segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palocci de saia

14/10/2002 às 09:57
A empresa da filha do Serra   
Vocês conseguiriam imaginar o estardalhaço que uma notícia destas causaria se algum dos implicados tivesse ligação com algum candidato da oposição?? O texto foi escrito em 2002, mas parece que quem escreveu estava pensando no ano de 2011(comentário meu).

Mas podem perfeitamente imaginar pq até o momento não saiu uma linha nos nossos jornalões, tampouco na TV. Bastou um simples telefonema do FHC na semana passada (isto foi comentado pelos jornalistas sérios)...... Todavia, parece que a Isto É da próxima semana vai se dedicar ao assunto.

Empresa da filha de Serra em Miami agencia licitações públicas no Brasil "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado", garante em seu site a empresa "Decidir", com sede em Miami e filiais espalhadas pela Argentina, Chile, Peru, México, Uruguai, Venezuela e no Brasil, de propriedade de Verônica Serra, filha do candidato tucano à presidência. Verônica Serra, filha do ministro de Fernando Henrique e candidato do governo, José Serra, não é apenas, como já publicamos, sócia do pai em uma empresa chamada ACP, que funciona no prédio de outro sócio, Marin, que, por sua vez, foi presenteado com o perdão de R$220 milhões em suas dívidas no Banco do Brasil, sob os auspícios do caixa de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira.

Licitações públicas

Ela é, também, sócia de uma empresa de nome Decidir.com, localizada em Miami. O fato foi revelado pelo jornalista Ucho Haddad. A empresa foi fundada no dia 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377, com sede em Miami e com filiais espalhadas pela Argentina, Chile, México, Peru, Uruguai, Venezuela e no Brasil. Sua sede no Brasil está instalada em São Paulo, na rua Doutor Renato Paes de Barros, 714-5ºandar. A especialidade da empresa, tal como consta do site da filial brasileira (www.decidir.com.br) é a área de licitações públicas. Na pasta da empresa que oferece "serviços sobre licitações" está escrito o seguinte: "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado. Use o buscador para fazer pesquisas detalhadas". Mas para acessar as informações é necessário pagar por elas. Em suma, Verônica fornece serviços para empresas - sobretudo norte-americanas, evidentemente - ganharem licitações públicas no Brasil. Até porque, não é muito crível que empresas estrangeiras (ou quaisquer outras) contratem os serviços da filha do segundo do grupo do governo para perder as licitações. Repare o leitor que há dois anos, quando a empresa foi fundada, Serra era ministro e já era o virtual candidato de Fernando Henrique e do bando do Planalto, tendo amplo acesso a uma quantidade monumental de informações que dizem respeito a licitações públicas. Por que Verônica, tendo tantas atividades para fazer, escolheu exatamente essa? Nessa atividade, ela é sócia de outra Verônica, Verônica Dantas, que vem a ser a irmã de Daniel Dantas, dono do Opportunity, que fez parte do esquema do Planalto durante a entregada Telebrás, e em cujo favor os fundos de pensões foram manipulados pelo caixa de Serra, Ricardo Sérgio.

Prodígio em negócios

Porém, Verônica Serra é um prodígio na área de negócios: também é sócia e "diretora para a America Latina da companhia de investimentos International Real Returns, que administra US$600 milhões e tem base em Nova Iorque", diz o site da empresa Penguin Circle, da qual ela é conselheira. "Ela tem investido e aconselhado uma série de companhias na América Latina, incluindo a Decidir.com (da qual é sócia), Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, EdgixeBB2W, entre outras. Veronica está no conselho da Decidir.com, Latinarte.com, Movilogice é conselheira da Endeavor Brasil". E continua: "Entre 1997-1998, ela foi VP da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de US$ 3bilhões, onde ela analisava investimentos na América Latina, Asia e Europa.

Noverão de 1996, Veronica trabalhou na divisão de Renda Fixa da Goldman Sachs em Nova Iorque". Recentemente, houve uma reforma no site do Penguin Circle, com uma única alteração: foi retirado o currículo de Verônica Serra. Mas como é que ela, jovem advogada, conseguiu isso tudo? Verônica Serra desfruta de tranqüilidade financeira invejável. Tudo vindo, oficialmente, da empresa que tem como pai e da IRR, cuja filial brasileira tem um capital social de R$ 2mil (aliás, o mesmo da ACP, onde é sócia do pai). Verônica teria tanto retorno em seus empreendimentos que no ano passado presenteou o pai, Serra, com a compra da mansão onde ele reside há muitos anos, no Alto do Pinheiros, em São Paulo, por R$ 475 mil. O estranho é que Serra sempre morou nessa casa e só agora ela foi aparecer em nome da sua filha. Ao acessar o site da Decidir, pode-se observar que entre os "inúmeros" investidores da empresa, dois se destacam: IRR e o fundo de investimentos CVC/Opportunity, fundo formado para açambarcar companhias telefônicas do Brasil. Ou seja, os negócios são um circuito fechado, em cujo centro aparece sempre, mais cedo ou mais tarde, o Estado e o patrimônio do povo.

Sócia do pai

Como já mencionamos, Verônica Serra também é sócia de seu pai na empresa "ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda" desde 1993. A empresa sempre funcionou num prédio situado à rua Simão Álvares 1020, na Vila Madalena, em São Paulo, que pertence ao primo e sócio de Serra, Gregório Marin. Serra sonegou à Justiça Eleitoral que era dono desta empresa em três oportunidades 1994,1996 e 2002). Marin foi beneficiado com dois "perdões" de dívidas no Banco do Brasil que podem chegar a mais de US$ 74 milhões, ou seja, mais de 220 milhões de reais.

A mesma casa

Porém, em relação à IRR, na última alteração do contrato social da empresa, datada de 16 de março de 2001, Verônica Serra incluiu Adriana Ferreira dos Santos - que ao que tudo indica era sua secretária - como sócia, detendo uma cota da empresa. Como a empresa tem um capital social de R$2mil, a sócia detém o equivalente a R$ 1,00 das cotas. No entanto, Adriana Ferreira, assim como quase toda a família Serra, disse que residia na rua Simão Álvares 1020, o mesmo endereço da ACP e do prédio do sócio Marin .
Fonte:CMI

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Falácia da Carga Tributária no Brasil

O Brasil teve, em 2009, a 22ª carga tributária no mundo. Dos países que tinham carga tributária maior que a nossa, 14 eram países desenvolvidos europeus.

O país mais rico do mundo, a Noruega, tinha carga tributária de 43,6% e arrecadou 25 mil dólares per capita. O Brasil tinha carga tributária de 38,4% e arrecadou 4 mil dólares PPC per capita.

Gostaria que os liberais mostrassem como fazer o milagre de se ter serviços de 25 mil dóllares arrecadando 4 mil.

Tabelas
Gostei porque ele trouxe estatísticas que provam uma coisa óbvia. A comparação entre cargas tributárias dos diferentes países, repetidas de maneira leviana pela mídia, apenas fazem sentido se cotejadas com o tamanho do PIB per capita. Enfatizo o "per capita", visto que os gastos mais importantes de um Estado são a previdência social e a saúde pública, cuja magnitude é atrelada naturalmente à população.

Se um país tem um PIB per capita alto, ele pode até se dar ao luxo de ter uma carga tributária menor, porque o total arrecadado é grande. O que nem é o caso, visto que as nações desenvolvidas, em geral tem uma carga tributária bem elevada.

Repete-se, por outro lado, que alguns países ricos tem carga tributária menor que a do Brasil, como os EUA. De fato, a carga tributária nos EUA é de 28%, contra 38,8% no Brasil. Entretanto, como os EUA tem um PIB monstruoso, tanto absoluto como per capita, essa carga corresponde a uma arrecadação per capita de 13 mil dólares. A do Brasil, é de 3,96 mil dólares... Ou seja, a expressão clichê sobre o Brasil ter impostos de norte da europa e serviços públicos de qualidade africana nunca me pareceu tão absurda e idiota.



(CLIQUE NA TABELA PARA AMPLIAR)

Eu não sou a favor do aumento dos impostos. Tenho micro-empresa e estou sempre à beira de sucumbir sob o peso mastodôntico, complexo e kafkiano das taxas que desabam quase que diariamente sobre minha cabeça. Mas não podemos ver a questão com leviandade. A mídia patrocina uma campanha irresponsável contra o imposto no Brasil. Este deve ser simplificado, naturalmente, e porventura reduzido para empresas pequenas, mas devemos mostrar à sociedade a situação real. Não podemos nos comparar com nenhum país desenvolvido, porque o nosso PIB per capita ainda é baixo. Ainda temos que comer muito feijão com arroz.

Por outro lado, é igualmente injusto falar em "serviço público" africano, expressão que, além de ser politicamente incorreta, é também totalmente inexata. Temos uma previdência social quase universalizada. A saúde pública é abarrotada e sofre constrangimentos em vários setores, mas nosso sistema de vacinação é de primeiro mundo. O tratamento gratuito, inclusive com distribuição de remédios, que damos aos soropositivos, não encontra paralelo nem nos países mais avançados.

Não douremos a pílula, todavia. Ainda temos muito o que aprimorar em termos de serviço público, nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura. Mas, por favor, sem a viralatice de nos compararmos às economias destruídas por longas guerras civis, nível de industrialização baixíssimo e desemprego às vezes superior à metade da população ativa.

O debate sobre a carga tributária tem que ser feito com muita seriedade, botando as cartas na mesa, evitando ao máximo o uso desses clichês desinformativos. Os impostos no Brasil são altos, pesam no bolso de empresários, classe média e no custo de vida dos trabalhadores. Mas em valores absolutos, o imposto é baixo, deixando pouca margem para o Estado gastar com serviços e infra-estrutura. O caminho, portanto, é investir no crescimento econômico e na racionalização cada vez maior do gasto público. Seria loucura, porém, promover uma redução brusca da carga tributária, que implicaria em jogar o valor do imposto per capita no Brasil ao lado das nações mais atrasadas do planeta. Ajamos com prudência, responsabilidade, inteligência.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aprovada a destruição. Que fazer?


Vivemos um eterno retorno quando se trata da proteção aos latifundiários e grandes empresas internacionais. No Brasil contemporâneo, pós-ditadura, nunca houve um governo sequer que buscasse, de verdade, uma outra práxis no campo. Todos os dias, nas correntes ideológicas do poder, disseminadas pela mídia comercial – capaz de atingir quase todo o país via televisão –  podemos ver, fragmentadas, as notícias sobre a feroz e desigual queda de braço entre os destruidores capitalistas e as gentes que querem garantir vida boa e plena aos que hoje estão oprimidos e explorados.
Nestes dias de debate sobre o novo Código Florestal, então, foi um festival. As bocas alugadas falavam da votação e dos que são contra o código como se fossem pessoas completamente desequilibradas, que buscam impedir o progresso e o desenvolvimento do país. Não contentes com todo o apoio que recebem da usina ideológica midiática, os latifundiários e os capatazes das grandes transnacionais que já dominam boa parte das terras brasileiras, ainda se dão ao luxo de usar velhos expedientes, como o frio assassinato, para fazer valer aquilo que consideram como seu direito: destruir tudo para auferir lucros privados.
Assim, nos exatos dias de votação do novo código, jagunços fuzilam Zé Claudio, conhecido defensor da floresta amazônica. Matam ele e a mulher, porque os dois incomodavam demais com esse papo verde de preservar as árvores. Discursos tolo, dizem, de quem emperra a distribuição da riqueza, deles próprios, é claro. E o assassinato acontece, sem pejo, no mesmo dia em que os deputados discutem como fazer valer – para eles –  os seus 30 dinheiros sujos de sangue.
Imagens diferentes, mas igualmente desoladoras. De um lado, a floresta devastada e as vidas ceifadas à bala, do outro a tal da “casa do povo”, repleta de gente que representa, no mais das vezes, os interesses escusos de quem lhes enche o bolso. Pátria? País? Desenvolvimento? Progresso?
Bobagem! A máxima que impera é do conhecido personagem de Chico Anísio, o deputado Justo Veríssimo: eu quero é me arrumar!
No projeto construído pelo agronegócio só o que se contempla é o lucro dos donos das terras, dos grileiros, dos latifundiários. Menos mata preservada, legalização da destruição, perdão de todas as dívidas e multas dos grandes fazendeiros. Assim é bom falar de progresso. Progresso de quem, cara pálida? Ao mesmo tempo, os “empresários” do campo, incapazes de mostrar a cara, lotam as galerias com a massa de manobra. Pequenos produtores que acreditam estar defendendo o seu progresso. De que lhes valerá alguns metros a mais de terra na beira de um rio se na primeira grande chuva, o rio, sem a proteção da mata ciliar, transborda e destrói tudo? Que lógica tacanha é essa que impede de ver que o homem não está descolado da natureza, que o homem é natureza.
Que tamanha descarga de ideologia os graúdos conseguem produzir que leva os pequenos produtores a pensar que é possível dominar a natureza, como se ao fazer isso não estivessem colocando grilhões em si mesmo? Desde há muito tempo –  e gente como Chico Mendes, irmã Doroty e Zé Claudio já sabia –  que o ser humano só consegue seguir em frente nesta terra se fizer pactos com as outras forças da natureza. E que nestes pactos há que se respeitar o que estas forças precisam sob pena de ele mesmo (o humano) sucumbir.
O novo código florestal foi negociado dentro das formas mais rasteiras da política. Por ali, na grande casa de Brasília, muito pouca gente estava interessa em meio ambiente, floresta, árvore, rio, pátria, desenvolvimento. O negócio era conseguir cargo, verba, poder. Que se danem no inferno pessoas como Zé Cláudio, que ficam por aí a atrapalhar as negociatas.  Para os que ali estavam no plenário da Câmara gente como o Zé e sua esposa Maria não existem. São absolutamente invisíveis e desnecessárias. Haverão de descobrir seus assassinos, talvez prendê-los por algum tempo, mas, nas internas comemorarão: menos um, menos um.
Assim, por 410 x 63, venceram os destruidores. Poderão desmatar a vontade num tempo em que o planeta inteiro clama por cuidado. Furacões, tsunamis, alagamentos, mortes. Quem se importa? Eles estarão protegidos nas mansões. Não moram em beiras de rio. Dos 16 deputados federais de Santa Catarina apenas Pedro Uczai votou não. Até a deputada Luci Choinacki, de origem camponesa votou sim, contrariando tudo o que sempre defendeu.
Então, na mesma hora em que a floresta chorava por dois de seus filhos abatidos a tiros, os deputados celebravam aos gritos uma “vitória” sobre o governo e sobre os ecologistas. Daqui a alguns dias se verá o tipo de vitória que foi. Mas, estes, não se importarão. Não até que lhes toque uma desgraça qualquer. O cacique Seatlle, da etnia Suquamish, já compreendera, em 1855,  o quanto o capitalismo nascente era incapaz de viver sem matar: “Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos.
Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende”.
Zé Claudio e Maria eram assim, vistos como “selvagens que nada compreendem”. Mas, bem cedo se verá que não. Eles eram os profetas. Os que conseguiam ver para além da ganância. Os que conseguiam estabelecer uma relação amorosa com a terra e com as forças da natureza. Eles caíram à bala. E os deputados vende-pátria, quando cairão?
Já os que gritam e clamam por justiça, não precisam esmorecer. Perdeu-se uma batalha. A luta vai continuar. Pois, se sabe: quem luta também faz a lei. Mas a luta não pode ser apenas o grito impotente. Tem de haver ação, organização, informação, rebelião. Não só na proteção do verde, mas na destruição definitiva deste sistema capitalista dependente, que superexplora o trabalho e a terra. É chegada a hora de uma nova forma de organizar a vida. Mas ela só virá se as gentes voltarem a trabalhar em cada vereda deste país, denunciando o que nos mata e anunciando a boa nova.

TEXTO COPIADO DE :

sábado, 21 de maio de 2011

Minas Sem Censura: A boiada passa, só aí Anastasia fecha a porteira

20 de maio de 2011 às 15:59

A BOIADA PASSA E SÓ AÍ ANASTASIA FECHA A PORTEIRA

Depois de cobranças do MSC, Anastasia reage… atrasado e mal!
Depois várias cobranças dos deputados do Minas Sem Censura acerca de suas ilegais “designações” de chefes de autarquias, o governador tucano de Minas Gerais, Antônio Anastasia, apresentou o decreto 45.604 que, dentre outras exigências óbvias, impõe aos nomeados para cargos em seu governo a ridícula atribuição de se declarar “ficha limpa”, em até 30 dias após nomeação.
Ora, esse é um instrumento inadequado de regulamentação da “Lei Ficha Limpa”. Em Minas foi aprovada Emenda Constitucional, em Dezembro (EC 85) determinando que é por Projeto de Lei Completar (PLC) que se procederá sua regulamentação, e não por um simples decreto.
O governador tucano, mostrando senso de oportunidade publicitária e midiática, saudada com pompa pela mídia tucana estadual e nacional, comete – portanto – mais uma violência com a verdade e com os trâmites institucionais. Antes, é bom que se registre: semelhante proposta de Emenda Constitucional já fora aprovada na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, de iniciativa do deputado Paulo Duarte (PT), com teor bem mais amplo bem mais “preventivo” e não teve a repercussão necessária. O governo tucano alega ineditismo onde não há. Exemplo de desonestidade política e intelectual.
Agora vem Anastasia colocando em movimento sua máquina de autopromoção.
Primeiro que, sendo governador em dezembro de 2010, poderia ter enviado um Projeto de Lei Complementar, regulamentando, em âmbito do estado, a citada EC. Não o fez e foi por pressão de sua própria base, que discutia os cargos que ocupariam ou indicariam. E o faz agora, pressionado pelas denúncias do MSC.
Segundo, ao arrepio de determinação da própria EC 85, ele apenas criou um “decreto”, com objetivo único: gerar um factóide. Um daqueles que notabilizaram a máquina de “produção da imagem” de Aécio Neves.
Mas ele poderia ter inovado. Ter destacado exigências preventivas, para evitar sustos depois de sentenças “transitadas em julgado”. Como na proposta do deputado petista do Mato Grosso Sul, que exige a aferição da “ficha limpa” no ato de nomeação. Mas preferiu não fazê-lo. Ou mesmo poderia ter acatado a EC 85 que veda, de plano, a nomeação de “ficha suja”. Ao contrário, nomeou alguns.
Há uma racionalidade em suas atitudes. Ele despreza o parlamento ao ponto de nem sequer nomear assessores qualificados para o assistirem na relação com o poder legislativo.
Os nomes abaixo relacionados integraram, integram ou foram convidados (e depois desconvidados) para compor as equipes de governo nas gestões Aécio/Anastasia. E o assombram agora. Acordos políticos prévios, costurados pelo então candidato a senador Aécio Neves impuseram vários vexames ao atual governador.
Como se verá, não são apenas “três” as escorregadas dos tucanos em Minas. Vejam alguns exemplos:
Ademir Lucas - (PSDB) Bens bloqueados (improbidade administrativa – Prefeitura de Contagem) – hoje diretor da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (COPASA)
Alexandre da Silveira – (PPS) Superfaturamento e pagamento indevido em obras rodoviárias em Rondônia – hoje é Secretário de Gestão Metropolitana do Governo Anastasia, pelo simples fato de que Aécio queria que seu suplente no PPS (Humberto Souto) assumisse uma vaga.
Edmar Moreira – (PR) O ex-deputado do Castelo – convidado a presidir a Minas Gerais Participações (MGI), foi publicamente “desconvidado” depois de denúncia.
Elmiro Nascimento – (DEM) Improbidade administrativa. Ação Civil Pública para que ele devolva 450 mil reais aos cofres públicos, por ter desviado funcionários de seu gabinete parlamentar para uma empresa privada. Hoje é Secretário de Agricultura.
Humberto Candeias – (PSL) Ex-presidente do Instituto Estadual de Florestas (por sete anos dos dois governos de Aécio Neves). Acusado pela Polícia Civil e Ministério Público de ter liderado um esquema que rendeu 12,5 milhões de Reais, envolvendo uma variedade de crimes: extorsão, fraudes, improbidade etc.
Manoel Costa – (PDTTitular da Secretaria Extraordinária da Reforma Agricultura e pessoas acusadas de cessão e uso irregular de terras públicas. Valor bloqueado das contas dele e demais acusados: 22 milhões de Reais.
Shelley Carneiro – (PSDB) Ex-secretário adjunto do meio ambiente, gov Aécio. Improbidade administrativa à frente da respectiva secretaria (hoje assessora da CNI).
Tadeu Mendonça – (DEM) Ex-prefeito de Três Pontas, condenado pelo TCU: improbidade administrativa. Ocupa o cargo desde o governo Aécio Neves, para o qual foi convidado a permanecer pelo governador Anastasia (a presidência do Instituto de Metrologia e Qualidade – IPEM). Exonerado, depois de denúncia da imprensa.
Wellington Magalhães – Ex-vereador (PMN), cassado por compra de votos. Nomeado diretor da Administração dos Estádios (ADEMG) e demitido após denúncia.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mais um muro da vergonha, no Brasil!

Muro que está sendo construido em Isreal
          Quando se fala em muro da vergonha é comum relacionarmos ao Muro de Berlim (Alemanha), o que separa os Israelenses de Palestinos, ao muro que fica na fronteira entre o México e Estados Unidos e nunca percebemos que isso existe no Brasil.
          Claro que começamos, com este tipo de coisa, de maneira muito tímida. Primeiramente começamos murar nossas casa em forma de condomínio para impedir a entrada, em nossa ruas (a moda agora e condomínios com casa e ruas), de pessoas que não queremos em nosso convívio e existe até muro cercado um bairro inteiro (isso foi mostrado em reportagem da TV Record no Estado de São Paulo)!!! Mas, esse tipo de ação era sempre iniciativa de particulares e nunca do Poder Público. Pelo menos era, por que no Rio de Janeiro, o Poder Público (prefeitura) está cercando as favelas, como visto neste vídeo mostrado abaixo:

Este assunto é reproduzido deste blog: Luta.Paz e Pão, Alex Prado.

sábado, 14 de maio de 2011

Negros lutam agora por segunda abolição

Em 13 de maio de 1888, foi proclamada a Lei Áurea, que aboliu formalmente a escravidão. O Brasil não foi o último país a abolir a escravidão. Depois dele o fizeram a Coreia do Norte, em 1894, a China, em 1910, o Nepal, em 1921; em 1928 aboliram a escravidão o Irã e Serra Leoa, e em 1963 foi a vez dos Emirados Árabes acabarem com o regime de servidão em seu solo.

Por Alexandre Braga*


O Brasil, lindo por natureza, já teve pelo menos quatro presidentes de descendência africana: Campos Sales, 1898-1902; Nilo Peçanha, 1909; Rodrigues Alves, 1902-1906; e Washington Luis, 1926-1930.


A Bahia, terra de todos os santos, não é o estado brasileiro que possui a maior população negra nacional conforme dados do último censo do IBGE, de 2010. Essa posição é ocupada pelo estado de São Paulo. Mas proporcionalmente, o município de Nossa Senhora das Dores, em Sergipe, é a cidade mais negra do Brasil, com 98,7% de afrodescendentes, um verdadeiro quilombo moderno.


Das chamadas grandes cidades, São Paulo, a “capital” da América Latina, possui a primeira posição das cidades que abrigam o maior número de habitantes negros, com quase 3 milhões de pretos e pardos. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 2,3 milhões ou 40% de sua população; Salvador vem na terceira posição, com 1,8 milhões de negros; e Fortaleza, na quarta posição, com 1,2 milhões de afros. Esse conjunto de novas informações é fruto das mais recentes pesquisas históricas e a consolidação de dados estatísticos realizados pelas mais importantes universidades brasileiras, pesquisadores, órgãos dos governos e por historiadores comprometidos em desfazer a série de incorreções produzidas e encasteladas na historiografia brasileira acerca da presença do índio e dos negros na nossa sociedade.


Quase sempre essas incorreções foram produzidas para inferiorizar a contribuição de negros e índios no processo civilizacional do país, ora para desvalorizar nossa ancestralidade indígena ora para não reconhecer o forte legado afro na cultura e outros setores essenciais da vida brasileira. Processo de negação este caracterizado pela ideologia do branqueamento, pela qual as elites se exaltavam como brancas dominadoras e donas absolutas da riqueza em solo, corpo e alma da vida nacional. Tais elites empregaram para justificar essa superioridade inexistente, o racismo, a escravidão e o controle sobre os meios de comunicação, das terras e sobre toda gama de dispositivos que pudessem contrariar esses interesses.

Despertar da consciência


Portanto, muito do que se acreditou verdadeiro, descobriu-se falso a partir do despertar da consciência nacional e do engajamento político das camadas populares com apoio dos intelectuais, dos artistas e políticos indigestos ao sistema. O regime da escravidão, por exemplo, foi um dos primeiros projetos a serem questionados pelos militantes, que, naquela época, sonhavam com um Brasil independente e soberano, ainda que suas ideias estivessem carregadas de voluntarismo.


Já, agora, no século 21, a ideologia do “branqueamento” vai perdendo força, pois a luta dos militantes ganhou novos pontos de pauta que incluem diversos valores humanísticos e temas da agenda da valorização dos direitos humanos. Há, inclusive, leis específicas que obrigam o ensino a novas versões sobre fatos e contribuições dos negros e indígenas, como a Lei nº 10.639. Essa Lei da história negra nas escolas colocará no debate a recontagem da contribuição africana para o Brasil e trará para o povo o acesso às informações que antes não eram divulgadas pelas elites, mas que hoje são assuntos cada vez mais presentes nos livros, revistas e na TV. Portanto, o fato de o Brasil ter sido um celeiro dessa “saga negra” eleverá o interesse de autores ao tema, fortalecendo a autoestima negra, o que definhará lentamente as incorreções do passado e presente e colocará as jovens gerações num patamar de civilidade muito bom.


Hoje, como começa a ser anunciado, o fato de o Brasil já ter tido alguns presidentes com essa ascendência negra é um acontecimento que nos orgulha. Pena que ainda os negros tenham as piores condições de vida; figuram nos mais inferiores índices de desenvolvimento humano, desemprego, moradia; têm as piores colocações no mundo do trabalho. Portanto, há concretamente a necessidade de se fazer uma grande segunda abolição da escravatura, agora para incluir os negros na sociedade do bem-estar, através da promoção da igualdade, eliminação das teias racistas e diminuição, em rito processual, da violência contra as mulheres e os jovens.


*Alexandre Braga é presidente da Unegro de Minas Gerais, tesoureiro do Fórum Mineiro de Entidades Negras e estudante de especialização em Políticas Públicas pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto)


TEXTO REPRODUZIDO DESTE ENDEREÇO:

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Inchaço da máquina

         
          Desde as eleições passadas (outubro de 2010), ouço dos políticos, de oposição ao governo, que a máquina está muito inchada e tudo mais. Pois bem, o que me diz que esses mesmos políticos costumam colocar em suas administrações pessoas em Cargos de Confiança que nem na cidade ou estado onde foram nomeados moram. Veja a reportagem, retirado do Blog TERROR DO NORDESTE de Gilvan Freitas, abaixo: 


Mais um pernambucano a mamar nas tetas de Kassab

Jungmann nomeado conselheiro da CET-SP  


Ex-comunista do PCB, o velho Partidão, e candidato do PPS derrotado na disputa pelo Senado no ano passado em Pernambuco, o ex-deputado Raul Jungmann (PSDB-PE), atravessou toda a campanha eleitoral fazendo coro a um dos principais motes explorados pela aliança PSDB-DEM-PPS: as acusações de que o PT aparelha a administração e incha a máquina pública com nomeações partidárias.

Pois não é que Jungmann - que não mora em São Paulo - foi nomeado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, formando agora o PSD) para o conselho de administração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP), empresa mista da Prefeitura, com salário de R$ 6 mil mensais!

Tornou-se, assim, agora na máquina da Prefeitura de São Paulo, um dos beneficiários daquela política adotada, pelo então governador tucano José Serra, de rechear os conselhos de administração das estatais paulistas com tucanos de alta plumagem desempregados em seus Estados.

Quando prefeito José Serra nomeou, entre outros, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PPS-SP) - que então morava em Brasília - conselheiro da SPTuris e da SPTrans (duas empresas mistas da Prefeitura de São Paulo) com remuneração mensal de R$ 12 mil. Como governador, nomeou o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), residente em Cuiabá, para o conselho de administração da SABESP, estatal de águas e esgotos paulista.

Agora é torcer para que o novo conselheiro da CET-SP, Raul Jungmann, contribua com seus conhecimentos de engenharia de trânsito para a administração paulista.Blog de Zé Dirceu.
Postado por TERROR DO NORDESTE às 16:19 

domingo, 8 de maio de 2011

Mais um escândalo!

Por Antônio Carlos Vieira

Clique na figura para ampliar
          O que aconteceria se o ex-presidente Lula fosse pego em uma blitz bêbado ainda por cima dirigindo com a habilitação de Motorista vencida? Acredito que a capa da Revista Veja seria algo parecido com a que está colocada na imagem ao lado e as Redes de TVs (principalmente a Rede Globo) tornaria o fato no maior escândalo dos últimos tempos!!!!.

          Enquanto isso o senado produziu um filme sobre “Segurança no Trânsito” e segundo o mesmo o senado tem ajudado a aprovar “leis que salvam vidas”. Só que recentemente o Senador Aécio Neves (PSDB - MG) foi parado em uma Blits da Lei Seca e com a Carteira de Habilitação vencida e apresentando sinais de embriaguez, na cidade do Rio de Janeiro, próximo da residência (pensei que ele morava em Belo Horizonte - MG) e se negou a fazer o teste do bafômetro,vejam a notícia no vídeo abaixo:

          Por ironia da vida um senador é parado em uma blitz justamente quando o senado tenta criar uma nova imagem  dizendo que está elaborando  leis para melhorar o  trânsito. Para tirar as  dúvidas clique  aqui.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O EX-PRESIDENTO DOUTOR MULA


Por Antônio Carlos Vieira


          É de conhecimento, de todos brasileiros, que o ex-presidente Luis Inácio da Silva tem apenas o antigo primário e o ex-vice presidente José Alencar tinha apenas o segundo grau, ou seja, durante oito anos os dois governaram o Brasil e nenhum deles tinha o curso universitário.
          Embora não tenha cursado nenhum curso universitário o ex-presidente, depois de deixar o governo, recebeu até a presente data (03-04-2011), vários títulos e alguns estão listados abaixo:

.

d) La Facultad de Filología propone unánimemente conceder el título de doctor honoris causa a Lula da Silva (clique aqui).

e) Título de doutor honoris causa na Universidade Federal da Bahia, veja neste vídeo:



f) Título de doutor honoris Causa em Universidade Francesa , veja no vídeo abaixo:

          Apesar dos dois chefes do executivo, não terem cursados uma universidade, na administração deles foi quebrado o recorde de universidades construídas em um único governo (clique aqui), sendo no total de 14 universidades (no governo de JK foram construídas 10). Também foram construídas mais de duas centena de Escolas Técnicas Federais (clique aqui) e se criou o PROUNI dando oportunidades de acesso as universidades para classes mais pobres da população (clique aqui).

           Quando se compara o desempenho da economia do Governo Lula, também notamos uma melhoria em relação ao governo Fernando Henrique Carrdoso (FHC). Para se ver quadros comparativos clique aqui.

Texto relacionado:

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Soberania relativa. Você ainda vai ter uma

por Luiz Carlos Azenha

O mundo em que vivemos, de crescente interconexão econômica entre estados soberanos, pede um número cada vez maior de organismos multilaterais para promover a resolução de conflitos e garantir que isso se dê com equilíbrio diante de interesses divergentes.
O acesso de um número cada vez maior de países às novas tecnologias, de impacto regional ou global, requer isso. Antes a necessidade de respeito à soberania alheia estava ligada, em grande medida, à exploração de recursos naturais comuns. Um rio, por exemplo. É óbvio que o Brasil deve satisfações à Argentina quando falamos da bacia do Prata. O mesmo vale para o Peru em relação ao Brasil, quando tratamos da bacia Amazônica.
A exploração da energia nuclear, para dar um exemplo atual, abriu um novo campo de debate sobre o conceito de soberania relativa. O Japão deve satisfação aos vizinhos sob risco de contaminação por conta dos vazamentos em Fukushima.
Tudo isso — e mais a decadência econômica relativa — põe em risco o poder dos que antes eram todo-poderosos. Exemplo: os cincos países com poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
As crescentes amarras do multilateralismo colocam em xeque o poder de quem sempre mandou.
Qual é a resposta dos que se acreditam diminuídos pela ameaça ao status quo? É a imposição de novos conceitos de soberania relativa, distorcidos de tal forma que na verdade servem como instrumentos de preservação de poder.
No campo diplomático, com uma boa dose de hipocrisia, é a defesa de “certos” Direitos Humanos. Sim, eu sei, todos nós devemos defender os Direitos Humanos. Dos cubanos, mas também dos sauditas. Dos líbios, mas também dos iemenitas. Dos prisioneiros de Guantanamo, mas também das minorias étnicas da China. No campo do palavreado, é tudo muito bonito. Mas, no campo da relação entre estados, sabemos que é mais provável a condenação internacional de Robert Mugabe, do Zimbábue, do que do emir do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, ambos acusados de esmagar a oposição política.
Não, não se trata da cor da pele, nem dos olhos. Vejamos: Mugabe promoveu uma reforma agrária que prejudicou interesses britânicos, enquanto Khalifa sedia em seu reino a Quinta Frota, a mais importante dos Estados Unidos. Ah, quanta diferença…
O que nos leva ao campo militar, onde a artimanha das guerras permanentes — contra as drogas, contra o terrorismo — serve exatamente ao mesmo fim.
A despolitização da política, ou seja, a militarização da resolução de conflitos serve… a quem tem força.
A amnésia histórica é um componente essencial desta equação, já que o país que varre o mundo caçando terroristas abriga em seu solo um cidadão que ajudou a executar a derrubada de um avião civil, em 1976, causando a morte de 73 pessoas. Falo de Posada Carriles.  Ah, mas avião da Cubana de Aviación não conta… Da PanAm, em Lockerbie, aí é terrorismo. E não foram exatamente os irlandeses católicos da região de Boston que financiaram o IRA, que usou táticas de guerra assimétrica na Irlanda do Norte? Ao que me consta, nenhum deles foi parar na cadeia por financiar terroristas.
As trajetórias de Manuel Noriega, Saddam Hussein e Osama bin Laden são exemplares.
Antes: informante da CIA, aliado militar contra o Irã, “freedom fighter” contra os soviéticos no Afeganistão.
Depois: traficante de drogas, monstro carniceiro, inimigo público número um.
Quando a Colômbia violou a soberania do Equador para caçar Manuel Reyes, das FARC, estava apenas aplicando na América do Sul a teoria da “soberania relativa”, que nasceu como piração hegemônica dos neocons mas agora é política de estado turbinada pelos drones. A lógica é a mesma. Foi aplicada na caça a suspeitos no Iêmen, no sequestro de suspeitos na Europa e, em breve, estará entre nós, provavelmente em algum lugar da região da Tríplice Fronteira.
Curiosamente, grandes barganhas são feitas em torno da soberania relativa. Mate os seus chechenos, que eu mato os meus pashtun, você mata os vossos tibetanos e eles que se contentem com líbios e marfinenses.
Será que o Itamaraty, sonhando com o dia em que faremos parte do clube, aderiu? Quantas divisões tem o barão do Rio Branco?

TEXTO RETIRADO DO BLOG:
Vio o Mundo (Luiz Carlos Azenha)