domingo, 27 de fevereiro de 2011

FALANDO EM DEMOCRACIA!!!

 É comum aparecer na televisão toda espécie de profissionais, do ramo de jornalismo, se pronunciando sobre a democracia e quanto mais eu escuto esses pseudo jornalistas, menos eu entendo a democracia que eles tanto tentam mostrar como verdadeira.
Me lembro, perfeitamente, da mudança na Constituição Federal Brasileira, quando foi aprovada a lei que permitiu que o então presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso) pudesse sair candidato a reeleição. O que mais se viu foi jornalistas defendendo a tal mudança como uma coisa normal em uma democracia. Claro que existiu as denuncias sobre a compra de Deputados Federais para se aprovar a mudança na Constituição. A denuncia foi publica no dia 13 de maio, na Folha de São Paulo (devidamente abafada pelas Redes de Televisão) , por Deputados Federais do PFL (atual DEMOCRATAS), que falaram ter recebido 200 mil reais pelo feito. E por estranho, que pareça, nenhum jornalista se pronunciou como um ato de Ditadura Branca.
Quando o Presidente era o Lula, muitos petistas, cogitaram mudança na Constituição para que Lula pudesse sair candidato pela terceira vez ( o presidente Lula em nenhum momento defendeu mudança na constituição), foi denuncia por cima de denuncia que Lula queria dar um Golpe e instalar uma Ditadura Branca..  
Quando do Golpe de Honduras, dizem, para não permitir que o então presidente Manuel Zelaya aprovasse mudanças na constituição Hondurenha, a favor da reeleição, teve muito jornalista que defenderam o golpe ,contra a tal Reforma na Constituição Hondurenha, alegando defesa da democracia.
Um dos grandes defensores do Golpe de Honduras e que faz críticas contra o atual governo da Venezuela, tendo como presidente Hugo Chaves, é o ex-ator e Jornalista Arnaldo Jabor. Veja vídeo abaixo:


O estranho é que recentemente a Camara dos Deputados de Honduras aprovou mudanças na constituição permitindo a reeleição do atual presidente e pelo visto as nossas redes de Tvs não se pronunciram nem contra, nem a favor e se fizeram de surdos e mudos (inclusive o pseudo Jornalista Arnaldo Jabor). Vejam no vídeo abaixo:

No primeiro vído o Arnaldo Jabor diz que foi um Golpe Branco em favor da democracia e no segundo vídeo vemos que os mesmo que deram um golpe contra a tenttiva de mudança na Constituição Hondurenha (pelo presidente Manuel Zelaya) agora fizeram uma mudança na Constituição Hondurenha para permitir a reeleição do atual presidente.
Mas, já que o assunto é democracia, vamos assitir uma versão do Historiador Eduardo Galeano, sobre essas explicações de jornalistas, sobre democracia , no vídeo abaixo:

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Salário mínimo em SP é pior que no Norte e Nordeste

Duas notícias divulgadas ontem colocaram lenha na fogueira da discussão do salário mínimo nacional, de R$ 545. O PT de São Paulo apresentou, na Assembléia Legislativa do Estado, emendas ao projeto de lei que reajusta o piso salarial paulista para R$ 600 e a oposição ao governo Dilma Rousseff (PSDB, DEM e PPS) irá ao STF contra o piso nacional.
Feitas bem as contas, porém, a oposição paulista tem mais motivos para reclamar do que a oposição federal. Afinal de contas, o que compra o salário mínimo nacional em Estados do Norte e do Nordeste, por exemplo, é mais do que compra o piso salarial paulista. O preço da cesta básica nas capitais brasileiras calculado recentemente pelo DIEESE explica por que.
Veja, abaixo, o valor da cesta básica em outubro de 2010 em 17 capitais brasileiras.
São Paulo: R$ 253,79
Porto Alegre: R$ 247,21
Curitiba: R$ 231,96
Vitória: R$ 231,26
Florianópolis: R$ 230,85
Rio de Janeiro: R$ 230,13
Goiânia: R$ 229,93
Belo Horizonte: R$ 229,64
Manaus: R$ 229,28
Brasília: R$ 224,24
Belém: R$ 219,57
Salvador: R$ 205,18
Natal: R$ 200,97
Recife: R$ 195,64
Fortaleza: R$ 193,38
João Pessoa: R$ 186,34
Aracaju: R$ 172,40
Como é de amplo entendimento, o preço da cesta básica afeta mais a quem ganha salário mínimo, o que torna o preço dos alimentos determinante do poder de compra de cada piso regional.
Em São Paulo, o mínimo regional de R$ 600 compra 2,36 cestas básicas. O piso nacional compra, por exemplo, 3,16 cestas básicas em Sergipe. Ou seja: 34% a mais. Para equiparar o poder de compra do mínimo paulista ao de Sergipe, seu valor teria que ser de R$ 804.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cadê os nossos parlamentares?

