STF menos do que lhe compete nos seu próprios termos.
O que lhe compete distancia-se do que tem sido a norma no país.
O sobressalto, as paixões inflamadas, a animosidade, os rompantes, o protagonismo exclamativo que se avizinha do exibicionismo bufo, o ódio político explícito, o renitente exclamar de interesses poderosos, a ressonância superlativa e belicosa de conflitos e antagonismos sociais fazem do Supremo Tribunal Federal brasileiro o avesso do que ele próprio se atribui e a sociedade cobra.
A crueza desse mal-estar tem predominado no discernimento da opinião pública, sobretudo após as turbulentas magistraturas de Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Do primeiro, basta a deprimente lembrança do duplo, instantâneo e subserviente habeas-corpus concedido ao banqueiro Daniel Dantas, em flagrante contraste com a morosidade dispensada a pleitos equivalentes de cidadãos não banqueiros. Do segundo, remeta-se aos destampatório registrado em entrevista que selou a hora crepuscular de sua presidência.
O inexcedível testamento de pequenez e despreparo passará aos anais como o produto maturado de um corporativismo medular, uma insuficiência ética que destila ressentimentos cegos em relação a seus pares, excreta a má-digestão dos grandes desafios nacionais e manifesta assustador despreparo diante das delicadas relações entre os poderes de Estado.
Constrangedoramente pequeno, Peluso despediu-se do mesmo modo que atuou: aquém do cargo que ostentou mas foi incapaz de preencher.
As arestosas togas de Mendes e Peluso pouco fizeram para sedimentar os atributos de credibilidade e respeito que formam a delicada trama de sustentação da suprema instância da lei no país.
Não se cobra de juristas de carne e osso, repita-se, uma racionalidade hegeliana, dissociada das restrições de seu tempo e dos embates e paixões que ele encerra. Cobra-se respeito ao poder que a sociedade lhes outorga e, sobretudo, a consciência histórica de uma tensão que impõe a revalidação permanente desse poder e dessa legitimidade.
O saldo herdado pelo ministro Ayres Brito, o novo presidente do Supremo, não poderia ser mais delicado. Cabe-lhe, em primeiro lugar, desautorizar a captura do STF por interesses e agendas que buscam ali o abrigo para exercer uma hegemonia que a urna e a história lhes tem negado sistematicamente. O Datafolha deste domingo é a confirmação dessa negativa.
A pressão midiática para o STF apressar o julgamento do chamado mensalão reflete esse estado de coisa.
O calendário da pressa denuncia a sofreguidão para fazer desse evento um aliado oposicionista no pleito municipal de outubro deste ano.
A improcedência das pressões torna-se ainda mais ostensiva diante dos fatos e indícios revelados a partir da Operação Monte Carlo. Figuras e esquemas de peso e medida apanhados no redil do bicheiro Carlinhos Cachoeira - entre elas, a do senador Demóstenes Torres e a da engrenagem instrumental em que se incluem veículos e jornalistas da chamada grande imprensa - tiveram protagonismo proeminente na urdidura e na narrativa do processo para o qual cobra-se agora um julgamento imediato.
Os savonarolas de ontem, os candidatos de ontem e hoje, bem como seus ventríloquos de sempre temem revelações comprometedoras que possam aflorar nos trabalhos da recém-instalada CPI do Cachoeira. Métodos, personagens e motivações por trás das denúncias poderão ganhar incômoda transparência. Sem descartar a hipótese de uma reviravolta radical na apreciação das origens daquele episódio.
Não poderia haver nada mais desmoralizante para a já combalida credibilidade do STF do que ver um julgamento apressado ser invalidado no momento seguinte por uma CPI, de interações incontornáveis com o processo polêmico.
A curta presidência de sete meses do ministro Ayres Brito é inversamente proporcional à importância das decisões que abrigará. A depender de suas escolhas, ela poderá redimir o prestígio e a credibilidade do STF perante a democracia brasileira; ou selar a pá de cal do seu descrédito aos olhos da opinião pública.

No: Carta Maior

domingo, 22 de abril de 2012

Palanque eletrônico. Com dinheiro público


Quem navega pelos portais oficiais de governos, tribunais, câmaras de vereadores ou assembleias legislativas tem acesso a fotos de autoridades com sorrisos largos entre inaugurações, bexigas, comemorações e promessas, muitas promessas para melhorar o mundo.

Podem parecer sorrisos inocentes, mas a personalização de um espaço público é hoje um dos principais entraves no combate a antigos vícios públicos, como o nepotismo.

A falta de transparência dos portais – próximo embate a ser travado no Conselho Nacional de Justiça pelos tribunais Brasil adentro – impede hoje que os cidadãos tenham acesso a informações básicas sobre gastos com viagens e pagamentos dentro dos órgãos públicos.

O Brasil é signatário de um acordo internacional que dá aos cidadãos o direito de acompanhar e fiscalizar os gastos do governo. A lei de acesso à informação, aprovada em 2011, entra em vigor em maio, e prevê que ministérios e demais órgãos públicos divulguem na internet detalhes sobre gastos e investimentos. Hoje só cinco dos mais de 30 ministérios oferecem esse serviço. Nos estados e municípios, a prática está longe da realidade – e isso não é privilégio do Poder Executivo.

Segundo o advogado Jorge Hélio Chaves de Oliveira, conselheiro do CNJ, os portais de transparência no Judiciário são o próximo alvo do órgão chefiado agora pelo ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal. “Hoje cada um bota no portal o que quer. Portal de transparência é um instrumento de publicidade inconstitucional. O artigo 37, paragrafo primeiro da Constituição, é claro ao dizer: os atos de publicidade dos poderes públicos só podem ser atos de prestação de contas, orientação social ou de caráter informativo. Não é admissível você abrir o site de um tribunal de Justiça, qualquer um, e ver ali 20 fotos do presidente”, critica.

Segundo ele, a falta de transparência é resquício de um vício patrimonialista ainda comum no País. “Essa coisa passa por uma simbologia civilizatória. Todos falam: ‘é o meu tribunal’, e acaba sendo uma grande confraria, uma grande irmandade. Confunde-se o servidor público com o ente em que ele serve.”

Ele defende que o cidadão tem o direito de saber, por exemplo, qual é a marca do carro usado pelas autoridades. “Por que o tribunal não pode ter um Sedan médio? Por que tem que ser de luxo? E quais os nomes das pessoas vivas homenageadas dentro dos tribunais? Tudo isso pode ser divulgado. Só que os portais de transparência nem sempre são assim.”

A falta de transparência é hoje um dos fatores que trava investigações sobre possíveis irregularidades promovidas pelos agentes públicos. Foi o que aconteceu recentemente no Amapá, onde um promotor de Justiça, Afonso Gomes Guimarães, simplesmente teve negado o pedido para ter acesso à folha de pagamento da Assembleia Legislativa do estado. O site da Casa disponibiliza apenas os valores gastos mensalmente em pessoal e manutenção, por exemplo, mas não informa para onde vai o dinheiro.

O pedido do promotor foi atendido por uma juíza de primeira instância, mas posteriormente negado por meio de liminares do Tribunal de Justiça. Uma delas foi relatada por um desembargador que tem a mulher e uma ex-cunhada trabalhando no Legislativo – o que pode explicar o temor da própria Justiça de abrir a caixa-preta dos deputados.

Ao comentar o episódio, o conselheiro do CNJ garante: o caso do Amapá é apenas “uma caixa de ressonância, um eco do que acontece em todo o Brasil”. Essas informações, segundo Jorge Hélio, tendem a ser acessíveis à medida que os sites oficiais passem a cumprir a lei. Ou seja: que disponibilizem em suas páginas os atos de publicidade dos poderes públicos para prestação de contas, orientação social e ou notas de caráter informativo.

A opinião é compartilhada pelo jurista Pedro Estevam Serrano, advogado, professor de Direito Constitucional da PUC-SP e colunista do site de CartaCapital. Para ele, a maioria dos sites oficiais de tribunais e governos serve hoje apenas para propaganda das autoridades, o que fere os princípios constitucionais da publicidade. “A fiscalização passa pela obtenção de mecanismos de transparência nesses portais”, defende.

No: Matheus Pichonelli, no CartaCapital

sábado, 21 de abril de 2012

Santa Esculápia das Curetagens Mortais



O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco (SAFO), saúda aos presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Santa Esculápia das Curetagens Mortais, e pergunta: alguém pode nos explicar por que, afinal, os maiores e mais raivosos defensores da criminalização do aborto são homens? 

REPLICADO DESTE ENDEREÇO:

http://prcequinel.blogspot.com.br/2012/04/santa-esculapia-das-curetagens-mortais.html

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cachoeira diz que Perillo é sócio de avião de 4 milhões

No: O Carcará

Em gravações feitas pela Polícia Federal, um diálogo entre o bicheiro que a Folha e o PIG em geral insistem em rotular como empresário, Carlinhos Cachoeira diz que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo (PSDB), é dono de um avião Cessna, que custou R$ 4 milhões, em sociedade com dois empresários.

A informação está em reportagem de José Ernesto Credendio, Rubens Valente e Andreza Matais, publicada na insuspeita Folha desta sexta-feira.

Na gravação, em abril de 2011, Cachoeira fala para o ex-vereador Wladimir Garcez,- segundo a PF, seu “assessor direto” - que Perillo é dono de metade do avião.

Ligações telefônicas legalmente gravadas pela PF, mostram uma relação tortuosa, baseada em interesses de cunho político, econômico e editorial, entre o contraventor Carlinhos Cachoeira – preso sob acusação de chefiar uma quadrilha de exploração de jogos –,  o editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da Veja, Policarpo Junior – com a suposta anuência de Roberto Civita, dono da publicação e presidente do grupo Abril – e o senador Demóstenes Torres.

Por: Eliseu

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CPMI do Cachoeira/Demóstenes é instalada no Congresso

Com o plenário cheio, fato raro em uma quinta-feira, a sessão do Congresso Nacional, na manhã desta quinta-feira (19), criou a CPMI para investigar, no prazo de 180 dias, práticas criminosas desvendas pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, envolvendo Carlos Cachoeira e agentes públicos e privados.

Os discursos que se seguiram à instalação da CPMI – da base aliada e da oposição – se concentraram na necessidade de que haja “espírito de isenção e equilíbrio e que todos colaborem para a CPMI”. Foi o que manifestou o senador Eduardo Suplicy (PR-SP), o primeiro a falar. O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), disse que a CPMI não é contra o governo nem contra a oposição, é para investigar a infiltração do crime organizado na vida pública brasileira.

A presidente em exercício do Congresso Nacional, deputado Rose de Freitas (PMDB-ES), disse que a CPMI foi requerida por 337 deputados e 72 senadores. E será composta por 15 membros da Câmara e 15 do Senado, com igual número de suplentes. Os nomes dos parlamentares que vão integrar a CPMI devem ser encaminhados pelas bancadas até a próxima terça-feira (24).

Trabalho grandioso

O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP), que requereu a CPI do Cachoeira na Câmara, antes da decisão de se instalar a comissão mista – da Câmara e Senado –, destacou que “nós somos protagonistas desse trabalho grandioso que o Brasil vai ter”.O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) parabenizou a todos os parlamentares que subscreveram o requerimento do pedido de abertura da CPMI, explicando que o objeto de investigação é simples: “é o que tem degenerado na vida política brasileira após termos nos livrado da ditadura, a parceria público-privada que busca capturar o poder público”.Ele também enfatizou a necessidade de que a CPMI “seja efetiva e prá valer”. E criticou a presença do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), o principal acusado na relação suspeita com Carlinhos Cachoeira, que retomou o trabalho no Senado, após dias afastado da Casa, lamentando que “a sua verve se mostrou falsa, cínica e mentirosa”.

Estado contaminado

Para o deputado Jilmar Tatto, “tem que ter seriedade e paciência na investigação, mas ser bastante criterioso do ponto de vista do aprofundamento da investigação, porque tem autoridade para isso”,enfatizando a necessidade da ajuda de todos.

“(A CPMI) Não é contra o governo nem contra a oposição, é para investigar a infiltração do crime organizado na vida pública brasileira. O Estado está contaminado e nós vamos investigar, vamos a fundo, na relação com o Executivo, com o Judiciário, com o Legislativo e com a mídia”.

E, respondendo ao deputado ACM Neto (DEM-BA), que em seu discurso pediu ao governo que contribuísse para que a CPMI não acabasse em “pizza”, ele disse que “a oposição está com dificuldade de fazer discurso moralista porque o principal líder deles parece que foi pego e estão tentando tirar ele do DEM”, referindo-se ao senador Demóstenes Torres. E ironizou: “a oposição reclama de ser minoria, mas se hoje é minoria é porque o povo assim decidiu”.

Presidente e relator

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), informou que ainda não foram definidos os nomes que ocuparão os cargos de presidente e relator da CPMI, mas que, por tradição dos maiores partidos em cada Casa, o PT, pela Câmara, deve ficar com a relatoria, e o PMDB, pelo Senado, com a presidência.

Ele afirmou que a CPMI não deve interferir no ritmo dos trabalhos na Câmara nem nas votações do Plenário.“A CPMI é importante para o Brasil porque vai desvendar uma quadrilha, que constitui um poder paralelo. Não será uma CPMI de posição e oposição. Aqueles que têm a intenção de fazer da comissão um grande espetáculo não devem fazer parte dela. Se for para fazer disputa política, a comissão não atingirá seu objetivo”, declarou.

Temas que nunca passaram em nenhuma TV!!!!

Este vídeo não é aconselhável para religiosos que não aceitam questionar a Religião Cristã. Trás temas que nunca apareceram em qualquer Televisão ou rádio.

Texto relacionados:

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não adianta a Globo mentir e espernear: vai ter que encarar a CPI do Cachoeira

No: O Carcará 

Entrevista de Walter Pinheiro de ontem desmente o Globo de hoje.

A que ponto chega a manipulação do jornal "O Globo" em espalhar falsos boatos para tentar impedir a CPI do Cachoeira.
O jornal de segunda-feira é impresso na noite de domingo (ou primeiras horas de segunda), logo se o jornalista  quiser colher declarações deveria entrevistar no domingo durante o dia, do contrário terá que inventar ou publicará matéria com declarações antigas, da semana passada.
No domingo o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro, concedeu entrevista em Salvador (BA) a outro veículo de imprensa, o Bahia Notícias, onde confirmou e defendeu a necessidade de CPI do Cachoeira. Eis alguns trechos da entrevista:

O Senado vai ter que tocar, de um lado, a quebra de decoro de Demóstenes, que representará a perda de mandato. Mas, por outro lado, não pode transformar toda essa rede de negócios montada por Carlinhos Cachoeira e que envolveu gente do Legislativo, do Executivo, do Judiciário e da iniciativa privada em um fato no qual a cassação de mandato resolveria o problema. É importante que o Senado julgue o decoro, mas dê uma contribuição grande para que todas as coisas levantadas sejam apuradas

... o que é que nós estamos pedindo? Que os dados venham à tona, exatamente para evitar proteção, seja lá para quem for. É por isso que, quando nós pedimos inicialmente que os dados chegassem à Corregedoria e ao Conselho de Ética, era para a gente ter os dados e não ficar conhecendo em dose homeopática pela imprensa, entendeu? Como o Supremo Tribunal Federal informou ao Senado que não enviaria os dados, a não ser que tivesse uma CPI, então está aí a CPI.

No mesmo domingo, às 19hs, o presidente da Câmara Marco Maia, outro petista publicou em seu site o artigo "Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?", não deixando qualquer dúvida quanto ao apoio à CPI.
Mesmo com tudo o que aconteceu na semana passada e isso aí acima que aconteceu no domingo, na edição de segunda-feira do jornal O Globo sai essa falsa notícia:

Durante o dia da segunda-feira, novos desmentidos. O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP) desmentiu qualquer recuo, assim como o senador Walter Pinheiro também declarou que a CPI não tem volta.
Afinal por que a Globo tem tanto medo da CPI do Cachoeira? Talvez o começo da resposta esteja neste artigo abaixo do jornalista Marco Aurélio de Mello:
Teria a Globo (Ali Kamel) se Banhado nas Águas Lindas de Cachoeira?
Assim o Fantástico de 15 de maio de 2011 vendia seu peixe:
A máfia dos caça-níqueis conta agora com mais uma arma: a internet. Para mostrar como é fácil adquirir peças e até mesmo máquinas inteiras, o Fantástico encomendou e recebeu um desses caça-níqueis. O resultado de dois meses de investigação você vê na reportagem especial de Guilherme Portanova e Diego Moraes.
"O Fantástico encontrou este vendedor na internet. Para mostrar como o esquema é simples, nós conseguimos comprar em São Paulo uma das máquinas dele. (...) Na divisa de Goiás com o do Distrito Federal, é como se a lei não existisse. Fica até difícil acreditar que uma estrutura de um bingo funcione sem o conhecimento das autoridades."
Permitam-me testar hipóteses, a exemplo do que faz o jornalismo da maior emissora do país.
Assim reagiram os comparsas de Cachoeira:

Até se certificarem de que o assunto morreria:

O que podemos depreender da conversa é que havia interesse em retaliar um concorrente, mas a repressão ao jogo não podia fugir ao controle dos "donos do negócio". Tem mais grampos a caminho, vamos aguardar...

No: Amigos do Presidente Lula

Demóstenes continua a editar a Veja

Do blog Conversa Afiada:

O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Lenilton:

Veja: quem está alimentando o PIG

Nos últimos dias, o grande alimentador das matérias jornalísticas é o senador Demóstenes Torres. Ele, na condição de réu, passou a ter acesso às peças do inquérito Monte Carlo e, agora, vem vazando as informações que interessam a ele e a Cachoeira serem veiculadas pela imprensa amiga, do jeito que é conveniente a esta veicular.
Todo circo montado pela Globo em torno dos telefonemas de Protógenes e em torno da Delta visam unicamente a tirar Cachoeira, Demóstenes e Perillo do centro das discussões e chantagear os integrantes da CPI. Como na Itália, antes da operação Mãos Limpas, a imprensa brasileira tornou-se hoje um monstrengo em que o partidarismo político casou-se com a criminalidade.

Ajudou a sepultar a Operação Satiagraha e a operação Castelo de Areia; fez de conta que não viu o livro Privataria tucana e, agora, quer sepultar a Operação Monte Carlo. Assim, protege os seus aliados políticos e seus aliados criminosos, que, são ao mesmo tempo suas fontes e seus patrocinadores. 

TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/04/demostenes-continua-editar-veja.html#more

sábado, 14 de abril de 2012

Demóstenes terá que fazer “acerto de contas”

No: O Carcará 

demóstenes-contraventorO inferno astral, ou melhor, acerto de contas do senador Demóstenes Torres parece estar apenas começando. Nem o jornalismo de esgoto do PIG está conseguindo abafar o caso. No Jornal Nacional é assunto de todos os dias.

O Ministério Público de Goiás (MPE-GO) pode abrir novas ações contra Demóstenes Torres, ex DEM e atualmente sem partido, na hipótese de cassação do seu mandato e dos seus direitos civis pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Embora licenciado desde 2001, quando disputou a vaga para o Senado Federal pelo então PFL, o senador tem emprego vitalício no MP e ocupa o cargo de procurador de Justiça, como informou hoje o jornal Tribuna do Norte.

Ainda de acordo com o jornal, caso tenha o mandato e os direitos cassados, o colégio dos procuradores do MPE pode autorizar a abertura de Processo Administrativo Disciplinar, o que acarretaria em ação judicial para a demissão de Demóstenes Torres do cargo de procurador. A ação tramitará e será julgada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).
Outra alternativa, proposta por um grupo de promotores, seria pedir a aposentadoria proporcional ao tempo de serviço para Demóstenes Torres junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília. As duas alternativas dividem opiniões a respeito do retorno do senador, que antes do escândalo era considerado o “campeão da moralidade” pelos colegas.
A volta para o emprego vitalício no Ministério Público, se confirmada, dará a Demóstenes Torres, uma série de regalias e afagos econômicos. Por exemplo, terá acesso ao salário superior a R$ 18 mil por mês mais vantagens como férias de 60 dias por ano e retroativos aos últimos 12 anos. Na prática, o senador terá direito a mais de 720 dias de férias - ou quase dois anos -, mais licenças-prêmios às quais tem direito. Só perderá, mesmo, a antiga áurea de herói. “O envolvimento do Demóstenes Torres no escândalo da Operação Monte Carlo respingou no Ministério Público”, afirmou Fernando Aurvalle Krebs, 44 anos, um dos promotores que assumiu publicamente resistir ao retorno do senador. “Não há clima para que reassuma as funções de um procurador de Justiça”, ressaltou. Outros resistem em se posicionar. Entre eles Edson José Taveira, procurador-geral de Justiça para assuntos institucionais do MPE, e Ayrton Vecci, o corregedor-geral, que informou por meio de sua assessoria de imprensa que responderia a questões enviadas por e-mail para a assessoria.
O irmão do senador Demóstenes e também procurador de Justiça há nove anos, Benedito Torres Neto, também evitou a pressão do assunto, e recusou dar entrevistas.

Espera-se que dessa vez diante da amplitude que vem tomando o caso do envolvimento do senador ex-DEMo com o mega bandido Carlos Cachoeira que se encontra preso em Mossoró/RN, que seus pares o puna exemplarmente para que desestimule a roubalheira que atingiu níveis alarmantes no Brasil.

Como sempre cito aqui, já passou da hora do brasileiro deixar o “berço esplêndido” e acordar para a dura realidade dos fatos que com essa roubalheira sem fim desemboca em mortes nas esburacada estradas, nas portas de hospitais públicos, falta de merenda escolar, impostos sempre mais altos, criminalidade sem controle, etc.

Uma boa medida será procurar selecionar melhor os mandatários municipais este ano. E tenho certeza que nós blogueiros que interessamos em criar um Brasil mais justo, na hora apropriada estaremos informando da melhor maneira possível a população que acessa a internet, fazendo um contraponto a mídia tradicional golpista. Já seria um grande começo e fica o convite aos colegas. “Uma andorinha só não faz verão!”

Por: Eliseu

sexta-feira, 13 de abril de 2012

CPI vai revelar a verdadeira '"quadrilha" comandada por Cachoeira e Demóstenes

No: O Carcará

Uma publicação do professor Emir Sader na rede social Facebook tem sido rapidamente compartilhada por dezenas de internautas. Parodiando o poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, Sader manteve o título e postou: “Gilmar Mendes tem filha que trabalha no gabinete do Demóstenes. Que trabalha para o Cachoeira. Que é amigo do Perillo. Que teve ação arquivada pelo Gilmar Mendes”.

 

O-senador-Demostenes-Torres-DEM-GO-e-o-contraventor-Carlinhos-CachoeiraDecifrar e tornar público essas relações foi o que motivou o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) a recolher as assinaturas para a instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados, protocolada no dia 28 de março. Tomou a atitude assim que o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso na operação Monte Carlo e começaram a vazar as ligações que comprovavam a sociedade do bandido com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
Protógenes conhece bem essa turma. Quando delegado da Polícia Federal, comandou a Operação Satiagaha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. Aliás, a estrofe de Emir Sader poderia ganhar mais um verso que viria depois da última citação de Gilmar Mendes: “que mandou soltar o Daniel Dantas”.
Quem puxar pela memória, lembrará que a operação encontrou uma ligação telefônica de Demóstenes com Gilmar Mendes. Na época, Gilmar Mendes, ou Gilmar Dantas, como ficou mundialmente conhecido depois de mandar soltar Daniel Dantas duas vezes, fez o maior estardalhaço e com a ajuda do então ministro Nelson Jobim, conseguiu afastar até o chefe da Polícia Federal, Paulo Lacerda.
Heróis do PIG
Demóstenes e Gilmar Mendes são dois dos maiores ídolos da direita brasileira, sempre dispostos a serem as vozes do PIG (Partido da Imprensa Golpista) para atacar os governos Lula e Dilma. Com a prisão de Carlinhos Cachoeira e as revelações de suas relações com Demóstenes e Gilmar Mendes, a direita brasileira e o PIG, que na verdade é a mesma coisa, ficaram desolados.
Órfãos de Demóstenes, ficaram alguns dias na desolação e sem rumo. Agora, que uma CPI mista do Senado e na Câmara começa a ser articulada e pode trazer novas revelações da teia de Cachoeira, o PIG começa a querer jogar no colo do governo as consequências das investigações e mais que isso, dizer que a única intenção do PT em apoiar a sua instalação é tirar o foco do julgamento do caso, que ficou conhecido como “Mensalão”, no Supremo Tribunal Federal.
É essa a tônica das matérias e editoriais do PIG desta quinta-feira (12). Além disso, dizem que o principal prejudicado com as investigações será o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Ou seja, querem mudar o foco totalmente, em 180 graus. Forjam tanto outra realidade que ontem o jornal Estado de São Paulo e o jornal Nacional tentaram ligar até mesmo o deputado Protógenes com a quadrilha. Esqueceram que foi o próprio o autor do requerimento para a instalação da CPI.
Desespero
Essas aberrações desesperadas mostram o temor dos resultados que podem ser obtidos com as investigações. O governo Dilma, que goza de uma aprovação inédita na história recente do país, pode enfraquecer ainda mais sua oposição, muito além de Demóstenes, Perillo, Gilmar Mendes.
Basta lembrar que até a revista Veja, panfleto raivoso da direita brasileira, está envolvida até a cabeça no lamaçal que corre nos barrancos desta Cachoeira. O seu editor Policarpo Jr. trocou mais de duzentas ligações com Cachoeira, que mostram que o bicheiro é o verdadeiro autor de praticamente todas as matérias da revista contra os governos Lula e Dilma.
Quando começou a estourar as faíscas do escândalo, a direita viu que era impossível salvar o seu atacante Demóstenes. Depois viu que a rede pegava também o governador Marconi Perillo. Mas a teia foi crescendo e a quadrilha, como bem descreveu Emir Sader, pode ser muito maior e o episódio deve mostrar ao Brasil como é suja e corrupta a oposição ao governo federal. Em todos os seus níveis, seja no legislativo, no executivo, no judiciário e até mesmo, ou principalmente, na conservadora imprensa golpista.
Por Kerison Lopes, no Vermelho

terça-feira, 10 de abril de 2012

O SILÊNCIO DA CUMPLICIDADE II

A Revista Veja que sempre se colocou com a grande defensora da moralidade pública, parece que finalmente mostrou o que estava por trás de sua cruzada moralista!!! Além de existirem provas materiais de envolvimento de  diretores da Revistas Veja (clique aqui) com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o Senador Demóstenes Torres (Clique  aqui) , as capas denunciam um silêncio de cumplicidade nunca visto. Basta olhar a figura das capas abaixo:

Textos relacionados:
O silêncio da cumplicidade
O silêncio da cumplicidade II

domingo, 8 de abril de 2012

Os reacionários e seu medo do mundo

Enviado por luis nassif, sab, 24/03/2012 - 09:43

Por Vânia
Da Carta Capital


Medíocres e perigosos

Por Matheus Pichonelli


O reacionário é, antes de tudo, um fraco. Um fraco que conserva ideias como quem coleciona tampinhas de refrigerante ou maços de cigarro – tudo o que consegue juntar mas só têm utilidade para ele. Nasce e cresce em extremos: ou da falta de atenção ou do excesso de cuidados. E vive com a certeza de que o mundo fora da bolha onde lacrou seu refúgio é um mundo de perigos, pronto para tirar dele o que acumulou em suposta dignidade.


Para ele, tudo o que é diferente tem potencial de destruição

Como tem medo de tudo, vive amargurado, lamentando que jamais estenderam um tapete à sua passagem. Conserva uma vida medíocre, ele e suas concepções e nojos do mundo que o cerca. Como tem medo, não anda na rua com receio de alguém levar muito do pouco que tem (nem sempre o reacionário é um quatrocentão). Por isso, só frequenta lugares em que se sente seguro, onde ninguém vai ameaçar, desobedecer ou contradizer suas verdades. Nem dizer que precisa relaxar, levar as coisas menos a sério ou ver graça na leveza das coisas. O reacionário leva a sério a ideia de que é um vencedor.

A maioria passou a vida toda tendo tudo aos alcance – da empregada que esquentava o leite no copo favorito aos pais que viam uma obra de arte em cada rabisco em folha de sulfite que ele fazia – e cultivou uma dificuldade doentia em se ver num mundo de aptidões diversas. Outros cresceram em meios menos abastados – e bastou angariar postos na escala social para cuspir nos hábitos de colegas de velhos andares. Quem não chegou aonde chegaram – sozinho, frise-se – não merece respeito.

Rico, ex-pobre ou falidos, não importa: o reacionário clássico enxerga em tudo o que é diferente um potencial de destruição. Por isso se tranca e pede para não ser perturbado no próprio mundo. Porque tudo perturba: o presidente da República quer seu voto e seus impostos; os parlamentares querem fazê-lo de otário; os juízes estão doidos para tirar seus direitos acumulados; a universidade é financiada (por ele, lógico) para propagar ideias absurdas sobre ideais que despreza; o vizinho está sempre de olho na sua esposa, em seu carro, em sua piscina. Mesmo os cadeados, portões de aço, sistemas de monitoramento, paredes e vidros anti-bala não angariam de todo a sua confiança. O mundo está cheio de presidiários com indulto debaixo do braço para visitar familiares e ameaçar os seus (porque os seus nunca vão presos, mesmo quando botam fogo em índios, mendigos, prostitutas e ciclistas; índios, mendigos, prostitutas e ciclistas estão aí para isso).

Como não conhece o mundo afora, a não ser pelas viagens programadas em pacotes que garantem o translado até o hotel, e despreza as ideias que não são suas (aquelas que recebeu de pronto dos pais e o ensinaram a trabalhar, vencer e selecionar o que é útil e o que é supérfluo), tudo o que é novo soa ameaçador. O mundo muda, mas ele não: ele não sabe que é infeliz porque para ele só o que não é ele, e os seus, são lamentáveis.

Muitas vezes o reacionário se torna pai e aprende, na marra, o conceito de família. Às vezes vai à igreja e pede paz, amor, saúde aos seus. Aos seus. Vê nos filhos a extensão das próprias virtudes, e por isso os protege: não permite que brinquem com os meninos da rua nem que tenham contato com ideias que os retirem da sua órbita. O índice de infarto entre os reacionários é maior quando o filho traz uma camisa do Che Guevara para casa ou a filha começa a ouvir axé e namorar o vocalista da banda (se ele for negro o infarto é fulminante).

Mas a vida é repleta de frestas, e o tempo todo estamos testando as mais firmes das convicções. Mas ele não quer testá-las: quer mantê-las. Por isso as mudanças lhe causam urticárias.

Nos anos 70, vivia com medo dos hippies que ousavam dizer que o amor não precisava de amarras. Eram vagabundos e irresponsáveis, pensava ele, em sua sobriedade.

Depois vieram os punks, os excluídos de aglomerações urbanas desajeitadas, os militantes a pedir o alargamento das liberdades civis e sociais. Para o reacionário, nada daquilo fazia sentido, porque ninguém estudou como ele, ninguém acumulou bens e verdades como ele e, portanto, seria muito injusto que ele e o garçom (que ele adora chamar de incompetente) tivessem o mesmo peso numa urna, o mesmo direito num guichê de aeroporto, o mesmo lugar na fila do fast food.


O reacionário vive com medo. Mas não é inofensivo. Foto: Galeria de GorillaSushi/Flickr

Para não dividir espaços cativos, frutos de séculos de exclusão que ele não reconhece, eleva o tom sobre tudo o que está errado. Sabendo de seus medos e planos de papel, revistas, rádios, televisão, padres, pastores e professores fazem a festa: basta colocar uma chamada alarmista (“Por que você trabalha tanto e o País cresce tão pouco?”) ou música de suspense nas cenas de violência (“descontrolada!”) na tevê para que ele se trema todo e se prepare para o Armagedoon. Como bicho assustado, volta para a caixinha e fica mirabolando planos para garantir mais segurança aos seus. Tudo o que vê, lê e ouve o convence de que tudo é um perigo, tudo é decadente, tudo é importante, tudo é indigno. Por isso não se deve medir esforços para defender suas conquistas morais e materiais.

E ele só se sente seguro quando imagina que pode eliminar o outro.

Primeiro, pelo discurso. No começo, diz que não gosta desse povinho que veio ao seu estado rico tirar espaço dos seus. Vive lembrando que trabalha mais e paga mais impostos que a massa que agora agora quer construir casas em seu bairro, frequentar os clubes e shoppings antes só repletos de suas réplicas. Para ele, qualquer barberagem no trânsito é coisa da maldita inclusão, aqueles bárbaros que hoje tiram carta de habilitação e ainda penduram diplomas universitários nas paredes. No tempo dele, sim, é que era bom: a escola pública funcionava (para ele), o policial não se corrompia (sobre ele), o político não loteava a administração (não com pessoas que não eram ele).

Há que se entender a dor do sujeito. Ele recebeu um mundo pronto, mas que não estava acabado. E as coisas mudaram, apesar de seu esforço e sua indignação.

Ele não sabe, mas basta ter dois neurônios para rebater com um sopro qualquer ideia que ele tenha sobre os problemas e soluções para o mundo – que está, mas ele não vê, muito além de um simples umbigo. Mas o reacionário não ouve: os ignorantes são os outros: os gays que colocam em risco a continuidade da espécie, as vagabundas que já não respeitam a ordem dos pais e maridos, os estudantes que pedem a extensão de direitos (e não sabem como é duro pegar na enxada), os maconheiros que não estão necessariamente a fim de contribuir para o progresso da nação, os sem-terra que não querem trabalhar, o governante que agora vem com esse papo de distribuir esmola e combater preconceitos inexistentes (“nada contra, mas eles que se livrem da própria herança”), os países vizinhos que mandam rebas para emporcalhar suas ruas.


Muitas vezes o reacionário se torna pai e aprende o conceito de família. Vê nos filhos a extensão das próprias virtudes, e por isso os protege: não permite que brinquem com os meninos da rua nem que tenham contato com ideias que os retirem da sua órbita

O mundo ideal, para o reacionário, é um mundo estático: no fundo, ele não se importa em pagar impostos, desde que não o incomodem.

Como muitos não o levam a sério, os reacionários se agrupam. Lotam restaurantes, condomínios e associações de bairro com seus pares, e passam a praguejar contra tudo.

Quando as queixas não são mais suficientes, eles juntam as suas solidões e ódio à coletividade (ironia) e passam a se interessar por política. Juntos, eles identificam e escolhem os porta-vozes de suas paúras em debates nacionais. Seus representantes, sabendo como agradar à plateia, são eleitos como guardiões da moralidade. Sobem a tribunas para condenar a devassidão, o aborto, a bebida alcoolica, a vida ao ar livre, as roupas nas escolas. Às vezes são hilários, às vezes incomodam.

Mas, quando o reacionário se vê como uma voz inexpressiva entre os grupos que deveriam representá-lo, bota para fora sua paranóia e pragueja contra o sistema democrático (às vezes com o argumento de que o sistema é antidemocrático). E se arma. Como o caldo cultural legitima seu discurso e sua paranoia, ele passa a defender crimes para evitar outros crimes – nos Estados Unidos, alvejam imigrantes na fronteira, na Europa, arrebentam árabes e latinos, na Candelária, encomendam chacinas e, em QGs anônimos, planejam ataques contra universitários de Brasília que propagam imoralidades (leia mais AQUI).

O reacionário, no fim, não é patrimônio nacional: é um cidadão do mundo. Seu nome é legião porque são muitos. Pode até ser fraco e viver com medo de tudo. Mas nunca foi inofensivo.


TEXTO REPLICADO DESTE ENDEREÇO:

Especial Privataria Tucana: Campanha já arrecadou R$ 18 mil

No Terra Brasilis


O jornal Brasil de Fato lançou no dia 23 de março uma campanha para levar o Privataria Tucana a todos os recantos do Brasil.

A ideia nasceu do fato de que, mesmo com preços promocionais, o livro tem um custo alto para boa parte dos orçamentos: cerca de 30 reais. Além disso, por problemas de distribuição, o livro não chegou ainda aos lugares mais distantes dos grandes centros do país.

Até o momento, em duas semanas, foram depositados R$ 18 mil, doados por mais de duas centenas de brasileiros e brasileiras que querem que a população conheça as denúncias do livro.

A página do Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br/node/9130) tem divulgado uma vez por semana o total recebido. Será publicada também a lista dos depósitos recebidos, sem expor o nome daqueles que depositaram.

A expectativa é encerrar a campanha até o final de abril para aproveitar o clima criado pelos escândalos em torno do senador Demóstenes Torres, a fragilidade do PSDB-DEM e pressionar pela instalação da CPI da Privataria.

Cotas para sindicatos

Queremos colocar na rua 1 milhão de jornais. O grosso dos recursos é para rodar na gráfica o jornal (em torno de R$ 60 mil reais), além do montante para a distribuição nacional via transportadora e do necessário para a produção do jornal.

A campanha é um sucesso, porque cidadãos e cidadãs brasileiros que não querem deixar barato os crimes das privatizações de FHC estão contribundo. Agora, o jornal quer envolver sindicatos, que tenham interesse em ajudar a rodar 1 milhão de jornais.

Para isso, estamos vendendo cotas de R$ 5 mil por 20 mil exemplares do jornal especial para distribuir para diversas categorias. Serão divulgados na página do Brasil de Fato o nome dos sindicatos que querem a CPI e ajudaram a rodar o especial.

Popularizar

A edição especial do Brasil de Fato servirá ao mesmo tempo para fazer propaganda do livro e matar a curiosidade de muitos leitores que não conseguem comprá-lo.

O jornal não vai, obviamente, reproduzir todo o livro. A ideia é uma edição que inclua alguns trechos, mais comentários, ilustrações e, provavelmente, uma entrevista com o autor.

Amaury Ribeiro Jr., consultado sobre a ideia, topou.

A ideia é usar a rede de distribuição dos movimentos sociais, a única capaz de rivalizar com as emissoras de televisão no Brasil: chegar aos bairros mais pobres das periferias das grandes metrópoles, ao interior do Nordeste e aos vilarejos da Amazônia.

Todo o trabalho será voluntário.

Para assegurar a lisura e transparência desta campanha, montamos uma comissão formada pelos jornalistas: Altamiro Borges (Barão de Itararé), Igor Felippe Santos (MST) e Nilton Viana (editor-chefe do Brasil de Fato).

Agora, precisamos de sua contribuição para pagar as despesas.

Quem quiser depositar via cartão de crédito, fique atento na página na internet do Brasil de Fato porque logo será possível.

Deposite qualquer quantia para: SOCIEDADE EDITORIAL BRASIL DE FATO (CNPJ 05.522.565/0001-52)

Banco: Bradesco

Agência: 0296 – 8

Conta Corrente: 67.621 – 7

ou

Banco: Banco do Brasil

Agência: 0383 – 2

Conta Corrente: 16.580 – 8



TEXTO REPLICADO DESTE ENDEREÇO:

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Escândalo Demóstenes-Cachoeira expõe Brasil como país de otários

Por Eduardo Guimarães


Venho de uma maratona de três dias com a filha caçula (13 anos) na UTI de um hospital. Fui “rendido” na vigília ao lado dela por um acompanhante substituto e temporário – ficará com menina até à noite para que eu possa, por algumas horas, finalmente desfrutar do luxo de uma cama após três noites dormindo em uma poltrona.

Esta irrequieta veia de blogueiro, no entanto, não me deixa pegar no sono. Vim caminhando do hospital até em casa – são só quatro quadras – já fuçando a internet pelo celular e perguntando nas redes sociais quais eram as últimas sobre o caso Demóstenes-Cachoeira, que pôs o país perplexo ao desnudar alguns fatos que parecem oriundos de uma ficção policial ou de espionagem.

Amigos daquelas redes me mostraram que Hollywood não faria melhor. Primeiramente, descubro que não preciso mais da imprensa porque foi só de ontem para hoje que jornais como Folha de São Paulo e O Globo deram uma notícia da qual eu tomara conhecimento há quase uma semana: o governador de Goiás, Marconi Perillo, está envolvido no escândalo em tela.

Diálogos de assessores diretos do governador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira que este blog e ao menos outros dois publicaram no meio da tarde do dia 29 último – portanto, há seis dias – através da reprodução do inquérito da Justiça sobre a Operação Monte Carlo já davam, então, acesso ao material que aqueles jornais parecem só ter notado na terça-feira (3) e que só realçaram em suas páginas na quarta (4).

Ainda não chegou à grande mídia outra notícia estupefaciente (venho querendo usar o adjetivo há dias, porque me surgiu do nada na cabeça). A maior revista semanal do país, a qual ganhou fama por publicar escândalos políticos, empreendeu uma epopéia denuncista contra um só lado do espectro político ao longo da década passada valendo-se de relações permanentes e profundas com uma quadrilha que se encontra (quase) toda presa.

Um jornalista e blogueiro de renome publica, em primeira mão, que a publicação que se relaciona com bandidos manteve centenas de ligações telefônicas com eles sem jamais ter notado que enquanto eles lhe forneciam informações sobre políticos aos quais essa publicação se opõe escancaradamente, cometiam graves crimes. Tão graves que foram flagrados pela Polícia Federal.

Em seguida, o mesmo jornalista divulga uma extensa lista de matérias de capa que a tal revista semanal publicou contra o governo do país e informa que todas elas derivaram de informações daquela quadrilha que está vendo o sol nascer quadrado em uma penitenciária de segurança máxima.

Enquanto isso, a mesma revista e outros grandes veículos tão distraídos que até agora não descobriram nada disso, tentam, desesperadamente, achar algum membro do partido do governo federal ou de algum partido aliado para envolver em um escândalo que mostra que o segundo maior partido de oposição não passa de um ajuntamento de criminosos que vai sendo flagrado ano após ano, obrigando esse “partido” a uma teatralização de “surpresa” com os crimes de mais um membro até então emérito.

Essa grande imprensa que se especializou em divulgar escândalos valendo-se de informações miraculosamente levantadas contra o governo federal não foi capaz de ver o que acontecia na oposição – ainda que, até 2003, vivesse descobrindo escândalos do partido que, então, era oposição e que, hoje, ocupa o Poder.

Ainda estou caminhando entre o hospital e a minha residência quando um amigo argentino, que também é jornalista, liga-me no celular e pergunta se é verdade que a tal revista publicou todas aquelas matérias contra o governo usando informações da quadrilha de Goiás, e revela que a imprensa internacional só espera a confirmação dessas informações para divulgá-las.

Para a nossa imprensa seria mais fácil. Os relatórios da Polícia Federal e o próprio inquérito que está na Justiça sobre a operação Monte Carlo permitem comprovar tudo. Porém, a imprensa brasileira fatalmente será furada pela estrangeira, pois as provas contra a tal revista são escandalosas.

Quando a imprensa internacional começar a discutir esse assunto, o mundo saberá que as instituições se mobilizaram para investigar denúncias que aquela revista publicou e que se originaram de uma quadrilha de criminosos (!) com a qual a tal publicação mantinha estreita relação. Também saberá que tais denúncias consumiram recursos públicos e nenhuma foi comprovada.

Detalhe: refiro-me às denúncias contra o governo federal que a revista fez baseada em informações da quadrilha que está no xilindró e que, nos grampos da Polícia Federal, os bandidos dizem que foram “todas” fornecidas por eles mesmos.

O que o mundo dirá do Brasil? O que você diria de um país que coloca polícia, toda a grande imprensa, a Procuradoria da República e até o Judiciário para correrem atrás de denúncias feitas por bandidos de forma a distraírem essas autoridades das próprias atividades criminosas? Você, leitor, não sei, mas eu diria que é um país de otários.

TEXTO REPLICADO DESTE ENDEREÇO: