terça-feira, 22 de maio de 2018

AS INFORMAÇÕES NOS LIVROS DIDÁTICOS


Por Antônio Carlos Vieira

Atualmente os livros didáticos nas escolas públicas são comprados pelo governo, para uso dos alunos ou para serem colocados nas bibliotecas, e fiquei imaginando como são escolhidos esses livros. Em algumas escolas existem as chamadas Reuniões Pedagógicas onde os professores reunidos dão sugestões para compras dos livros didáticos. Só que neste uso do livro didáticos é bom observarmos alguns problemas:

Nem sempre o governo respeita essas indicações feita pelos professores para compra deste livros e quando respeita esses livros nem sempre chegam em tempo hábil para o ano letivo para o qual são adquiridos. Isso compromete o ano letivo;

Quando esses livros são comprados em licitações onde apenas uma Editora é escolhida, o livro comprado é usado em toda a Rede Pública de Ensino, como se as escolas e os alunos fossem iguais em todo o território nacional. Quando se fala em Educação a Distância, os livros são os mesmo para todo o território nacional e para todas os alunos em qualquer localidade deste imenso país. Fica a impressão que os costumes e a cultura deste pais são homogêneos;

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Falso discurso da Escola Sem Partido avança no Congresso

Para coordenador da Contee, projetos da Escola Sem Partido representam a nova Lei da Mordaça


Por João Batista da Silveira

Na terça-feira 8, o deputado Flavinho (PSC) apresentou o projeto da Escola Sem Partido (PL 7180/14) prevendo que cada sala de aula tenha um cartaz com seis deveres dos professores, entre os quais o primeiro é a proibição de que os docentes “cooptem” os estudantes para correntes políticas, ideológicas ou partidárias.

O projeto propõe, na verdade, a escola de partido único, porque proíbe o debate e a livre circulação de idéias nas salas de aula. Para muitos, trata-se de uma verdadeira “Lei da Mordaça”.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Onde a escravidão persiste

por Deutsche Welle — publicado 13/05/2018 08h39
Lei Áurea chega aos 130 anos, mas existe pouco a celebrar no último país das Américas a abandonar a prática
Jantar na casa grande segundo Jean-Batiste Debret
Por José Antônio Lima
A Lei Áurea, que promoveu a abolição da escravidão no Brasil, chega aos 130 anos neste domingo (13/05). Mas há pouco a comemorar no último país das Américas a abandonar a prática. Além de continuar a verificar uma enorme desigualdade entre negros e brancos, recentemente o Brasil, que se notabilizou como exemplo do combate às formas modernas de escravidão, viu seu governo tentar retroceder uma luta civilizatória de mais de 20 anos.

Brasil da carochinha

por Mino Carta — publicado 14/05/2018 00h10, última modificação 11/05/2018 12h45
Os ricos não se enxergam, os pobres não enxergam e o País, patético e demente, desmorona
Como Bottom, ele também acordou do sonho
Lévy-Strauss, que em São Paulo lecionou na Universidade recém-fundada e sobre o Brasil escreveu seu magistral Tristes Trópicosem 1954, dizia dos senhores paulistanos: “Eles se acham muito civilizados e não sabem como são típicos”.
Referia-se a um grupelho de cavalheiros enchapelados que enxergavam em Paris o umbigo do mundo. Valeria também dizer, então e sempre: são da Idade Média e se acham modernos, embora, hoje, em lugar de Paris, prefiram Miami e adjacências. O Brasil vive a ficção que a minoria cria em seu proveito, enquanto a maioria não sai do limbo.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Quais as consequências da aquisição da Somos Educação pela Kroton?

Em artigo, educadores falam sobre a descaracterização da educação como direito do cidadão e dever do Estado e a criação de mercados educacionais diversos

 
A aquisição do SOMOS Educação pela Kroton evidencia mais uma consequência da equivocada política de desregulamentação da oferta educacional por grupos privados efetivada pelo governo brasileiro que induz a presença de corporações associadas ao capital financeiro como fornecedores prioritários, tanto da oferta direta da educação, quanto na de insumos educacionais, descaracterizando a educação como direito do cidadão e dever do Estado e alimentando a criação de mercados educacionais diversos.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Play it again, Sam: a falta de autonomia da política externa brasileira

por Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais — publicado 10/05/2018 00h10, última modificação 09/05/2018 13h22

Como em Casablanca, o Brasil, potencialmente mobilizador de uma nova de integração, sempre volta a chamar Sam para tocar a sua música no subcontinente

'A história do Brasil republicano continua a repetir nossa incapacidade de construção de um projeto efetivo de política externa autônoma'
Por Fernando Santomauro*

É inegável notar que, pelo menos desde o presidente Monroe, os Estados Unidos tenham uma clara noção de suas prioridades regionais para o continente americano. Seja pelo porrete (“Big Stick”) ou pela sedução (“Soft Power”), o grande irmão do Norte nunca deixou de dedicar energia, foco e fundos para uma presença constante em seus vizinhos ao Sul, conforme seus interesses.

domingo, 6 de maio de 2018

Os Tipos de Analfabetismo

Por Antônio Carlos Vieira

 Segundo o IBGE, no Brasil existem, atualmente, em torno de 14 milhões de analfabetos. Esses analfabetos são aquelas pessoas que não sabem ler e escrever coisa alguma e essas estatísticas, quando divulgada, passam a ideia que se conseguirmos fazer com que toda a população aprenda a ler e escrever, estaremos livre do analfabetismo .
Se formos analisar, de maneira mais profunda, iremos notar que a coisa não é bem assim. Eu costumo classificar o analfabetismo em quatro categorias, que são: o Analfabeto Total, o Analfabeto Funcional, o Analfabeto de Conteúdo e o Analfabeto de Cidadania (ou político).

O Analfabeto Total

Esse é o tipo de analfabetismo mais fácil de se diagnosticar e é também o mais fácil de se mensurar e quantificar efetuando estatísticas. É claro que se deve tomar o cuidado ao analisar e efetuar essas pesquisas. Costuma-se classificar as pessoas que sabem ler e escrever o próprio nome como alfabetizadas e não é bem assim. Tem algumas pessoas que conseguem desenhar o próprio nome com certa facilidade e não sabem ler e nem escrever ou no máximo conseguem soletrar algumas palavras o suficiente para identificar o próprio nome.

O Analfabeto Funcional

terça-feira, 1 de maio de 2018

Imprensa brasileira na segunda divisão


Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

A divulgação do Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa, publicado pela organização internacional Repórteres sem Fronteiras, confirma o Brasil na zona de rebaixamento. Amargando mais uma vez a 102ª posição entre 180 países, o país confirma a falta de sintonia existente entre o nível econômico, cultural e político do país e sua afirmação no campo da liberdade de imprensa.

Qualquer comparação que se faça desse índice com outros indicadores evidencia uma desconfiança de que, no Brasil, civilização e imprensa não caminham na mesma estrada. O país está léguas à frente de sua comunicação. O mais curioso – e que não deixa de ser uma comprovação da indigência da nossa imprensa – é que as explicações dadas pelos próprios jornais sobre o papelão brasileiro no setor, no mínimo omitem o significado dessa derrota moral.