quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Consumidores mirins e a infância perdida

Por Renata Mielli, no site Mídia Ninja:
É chover no molhado dizer que vivemos em um mundo que está assentado no consumo. Tudo o que fazemos, queiramos ou não, começa ou termina consumindo bens e serviços. Não somos mais pessoas, somos consumidores.

E nesta sociedade do consumo os meios de comunicação de massa (televisão, rádio, jornais, revistas e inclusive a internet) são os grandes vendedores de produtos, serviços e mais: nos vendem um padrão de beleza e comportamento, nos vendem modos de pensar.

Para consumir é preciso de dinheiro, e para ter dinheiro, temos que trabalhar. E o que acontece com as crianças???? Bom, elas deveriam estar na escola. Mas no Brasil praticamente não há escolas públicas em tempo integral, não há uma rede pública de cuidado e as crianças são criadas pela televisão (e agora cada vez mais pela internet).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Escola, religião e Estado laico




Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

A decisão do Supremo Tribunal Federal em rejeitar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, proposta pela Procuradoria Geral da República, traz questões importantes para a sociedade brasileira. A votação apertada, 6 votos a 5, que exigiu “voto de Minerva” da presidente do STF, Cármen Lúcia, é uma prova da divisão sobre o tema: o ensino religioso confessional nas escolas públicas. Confirmando as leis vigentes, os professores poderão dar aulas de religião no ensino fundamental, de acordo com suas crenças.