 Este ano fomos mais uma vez acometidos de duas catástrofes, ditas naturais, no eixo dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo e como em todas as catástrofes, que vem ocorrendo ultimamente, a grande imprensa faz o espetáculo em busca da grande audiência, fazendo cobrança aos governos , eles mostram os culpados e tentam nos fazer crer nos que eles dizem. E nessa procura insistente, eles jogam a culpa no Governador, Prefeito, Presidente(a), em Deus, no Povo e até no Diabo se for necessário (clique aqui). Mas, tem uma turma que nunca aparece, nesses noticiários, são os nossos parlamentares de todas as esferas: vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Coloquei até um texto aqui intitulado “Campanha de Ajuda humanitária” (clique aqui) onde se cobrava a ajuda, desses senhores, no qual eles deveriam doar um dos seus salários anuais, para ajudar na campanha.
O estranho nessa história toda é que após uma catástrofe a anterior é imediatamente esquecida e os atingidos ficam igualmente esquecidos!!! E os tais representantes do povo são esquecidos em todas elas!! E a pergunta que sempre me faço: por que a grande mídia nunca cobram dos nossos parlamentares, de todas as esferas, já que são representantes do povo, participação eficaz nesses episódios? Por que esse silêncio por parte da imprensa? Na minha opinião estão utilizando o poder da comunicação par fazer política partidária mostrando a culpa dos que são contra e ocultando os que eles defendem (isso vale para todos os meios de comunicação).
Se formos observar a quantia destinada a ajuda aos tingidos pelas catástrofes e o dinheiro destinado para se fazer as obras preventivas contras esses intempéries da natureza eles são sempre poucos e com a simples conversa que faltam recursos. Vamos fazer a seguinte pergunta: quantos parlamentares existem nesse nosso pais? São mais de cinco mil municípios, cada município tem no mínimo nove vereadores, são vinte e sete Estados e cada um deles tem uma boa quantia Deputados Estaduais (aqui em Sergipe são vinte e quatro) e ainda tem os nossos Deputados Federais e Senadores (que aumentaram seus próprios salários em 62%). Faça as contas, quando daria, se eles doarem apenas um dos seus quinze salários (não se esqueçam das ajudas de custos que eles possuem) anuais para se fazerem as obras de prevenção contras essas catástrofes?
Sempre me faço essa pergunta: onde estão os nosso parlamentares que somem nestas horas? Na minha simples opinião: a imprensa escondeu!!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pseudojornalismo para idiotas autênticos

Na site da revista IstoÉ, a prova de que a grande imprensa se dedica hoje a um filão cadente da opinião pública, mas que ainda tem carne nos ossos para uns sujeitos que se crêem muito espertos explorarem. Um dos editores da revista tratou de escrever uma das peças mais inacreditáveis que já li.

O nome do jornalista é Leonardo Attuch. Para quem não se lembra, há alguns anos entrevistou a ex-secretária do publicitário Marcos Valério, envolvido nos mensalões petista e tucano.
A secretária que esse jornalista entrevistou foi Fernanda Karina Somaggio, de quem conseguiu arrancar algumas acusações contra o PT que jamais foram provadas. Depois de aparecer até no Jornal Nacional, a oportunista pediu 2 milhões de reais à Playboy para posar nua. A revista, obviamente (vide foto acima), recusou a oferta.
Mas, desta vez, em vez de fazer a felicidade de oportunistas, Attuch resolveu fazer seus leitores de idiotas completos com um textinho sem pé nem cabeça em que inverte tudo o que se sabe sobre o processo que redundou na eleição de Dilma Rousseff.
Sob o título “Ciúme precoce”, juntou-se a esse exército de colunistas de grandes meios de comunicação que acham que podem vender à sociedade a idéia ridícula de que Lula estaria triste porque Dilma estaria agradando mais do que o padrinho político.
Algumas passagens do texto serão mais do que suficientes. Irei reproduzindo e comentando cada um desses trechos que selecionei e que, com um pedido de desculpas pela insalubridade intelectual, terei que fazer o paciente leitor encarar.
Attuch — Terá ele [Lula] percebido que o governo Dilma poderá ser melhor do que o seu? Ou que a opinião pública aprecia mais o estilo discreto da presidente do que a verborragia lulista?
De onde Attuch tirou essa informação?, perguntará o leitor. De alguma pesquisa de opinião? Não, não tirou. Não existe qualquer base para sua afirmação de que Dilma esteja agradando mais ou menos do que Lula. Tirou de sua cachola? Tampouco. Tirou, isso sim, das páginas impressas ou virtuais de Globos, Folhas, Vejas e Estadões. Só isso. E apresentou como fato.
Attuch — Com menos de 45 dias de governo, Lula já tenta se apropriar do provável êxito de sua sucessora. E talvez só agora ele tenha percebido que não elegeu um poste, mas alguém com estilo e com idéias próprias.
Sobre Lula tentar se apropriar do que ainda não existe – e que espero que venha a existir, porque votei em Dilma –, não vale nem comentar. Mas sobre ele achar que a candidata que indicara era um poste, aí não tem jeito: há que rir. A mídia passou dois anos dizendo que ela era um poste e que não se elegeria e Lula passou todo esse tempo dizendo o contrário. E agora é ele quem a achava “um poste”.
Attuch — O ciúme precoce [de Lula] é até compreensível. Depois de oito anos usufruindo o fausto poder, não é nada simples se acostumar com o anonimato e com a vida de cidadão comum.
Deixemos a parte mais idiota de lado e concentremo-nos na mais inacreditável: Lula no anonimato? Quando foi que isso aconteceu? Quem acredita em que acontecerá? Como poderia ter mergulhado no anonimato se os Attuchs da imprensa golpista não esquecem dele um só dia mesmo depois que deixou o poder?
Attuch — O fato é que Dilma tem agradado por razões que vão muito além do fato de ter a caneta presidencial. Sua política externa é bem mais equilibrada do que a de Lula, a gestão fiscal é responsável – note-se o corte de R$ 50 bilhões em despesas.
Uau! Em quarenta dias ele já pode fazer decretos sobre a “política externa” de Dilma. Com base em que? Em duas ou três declarações dela sobre o assunto. Nossa, que mudança, não!? E corte de despesas, quando Lula fazia era “rendição ao neoliberalismo”.
Attuch — A reabertura da discussão sobre a compra dos caças para a Aeronáutica, com foco na transferência de tecnologia para a aviação civil, sinaliza uma postura mais pragmática do que ideológica.
Vejam bem: Lula poderia ter tomado a decisão, mas adiou e deixou para Dilma justamente porque achava que o assunto precisaria ser melhor estudado. E a exigência de transferência de tecnologia foi sempre o cerne da questão. Mas o Attuch atocha essa imbecilidade em seu leitorado idiota.

Texto original no Blog da Cidadania (Eduardo Guimarães)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ironicamente Verdadeiras II


Por Antônio Carlos Vieira


          Quando criei esta série Ironicamente Verdadeiras (clique aqui), eu pensava em colocar em ordem cronológica mas, infelizmente durante a criação dos texto me perdi na ordem do tempo. Mesmo fora da ordem do tempo,  dá para se ter uma idéia das ironias da vida. 

Os Portugueses descobriram o Brasil e até hoje se diz que eles não sabiam da existência de nossas terras (é o que dizem os livros de história). Entretanto, no ano de 1494, assinaram o Tratado de Tordesilhas, onde ficou estabelecido que os Portugueses colonizariam as terras que ficassem ao leste do Meridiano de Tordesilhas e os Espanhóis colonizariam as terras a oeste. Não sabiam da existência das terras e assinaram um Tratado dividindo terras que não sabiam de sua existência.

Quando da descoberta do Brasil, os portugueses encontraram aqui milhares de nativos, confundiram esses nativos com os habitantes da Índia e por isso o chamaram de Índios. Até hoje se chamam, erroneamente, os nativos aqui da América de “Indios” e é ensinado nos livros didáticos.

E a primeira missa rezada no Brasil que teve como ouvintes e presentes os nativos!!! Fico me lembrando um sujeito que ficava aqui na esquina de onde trabalho com a bíblia na mão e gritando o nome de Deus. Não fica um filho de Deus escutando o sujeito!!!!

O Estado de Santa Catarina foi colonizado por descendentes de Alemães (clique aqui) que chegaram ao Brasil com direito a um lote de terra para cada família. Essa bondade ocorreu devido a nossa Imperatriz (seu nome em alemão: Caroline Josepha Leopoldine Franziska Ferdinanda von Habsburg-Lothringen) ser Austriaca  e os austriacos fazem parte dos povos germânicos.

E a nossa Proclamação da República!!! Muita gente imagina que foi a implantação da democracia!!! Na realidade foi um golpe militar dos generais do Exército contra o Regime Monárquico. O mais interessante é que alguns dias antes de se proclamar a República o Rei D. Pedro II estava mais preocupados com festas!!

No governo do Ditador Getúlio Vargas foi implantado o Salário Mínimo, turno de trabalho de oito horas e o Décimo Terceiro. No governo do Sindicalista Luiz Inácio da Silva não se sabe nenhum avanço, considerado importante, nas Leis Trabalhistas.

No governo do Sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que falava três idiomas, foi proibido a construção de mais Escolas Técnicas, muitos professores universitários foram demitidos e outros tiveram seus salários congelados durante oito anos. No governo do Sindicalista Luiz Inácio da Silva, que só tem o antigo primário, foram criadas doze universidades, mais de duzentas Escolas Técnicas e foi criado o PROUNI onde mais de 400 mil estudantes , de famílias de baixa renda, tem acesso ao ensino universitário..

Durante as eleições 2010, o que mais se escutava é que a candidata Dilma Russef era uma terrorista (principalmente na internet). Depois de passadas as eleições essas mesmas pessoas, que chamavam a atual presidente de terrorista, pediram a morte dos nordestinos por afogamento e na ocasião da posse da presidente pediram a sua morte ( da atual presidente).

Textos relacionados:

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Que ‘apagão’?

No dia 1º de junho de 2001 tinha início racionamento de energia elétrica para a indústria no Brasil. Três dias depois, teria início, também, o racionamento residencial. Essas medidas do governo Fernando Henrique Cardoso durariam até 1º de março do ano seguinte, perfazendo nada mais, nada menos do que NOVE MESES de economia forçada de energia aos brasileiros.
E de gastos muito, muito maiores com a tarifa da energia.
A manchete principal de primeira página do jornal Folha de São Paulo naquele 1º de junho do penúltimo ano do governo FHC, era asséptica: “Oferta de energia será crítica até 2003, diz BNDES”.  Havia ainda outra manchete, agora com pouco destaque, sobre a questão racionamento: “Começa hoje para as indústrias o racionamento de energia elétrica”.
Detalhe: os colunistas de política da Folha fugiram do assunto apagão” no 1º dia de um racionamento de energia que paralisaria a economia do país, aumentando o desemprego e a inflação devido à redução da atividade de uma indústria que teve que adequar a sua produção à oferta de energia existente, sendo obrigada, inclusive, a demitir empregados por falta de capacidade produtiva. Algumas dessas indústrias quebraram por falta de energia para produzir.
Na página A2 daquele 1º de junho de 2001, destinada às opiniões “da casa”, os editoriais tratavam da economia Argentina – que já caminhava para o desastre –, de atacar Antonio Carlos Magalhães – neo inimigo de FHC – e dos “Horrores do cigarro”, e os colunistas tratavam da política miúda.
Na página A3, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello pedia “Menos leis, mais compostura” (defendendo a própria corporação) e um “paga-pau” qualquer discorria sobre “a extensa obra produzida pelo brilhante sociólogo Fernando Henrique Cardoso”.
Finalmente, na coluna de leitores, os assuntos foram saúde (versão do governo FHC), mais ACM (inimigo de FHC), “TV-arte” (fosse isso o que fosse), Anistia (puxamento de saco do jornal por um leitor), Planejamento (mais bajulação do jornal) e Bienal e Biomassa (e dá-lhe bajulação).
Na edição da mesma Folha de São Paulo de quase uma década depois, no dia seguinte ao blecaute de até quatro horas ocorrido no Nordeste no dia anterior, porém, o tom é de catástrofe iminente. Manchete de primeira página anuncia neste sábado, quase em pânico: “Total de apagões graves no país quase duplica em 2 anos”.
Além de textos críticos ao governo nas páginas A2 e A3, que quase uma década antes não compareceram no dia em que o país mergulhava em uma medida draconiana que tantos sacrifícios iria impor aos brasileiros, na edição deste sábado, 5 de fevereiro de 2011, há OITO matérias no caderno Cotidiano tratando do assunto, todas aumentando o pânico sobre o um problema episódico que ninguém ousa afirmar que irá impor um único sacrifício ao país e à sua economia além dos que causou na hora de sua ocorrência.
Essa situação de estabilidade do sistema elétrico nacional se torna clara em rápida análise do site do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que informa dados bem eloqüentes, como o de que a energia armazenada mensalmente, por exemplo, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil em 2001, foi, em números redondos, de 45.000 MWmes, em média, enquanto que em 2010 foi de 125.000 MWmes.
Produção e demanda de energia no país, portanto, estão equilibrados. O aumento do número de interrupções de energia a que se refere o jornal que se preocupa mais com a situação de fornecimento de energia elétrica hoje do que em 2001 se deve ao aumento exponencial da demanda aliado à característica histórica do Brasil de levar energia de uma região a outra por meio de linhas transmissão, sempre sujeitas a acidentes.
Não falta energia ao país. Nenhum especialista na matéria que possa ser considerado sério e isento dirá que há uma situação preocupante.
Mas é claro que a Folha conseguiu um “especialista” que dissesse o que queria ouvir. Como não poderia deixar de ser, um membro do setor de energia do governo FHC, alguém envolvido no RACIONAMENTO que durou NOVE MESES e que agora vê com “preocupação” o segundo grande BLECAUTE no país após 2001/2002. Dois eventos que duraram, ao todo, nem DEZ HORAS.
Diante dos fatos supracitados e da gritaria da mídia por um problema de interrupção de fornecimento de energia – que, segundo o governo, foi absolutamente episódico e ao qual está sujeito todo o país que tenha a característica do nosso de transmissão de energia de uma região a outra –, cabe perguntar: de que “apagão” estão falando esses caras-de-pau?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os Nossos Heróis do Dia a Dia!!!

Aqui, no Nordeste, é comum as pessoas exaltarem Lampião como herói ou bandido e os argumentos considerados não se repete de um Estado para outro. Muitos falam que ele é um herói por que tinha muita coragem, outros que perseguia os coronéis da região e tem aqueles que o consideram um bandido. O fato é que o grupos de cangaceiros (não só o de Lampião) estavam em guerra constante com os chamados "Homens da volante" e que ambos eram grupos extremamente violentos.


Quando cheguei a escola, também tive conhecimentos de outros heróis estranhos "Os Bandeirantes". São o orgulho de algumas cidades, do Estado de São Paulo, e que também tem um heroísmo que se pode questionar. Os Bandeirantes eram grupos de homens armados (da mesma maneira que o cangaceiros e os Homens da Volante do Nordeste) que saiam a procura de ouro e que tinham como atividade complementar a caça aos nativos (índios) e negros fugitivos. Como encontrar ouro não é uma coisa tão corriqueira, concluem-se que a atividade mais praticada era a caçada aos nativos (índios). Eles caçavam os nativos, escravizavam os mais forte, os mais fracos eram mortos e tinha as suas aldeias incendiadas!!! Eram tão violentos quanto os cangaceiros do Nordeste e as ações praticadas por eles pode ser considerada fatos heróicos questionáveis.

Depois de adulto, passei a conhecer outros tipos de heróis, os atores de novela, isso mesmo , durante muito tempo escutei na Globo os atores de novelas serem chamados de heróis. Quais os atos de heroísmo praticados por eles é que ainda não descobrir!!!!

Mas, recentemente descobri, que surgiram, outros tipos de heróis: os participantes do Big Brother Brasil (BBB). Quando me falaram pensei que era apenas uma brincadeira. Assistir algumas aparições e tendo Pedro Bial a frente, eu escutei perfeitamente: os nossos heróis!!!

Texto relacionado:
A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS BANDEIRANTES

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Imprensa segue a agenda dos EUA


Qualquer cidadão brasileiro que se informe pelos tradicionais meios de    comunicação, principalmente a televisão, tem opinião formada, e contrária, naturalmente, a Hugo Chávez, Mahmoud Ahmadinejad e Fidel Castro. Eles fazem parte do eixo do mal que os Estados Unidos difundiram aos quatro cantos, contando com a docilidade da imprensa que lhe serve de porta-voz.

Evo Morales também está nesse grupo, assim como estava Nestor Kirchner até que sua morte levou uma multidão de argentinos às ruas, mostrando que o povo tinha entendido e apoiado integralmente sua política, que recuperou a Argentina do desastre neoliberal que a levou ao fundo do poço.

Lula seria outro a integrar o grupo dos vilões. Nesse caso, nem foi preciso orientação norte-americana. Os meios brasileiros tentaram destruí-lo durante oito anos, mas não conseguiram. Mantiveram-se num combate sem tréguas a um líder que o povo consagrava e que deixou o governo com o mais alto índice de popularidade da história. Até em sua saída, Lula poderia recorrer ao bordão que criou de que nunca na história desse país um governante foi tão popular apesar de toda a oposição midiática.

Mas quem governa aqui, a gente pode olhar e formar opinião com mais gabarito. Mais difícil é analisar os governantes e regimes estrangeiros com a pobre cobertura internacional da imprensa brasileira. Os mesmos que conhecem e condenam Chávez e Evo jamais ou pouco tinham ouvido falar de Hosni Mubarak, o ditador egípcio há 30 anos no poder com base num regime brutal e corrupto. Alguns poderiam dizer que o Egito fica mais longe que a Venezuela e a Bolívia e por isso não chega muita informação por aqui. Mas o Irã também está muito distante e todo mundo tem o que dizer sobre Ahmadinejad.

O pouco conhecimento sobre a ditadura de Mubarak se deve ao fato de o Egito não estar na pauta de condenações dos Estados Unidos. Ao contrário, é um aliado confiável, que recebe US$ 1,3 bilhão de ajuda militar norte-americana por ano, quantidade só inferior à destinada a Israel. Os Estados Unidos funcionam assim: aos inimigos, a condenação permanente. Aos aliados, olhos fechados. O Irã é brutal porque condena pessoas ao apedrejamento. A Arábia Saudita, que tem formas semelhantes de condenação, não merece uma linha de condenação.

O infeliz nessa história é que a grande imprensa brasileira repete o pensamento do Departamento de Estado. Os noticários estão cheios de matérias sobre Irã, Venezuela e outros “mal vistos” e pouco se sabe do que acontece nos outros cantos do mundo. Quando explode uma revolta como a do Egito, as pessoas têm dificuldade de entender o processo. E a grande imprensa não se esforça muito em informar. Não é dito claramente que Mubarak está há 30 anos no poder com apoio e financiamento dos EUA, pois garante petróleo e gás a Israel e uma certa estabilidade do Estado judeu, além de ser um contraponto aos regimes islâmicos, que causam pânico aos Estados Unidos.

A cobertura é indigente e se perde em atos de vandalismo, como os que atingiram museus do Egito, como se questões colaterais tivessem mais relevância que o fato em si. Estamos testemunhando a história à frente dos nossos olhos. O Egito, assim como a Tunísia, está em convulsão e prestes a originar uma transformação radical em todo o Oriente Médio, e as oportunidades oferecidas aos brasileiros de compreenderem todo o processo é reduzida por uma cobertura sem dimensão histórica e com viés norte-americano.

Na TV Globo, a emissora de maior audiência do país, as informações, inicialmente, eram passadas via correspondentes nos EUA. Ora, a informação que o jornalista tem sobre os acontecimentos lá é a mesma que temos aqui. Ele não tem acesso a fontes primárias e apenas reproduz o que recebe de agências de notícias ou do governo americano. Seria legítimo ouvir o que tem a dizer sobre o que pensa o governo dos EUA e como pretende agir. Mas ter toda a história contada a partir de Washington é o fim da picada.

Entende-se que esse arremedo foi necessário enquanto um correspondente não chegava ao Cairo, mas a prática não foi interrompida mesmo após isso acontecer. A imprensa tradicional ainda tem grande importância no Brasil, embora já não dite mais o comportamento político como no passado. Nessa explosão egípcia, a imprensa como um todo ficou a reboque das redes sociais. Talvez fosse melhor ficar de olho nelas e sua capacidade de fazer história ao invés de reproduzir a cartilha norte-americana e seu discurso alienante.

Mair Pena Neto, Direto da Redação

TEXTO COPIADO DO BLOG: