quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Gota D' Água e a Tempestade!


Nos últimos dias temos sendo bombardeado pelas opiniões dos artistas da Rede Globo onde eles dão opiniões sobre a Construção da Hidrelétrica Belo Monte no Pará. Recentemente recebi outro vídeo que  se opõe as opiniões dos artistas da Globo e que são a favor da construção desta hidrelétrica. Em vista disso resolvi postar os dois vídeos para quem possam ver as duas versões dos fatos.


Vídeo dos artistas da Rede Globo
É a Gota D' Água


Vídeo dos alunos  e professores da Unicamp
Tempestade em Copo D'água?


Indicações dos vídeos:
Dos artistas da Rede Globo me foi indicado pelo Blog da Cidadania
Dos Alunos e Professores da UNICAMP foi indicado pelo Blog Janela do Abelha 

A submissão étnica no Brasil


A imagem acima simboliza uma afronta que é feita diariamente à maioria do povo brasileiro, maioria essa que o IBGE, a partir do Censo de 2010, diz que passou a ser composta por afrodescendentes.

O censo revelou que o contingente de pessoas que se declaram negras e pardas superou o das que se declaram brancas. 91 milhões se dizem brancas (47,7%), 15 milhões se dizem pretas (7,6%), 82 milhões se dizem pardas (43,1%), 2 milhões se dizem amarelas (1,1%) e 817 mil se dizem indígenas (0,4%). Negros e pardos, portanto, somam 97 milhões.

O pior é que grande parte dos que se dizem brancos, não é. Tem pele morena mais clara, mas com evidentes traços negros. Por que isso? Simplesmente porque uma carteira de identidade que diga que o indivíduo é negro ou pardo equivale a uma condenação.

Corte para uma cena típica neste país. A casa é a de uma família negra – homem, mulher e uma filha. É fim de tarde e a jovem de quinze anos se acomoda ansiosamente no sofá, diante da televisão. “Vai começar Malhação”, diz à mãe.

A cena chama atenção e perturba porque um pensamento vem à mente: será que a garota não se sente incomodada por não se ver representada na novela das cinco, das seis, das sete ou das oito, dia após dia?

Dirão que sempre há um negro e até um mestiço nas novelas, ainda que na propaganda isso seja muito mais raro. Mas como é possível que essa maioria da população não se incomode ao ver que nessas novelas é praticamente todo mundo branco?

Vejamos, abaixo, outro exemplo de novela com elenco “nórdico”, a das seis, também da Globo, uma tal de “A vida da gente”. Dê uma boa olhada no perfil étnico do elenco, leitor, e reflita se é mesmo a vida “da gente” que está na telinha.

Antes de prosseguir, há que constatar que essa situação não vige só na Globo, mas em todas as concessões públicas de televisão, no teatro, no cinema… A menos que seja uma trama de mocinhos e bandidos. Aí os negros aparecem mais, mas não como mocinhos…

Em alguma parte do país existe um povo como o dessa ou o de qualquer outra novela? Nem no sul há população tão branca. Pior ainda onde as emissoras ambientam a maioria de suas novelas, ou seja, no Rio ou em São Paulo.

E se isso ocorresse só nas novelas, não seria nada. Cristiane Costa, leitora do blog, envia comentário que mostra como o racismo paira sobre esta sociedade majoritariamente afrodescendente.
Há, sim, bonecas negras. Mas não é fácil achar. E a maioria é de brancas e loiras. Meninas negras brincam com bonecas brancas assim como meninos negros brincam com bonecos brancos de super-heróis, por exemplo.

É só? Claro que não. A publicidade é ainda mais racista. É raro ver uma propaganda com uma família negra. Pode ser de banco, de plano de saúde, de loja de departamentos, de supermercados…

Pode-se dizer, no entanto, que quem movimenta a economia é a massa, aquela massa que o IBGE diz que é majoritariamente negra. Depois vêm outras etnias. Essa etnia que aparece nas novelas, na publicidade ou em brinquedos não deve chegar nem a 10% da população.

Por que, então, uma população tão discriminada não boicota o supermercado, o banco ou o plano de saúde que retratam este povo como se fosse norueguês ou sueco e escondem o verdadeiro povo brasileiro?

Apenas porque essa maioria étnica aprendeu a se submeter a coisa muito pior. Submete-se a ganhar menos e até a não poder freqüentar determinados ambientes, tais como casas noturnas e, sobretudo, clubes.

Um amigo está entre os raríssimos negros de classe média alta. Mora em um dos bairros mais elegantes de São Paulo, um bairro quase totalmente branco em que, apesar de residir ali há quase vinte anos, quase não tem amigos.

O amigo negro tentou várias vezes associar a família a um clube e jamais conseguiu. Dizem-lhe que não há títulos disponíveis para venda apesar de ele saber que é mentira porque antes de se apresentar pessoalmente pede informação por telefone e lhe dizem o oposto.

Ao ser perguntado sobre por que não denuncia isso, baixa os olhos e deixa escapar, de forma quase inaudível, que “seria pior”. E muda de assunto.

A pergunta, então, torna-se recorrente: se, como diz o IBGE, a maioria do povo brasileiro é negra ou descendente de negros, por que essa maioria não se revolta com uma situação tão absurda de legítima discriminação racial?

Não há estudos sobre isso apesar de que todos sabem a razão da submissão étnica que flagela a maioria dos brasileiros: trata-se de uma herança histórica, de uma história de submissão negra ao senhor branco.

Daí as pessoas negras vibrando com novelas brancas e que continuam dando dinheiro a empresas que as discriminam nas propagandas. Até porque, não há alternativas de entretenimento ou consumo que não passem pelo cordial racismo brasileiro.
A auto-imagem do negro em sociedades racistas



Texto original neste endereço:

Textos relacionados:

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Farsa do 11 de Setembro

Sempre estou recebendo textos e endereços de vídeos sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 mas, este vídeo que me enviaram foi o que melhor argumentou aquela tragédia que mudou o rumo da história.

Se você for daqueles que acredita em tudo que a televisão mostra sem  nenhuma autocrítica e aconselhável a não assistir este vídeo embora, os argumentos utilizados pelos jornalistas são difíceis de se derrubarem.



Texto relacionado:
Mentindo mas, falando somente a verdade!!!

Este vídeo me foi indicado por:
PERNAMBUCANO FALANDO PARA E COM O MUNDO

domingo, 27 de novembro de 2011

Retaliação ou incompetência????

Modelo de Lap Top que  o
 Governo de Minas Gerais não
aceitou colocar nas escolas
Que a política partidária vem esquentando cada vez mais os ânimos, principalmente da oposição (liderada pelo PSDB), isso é notório mas, acho que essa disputa não deveria trazer prejuízos a população, os governadores eleitos pela oposição ao Governo Federal deveriam pensar nas atitudes antes de se colocarem contra tudo que venha de Brasilia e não fazer retaliações sem olharem se isso não venha provocar prejuízo ou não as populações dos Estados que governam. Vou mostrar apenas três casos que prejudicam a população e que  considero de retaliações: 

a) Durante a campanha o então candidato José Serra acusou o Governo Lula de ter ter cortados a ajuda as APAES e depois o que se descobriu na verdade é que durante o Governo de Geraldo Alkmim a ajuda estadual para as APAES do Estado de São Paulo tinham sido suspensas pelo então governado Geraldo Alkmim.!! Não sei dizer se os convênios atualmente foram reestabelecidos na atual Gestão!!!!

b) O Segundo caso,  é que o Estado de São Paulo não contribui com o SAMU (clique aqui), isso mesmo, durante o Governo Geraldo Alkmim (sempre ele) foi cortado a contribuição do Estado de São Paulo para com o SAMU. A atuação do SAMU em São Paulo é feito entre o Governo Federal em convênio direto com as prefeituras e o Estado mais rico da federação não contribui com esse importante serviço

c) O caso mais recente que soube de retaliações ocorreu e ocorre no Estado de Minas Gerais que não aceitou que se implantasse nas escolas estaduais o Projeto UCA (Um computador por Aluno), onde os alunos recebem Lap Tops (computadores portáteis) para estudarem. O convênio está sendo feito entre o Governo Federal , por intermédio do MEC (Ministério da Educação), e as prefeituras do Minas Gerais, ou seja, somente nas Escolas Públicas Municipais os alunos estão recebendo esses incentivo.

Além desses casos, é bom observar que  os Programas  Sociais Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida tiveram dificuldades para serem plenamente colocados em funcionamento no Estado de São Paulo na Administração do então governador José Serra.

OBSERVAÇÃO: 
A colocação de mini computadores nas escolas não irá resolver o problema da qualidade da educação mas, é mais uma ferramenta para auxiliar professores e alunos na difícil tarefa de se tentar fazer da Educação Pública uma coisa de qualidade e fica a seguinte pergunta: e por que não???



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Brasil e o pleno emprego: Desemprego em outubro é o menor no mês desde 2002

Mesmo com a crise financeira mundial, o Brasil tem números positivos para comemorar, pelo menos por enquanto. Os dados que apontam que estamos presenciando o pleno emprego no Brasil, que é caracterizado quando as taxas de desemprego ficam na casa de 5%, fora divulgado hoje:

A taxa de desemprego de 5,8% no mês de outubro (leia AQUI), registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas, é a menor para o mês desde a reformulação da pesquisa de emprego, em 2002. As seis regiões pesquisadas pelo instituto são Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A taxa de desemprego de 5,8% em outubro também foi menor que a de 6,0% registrada em setembro.

A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores ocupados somou R$ 36,9 bilhões em outubro, um montante estável em relação a setembro. No entanto, houve alta de 0,9% na comparação com outubro de 2010, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo IBGE.

A massa de rendimento real efetivo dos ocupados ficou em R$ 36,7 bilhões em setembro de 2011, estável em relação ao mês anterior, mas 0,7% maior que a registrada em setembro do ano passado. O rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$ 1.612,70 em outubro, sem variação na comparação com setembro e 0,3% menor que o registrado em outubro do ano passado.

TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:
http://mariorangelgeografo.blogspot.com/2011/11/o-brasil-eo-paeno-emprego-desemprego-em.html

domingo, 20 de novembro de 2011

Por que o Fantástico denuncia corrupção no Governo todo domingo

Existem 2 grandes correntes que discursam sobre a formação do Estado brasileiro(por que o Brasil é o que é hoje?). Uma delas começa com Tavares Bastos e termina no sociólogo Fernando Henrique Cardoso, um dos nossos ex-presidentes. Essa corrente defende um Estado mínimo e apregoa que o espírito público se desenvolverá quando o sujeito for deixado por si só, ou seja, quando ele aprender a cuidar de seu interesse privado "se virando"; este sujeito verá mais tarde que, ao cuidar também do interesse público, seu interesse privado estará protegido.

O resumidíssimo parágrafo acima serve pra explicar o que o programa Fantástico, da rede Globo, faz todo domingo à noite. Assistimos a escândalos de corrupção - e saúde é a bola da vez. Problemas também de segurança, educação.

O desavisado telespectador pode acreditar na boa vontade do programa em querer que você vote melhor nas próximas eleições; que você fiscalize o Governo pra que ele cumpra suas obrigações e, enfim, tenhamos um Estado forte.

Nada poderia estar mais equivocado.

Onde está o outro pólo da corrupção? "O Governo é corrupto; foi corrompido!", ok. Quem o corrompeu? Quantas vezes você, caro leitor, assistiu a algum escândalo entre empresas privadas? Quantos donos de empresa são presos? Como funcionam as empresas privadas no Brasil?

A ideia do Fantástico - o qual está a serviço do grande capital - é um Estado mínimo, mostrando ao telespectador as mazelas do Governo e o fantástico mundo de Bob que é a esfera privada.

O Brasil será melhor não quando o Governo cumprir suas obrigações, o povo fiscalizá-lo ou votarmos melhor. Não. Para o Fantástico, o Brasil ideal é o Brasil privado.

O Brasil do Estado mínimo.

Raoni Tenório

TEXTO RETIRADO NESTE ENDEREÇO:http://presoporfora.blogspot.com/2011/10/por-que-o-fantastico-denuncia-corrupcao.html

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Bye, bye, Senhor Mercado



Desde o início de outubro, o Senhor Mercado intensificou as críticas por meio de seus porta-vozes na mídia: tenta desmoralizar o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e a condução da política monetária. Critica o Governo, por governar, e a Presidente Dilma, por orientar as decisões do BC.
João Sicsu


O Banco Central elevou de janeiro a julho por cinco vezes consecutivas a taxa de juros básica da economia, a taxa Selic. Em julho, atingiu 12,5%. Nas duas últimas reuniões houve redução de 0,5% em cada uma delas. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central será no final do mês. O Senhor Mercado está cabisbaixo, mas mantém a sua postura crítica. Suplica internamente: “chega de baixar juros”.

De janeiro a julho as críticas do Senhor Mercado às decisões do Banco Central eram brandas. Pedia mais da “ração de todos os dias”: queria maiores elevações da taxa Selic. Desde o início de outubro, o Senhor Mercado intensificou as críticas: tenta desmoralizar o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e a condução da política monetária. Critica o Governo, por governar, e a Presidente Dilma, por orientar as decisões do Banco Central. 

Mas, quem é esse Senhor Mercado? Quais são seus métodos? Ele tem aliados?

O Senhor Mercado não é o espaço físico onde mercadorias e ativos são negociados. É um espaço abstrato onde se encontram um amplo leque de interesses privados que tem como principal objetivo maximizar a rentabilidade e a segurança de ativos financeiros. 

O Senhor Mercado tem fortes conexões com economistas acadêmicos. Patrocina pesquisas “científicas” (quem viu o filme Inside Job soube como surgiram estudos mostrando a solidez do sistema financeiro da Islândia, que “virou pó” poucos meses após a publicação das pesquisas “científicas e neutras”). O Senhor Mercado tem sólidas ligações com veículos de comunicação. Patrocina tais veículos através de anúncios, publicação de balanços e com outros mecanismos que somente as partes conhecem. 

O Senhor Mercado, sentado sobre trilhões de dólares, com pesquisas “científicas” numa mão e com veículos de comunicação na outra, faz os malabarismos necessários. Cria um mundo imaginário para influir sobre o mundo real, cria um “circo de fantasias”. Para o Senhor Mercado, não importam os meios, importa o fim. Até consultas democráticas, como plebiscitos, podem ser rejeitados se ameaçam seu objetivo maior.

As colunas e matérias de jornais falam, por exemplo, que o Banco Central tomou tal decisão “contrariando as expectativas” do Senhor Mercado. E, por vezes, escrevem: “importantes analistas de mercado têm posição contrária ao governo”. Somente leitores desatentos, e são muitos, levam a sério periódicos que possuem tais conteúdos.

O Senhor Mercado tem uma base de articulação política e de apoio social que é muito fraca no Brasil e no mundo. Contudo, governantes não devem -e não conseguem - ignorar o Senhor Mercado. Afinal, ele tem alguma representação política e muito poder midiático. O Senhor Mercado faz barulho, faz muito barulho e barulho incomoda. São inúmeras colunas, editoriais, comentários nas rádios e TVs e matérias com intrigas intra-governamentais. E tudo é reproduzido e amplificado nos diversos instrumentos da internet. 

O “circo de fantasias” atinge somente um grupo social reduzido da classe média e das elites e, algumas vezes, “respinga bordões” em toda a sociedade, mas com intensidade diferenciada. O barulho que vem do “circo de fantasias” do Senhor Mercado atinge, também, os ouvidos de um segmento muito especial: parte dos próprios governantes e de sua base parlamentar e social de apoio. 

Dependendo do tema, o barulho é maior ou menor. O tema do gasto público de má qualidade, por exemplo, tem penetração mais ampla. O tema da redução da taxa de juros tem audiência reduzida, mas é transformado em tema da esfera política (interferência política no Banco Central) para ampliar sua repercussão na sociedade. Também é transformado em recrudescimento da inflação para aumentar ainda mais a audiência.

O presidente Lula foi um mestre. Desdenhava o Senhor Mercado quando interessava e se comunicava diretamente com amplos setores da sociedade. Na crise de 2008/2009 deu aula. Mas, o mais importante efeito sobre o governo das atitudes do Senhor Mercado é quando seu barulho impressiona o próprio governante tomador de decisão e sua base aliada. 

A nova arte da política de governar, pelo menos no Brasil, não está relacionada com disputas com a oposição. A oposição está perdida, definha e parte dela tenta se credenciar como base fisiológica de apoio. A nova arte da política de governar é a arte de driblar o Senhor Mercado: contra a truculência do zagueiro utilizar a inteligência e a habilidade do atacante. Driblar significa simplesmente governar, governar e governar – e saber absorver com tranqüilidade o barulho que vem da única oposição, o Senhor Mercado.

Ao governo, basta um pouco de ousadia para atacar com inteligência e habilidade. Afinal, o Senhor Mercado está desmoralizado. Sua principal tese, apregoada nos últimos vinte anos, “deu com os burros n’água”: a desregulamentação financeira aumentaria a eficiência dos mercados. 

Contudo, a desregulamentação foi a causa básica da crise financeira internacional de 2007/2009. Outros mandamentos do Senhor Mercado, tais como um rígido regime de metas de inflação (aos moldes do Banco da Nova Zelânida temperado com o humor do BundesBank), o regime de câmbio com flutuação pura (sempre elogiado pelo ex-presidente do Banco Central, H.Meireles), entre tantas outras recomendações, também já mostraram a sua inadequação à realidade.

É hora de driblar o Senhor Mercado com alguma facilidade. Mas, a crise internacional abre a oportunidade de desmoralizá-lo ainda mais. Não é hora de dar ouvidos para um Senhor que perdeu a voz. Portanto, é hora de reduzir ainda mais a taxa de juros, mas isto é pouco para um momento tão favorável. 

É hora de promover mudanças estruturais. A crise internacional enfraquece também o Senhor Mercado brasileiro que, mesmo sem autoridade intelectual e política, continua criticando a Presidente Dilma, suas atitudes, o presidente Tombini e a condução da política monetária. Infelizmente, alguns governantes não perceberam como é favorável o momento e ainda fazem muitas concessões ao Senhor Mercado utilizando a justificativa de que é necessário “administrar expectativas”.

É hora de muito mais, baixar a taxa de juros é pouco. É hora de uma consolidação do modelo macroeconômico: reduzir juros e ampliar os gastos com infraestrutura, saúde, educação e moradia popular; aprofundar a flexibilização do regime de metas de inflação, estabelecer controles permanentes sobre a entrada de capitais; desindexar a remuneração dos títulos públicos da taxa Selic; consolidar a política de ciência e tecnologia em curso; criar instrumentos variados de defesa da indústria; estabelecer regras de remessas de lucros que beneficiem a indústria doméstica. É hora do desenvolvimento! Bye, bye, Senhor Atraso.


(*) Professor-Doutor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Matéria copilada do site: http://www.cartamaior.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O cancêr do ódio...

O cancêr do ódio e um imposto sobre fortunas para financiar a saúde


Já li alguns bons artigos acerca da babaquice desse grupo de urubus e desclassificados que estão infestando a rede com pregações de ódio e desejos de morte à Lula. Entre os argumentos estapafúrdios, um desponta como principal, o de que Lula deveria se tratar num hospital do SUS, onde certamente m0rreria nas filas. Evidente que esse tipo de argumentação tem classe social. É de gente que não quer pagar um centavo de imposto para que o Sistema Único de Saúde melhore e que se indigna contra o “absurrrrrdo do Bolsa Família”.
Essa gente estúpida veio ao borbotões a este blogue neste últimos dias postar frases nojentas contra Lula. Enviei sem dó esses comentários para a lixeira. E faria o mesmo se o alvo fosse FHC ou José Serra. Em outros blogues tão nojentos quanto esse povo, esse argumentos pululam.
A assessoria do ministério da Saúde, me enviou alguns dados sobre o tratamento de oncologia no SUS, que aliás, é quem costuma tratar de todas as doenças de alta complexidade, coisa que essa gente preconceituosa desconhece. Mesmo quando eles pagam caríssimos planos privados, quando a doença é complicada e cara, quem banca o tratamento é o tal do SUS. Da mesma forma que são equipes de emergência do SUS que vão ao socorro deles e dos seus filinhos mimados quando em rachas de automóveis ou embriagados cometem acidentes horrorosos e criminosos.

Mais como qualquer debate não deve ser feito apenas no gogó, seguem alguns dados acerca de tratamentos de cancêr pelo SUS.
Nos últimos 12 anos, os gastos federais com assistência oncológica no país triplicaram, passando de R$ 470,5 milhões (em 1999) para cerca de R$ 1,8 bilhão (em 2010). Em 2011 o investimento ai ser de R$ 2,2 bilhões para o setor. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda.
Em relação a quantidade de frequências de procedimentos oncológicos oferecidos aos pacientes do SUS, isso aumentou em 41% desde que Lula assumiu o governo. Eram 19,7 milhões, em 2003 neste ano a previsão de procedimentos é de 27,8 milhões.
Nas cirurgias oncológicas o aumento foi de 40%, passando de 67 mil (2003) para 94 mil (estimativa 2011). Neste período, o número de procedimentos quimioterápicos dobrou – passou de 1,2 milhão (2003) para 2,4 milhões (2011/estimativa).
Há muitos outros números que serão esmiuçados numa matéria da edição de dezembro da Revista Fórum sobre o SUS. É evidente que ele pode melhorar. Mas se o SUS não está melhor a responsabilidade é da elite brasileira que fez uma campanha mentirosa para acabar com a CPMF de 0,25% para saúde, alegando que isso era danoso para a economia.
Este é o momento certo para dar uma resposta de alto nível a essa gente sem níve que quer a morte de Lula. Em sua homenagem os movimentos sociais e populares deveriam se lançar numa campanha popular pela criação de um imposto para a grandes fortunas com um único objetivo, financiar a sáude. Segundo o presidente da CUT, Arthur Henriques, em recente artigo, cobrando 1,5% de alíquota média anual sobre patrimônios que ultrapassassem 8.000 salários mínimos o país teria 30 bilhões de reais por ano para a saúde. Dinheiro considerado suficiente para darmos um salto de qualidade na área.
Por que não se lançar agora numa campanha para aprovar uma lei com esse caráter agora?
Matéria copilada do site:http://www.revistaforum.com.br

Matéria replicada neste endereço: