quarta-feira, 30 de março de 2011

Ironicamente Verdadeiras III



Por Antônio Carlos Vieira


Barack Obama, Prêmio Nobel da Paz e Presidente dos EUA. No seu governo foi aprovado o maior Orçamento Militar da história do país, aprovou o aumento de envio de tropas militares ao Iraque e ao Afeganistão e deu a ordem das tropas americanas iniciarem a invasão da Líbia.

Nos últimos dez anos do Governo da União Soviética, apenas 8% dos seus parlamentares sofreram mudanças. Nos últimos dez anos, o Congresso Americano, teve , apenas, 2% de mudança dos seus parlamentares.

O Conselho de Paz da ONU é constituído por cinco países: Estados Unidos da América, China, Rússia, França e Inglaterra. Essas países são os cinco maiores vendedores de armas do mundo.

As FARC, revolucionários que combatem o governo colombiano (alguns dizem que são traficantes) são equipados com fuzis automáticos exclusivos do exército americano.

A atual presidente do Brasil participou da luta armada contra o Regime Militar (foi chamada de terrorista) e logo no início do seu governo ocorreu as primeiras prisões por motivos políticos depois do Regime militar. Em uma palestra ocorrida da visita de Barak Obama (Presidente dos EUA) ocorreu a revista de quatro Ministros de Estados.

De acordo com os economistas, as classes menos favorecidas (trabalhadores com os menores salários) são os que mais pagam impostos. Em quase todas as cidades do Brasil os melhores serviços públicos se encontram em bairros chamados de classe nobre (os mais ricos).

Para manter o Bolsa Família o Governo Federal desembolsa doze bilhões de reais por ano (a oposição e alguns segmentos da sociedade chamam de coisa pra vagabundo). Quanto se gasta para pagar aposentadorias de filhos de militares e filhos de juízes (recebem aposentadoria vitalícia sem nunca terem contribuído ou mesmo trabalhado um único dia), décimo quarto e décimo quinto salários dos deputados? 

Até 40 anos atrás, metade das terras, do Brasil, pertenciam a União. Dessas terras,  grande parte ficam no litoral (próximo as praias). Hoje essas terras estão ocupados (ou invadidas) com condomínios de luxo, hotéis, pousadas, casas de veraneio, chácaras, etc. A quantidade dessas terras são maiores do que as utilizadas nos últimos dez anos para a Reforma Agrária somadas as que foram ocupadas (ou invadidas) pelo MST.

Textos relacionados:

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mentindo mas, falando somente a verdade!!!

 Desde criança . ouço essa frase mas, só fui entender quando já era adulto e estava na metade do curso universitário e já tinha conseguido um emprego no Banco Estatal local.. Como a inflação era alta, o poder de compra dos salários se perdia rapidamente, era comum também as greves, em vários setores, exigindo reposição das perdas salárias.
Esta foto mostra uma das vigas de sustentação de uma das Torres Gêmeas que segundo o Governo Americano foram derrubadas por terroristas usando aviões!!!!  Você acredita que algumas coisa sendo destroçada fica com essa aparência? Elas foram destroças ou cortadas??? 
Nesta época eu trabalhava no Banco Estatal local e também estávamos em greve por melhores salários e coincidentemente o Governador do Estado tinha viajado para Brasília atrás de recursos. No dia da volta do governador, a maioria dos funcionários envolvidos nas greves, nos diversos setores do Estado, resolveram fazer uma manifestação na chegada do Governador ao aeroporto. No salão de entrada do aeroporto se concentraram os grevistas e os correligionários do governador (termos usado na época para designar os aliados políticos) formando um corredor polonês. Os aliados, de um lado, aplaudiam a chegada do governador e, do outro lado, os grevistas vaiavam e gritavam palavras de ordem. Foram entrevistados Governador, aliados e lideres sindicais pela TV local.
Tudo isso ocorreu ainda no final do Regime militar e as pessoas que criticavam o governo (em qualquer esfera) eram considerados agitadores ou baderneiros. Como não saia na televisão as manifestações contra o governo, que o mesmo nunca era criticado ou contestado, ficava a ideia de aprovação popular.
 Ao chegar em casa narrei o ocorrido a minha mãe (eu trabalhava na capital e morava no interior) e falei para ela que ia passar no Jornal Local das sete horas da noite. Qual a minha surpresa! O apresentador fez a seguinte apresentação da noticia: governador volta de Brasília e é recebido com festa no Aeroporto de Aracaju. Foi ai que minha mãe perguntou, cadê as manifestações contra o governador que você falou? Tá aprendendo a mentir moleque? Não adiantou eu dá explicações, passei por mentiroso e ainda recebi uma bela bronca!!!! Foi então que deste dia em diante sempre passei a duvidar dos noticiários das Rede de Televisão, Rádios e Jornais e ao longo do tempo percebo que esse tipo de procedimento vem aumentando a cada dia nos noticiários.

Para piorar a situação, não se pode chamar o apresentador de mentiroso, ele falou somente a verdade, o Governador foi aplaudido, ele somente omitiu os fatos que não interessava a ele e é claro, para que as pessoas  tirassem conclusões erradas. Isso quer dizer que os que tem mais acesso aos meios de comunicação tem o grande poder de manipular e levar a população a tirar conclusões erradas sobre determinado assunto e direciona-los como massa de manobra.
Nesta última eleição ocorreram fatos semelhante, onde o apresentador mostra somente as coisas boas do então candidato a Presidente José Serra (clique aqui), mas pode-se mentir generalizando dados de uma pesquisa (clique aqui) e tem aqueles noticiarios que são montados para fazer pensar errado ou tira conclusão errada sobre determinado assunto de maneira proposital como foi o caso da Ficha Falsa,  da então candidata a Presidente Dilma Russef ,publicada pelo Jornal Folha de São Paulo (clique aqui) e tem até casos de se darem explicações diferentes sobre o mesmo assunto como foi o caso da Revista Veja em relação as enchentes da Cidade de São Paulo e Rio de Janeiro (clique aqui).

Quando relato oas fatos acima, muitos dos amigos e pessoas que tenho convivência, costumam dizer que estou vendo mentiras e teoria de conspiração em tudo. Foi quando assistir aos vídeos abaixo e percebi que tem muita gente,  até em outros países, vendo conspirações com direito a pesquisa cientifica e tudo mais. Assista o vídeo abaixo (não deixem de assistir) e tirem suas próprias conclusões:


TEXTO RELACIONADO: A Farsa do 11 de Setembro

sábado, 19 de março de 2011

Arruda fala, e detona o DEM – por que a Veja guardou a entrevista por 6 meses?

O ex-governador José Roberto Arruda deu uma entrevista à revista Veja  e denunciou:  todo o partido se beneficiou do esquema montado em Brasília. Arruda afirmou que “tudo sempre foi feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM)”.
O ex-governador ainda classificou de “desleais” alguns colegas de partido: “as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando”.
A revista Veja (que antes do escândalo considerava Arruda um exemplo de estadista) publicou a entrevista essa semana, mas o advogado de Arruda declarou ao jornalista Ricardo Noblat que a entrevista foi concedida em setembro, antes das eleições.
Qual o interesse da Veja em publicar a entrevista apenas nesse momento e não antes das eleições, quando teria maior impacto?
A nova direção do DEM está alinhada com Aécio Neves (PSDB/MG). A entrevista seria um recado de José Serra aos demos que se aproximam do senador mineiro?
Reproduzimos a seguir a entrevista publicada no site da Veja.
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Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro
Segundo o ex-governador, dinheiro da quadrilha que atuava em Brasília alimentou campanhas de ex-colegas como José Agripino Maia e Demóstenes Torres
José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país. Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.
Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista: 
O senhor é corrupto?Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso.
O senhor ajudou políticos do seu ex-partido, o DEM?Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo.
Como o senhor ajudou o partido?Eu era o único governador do DEM. Recebia pedidos de todos os estados. Todos os pedidos eu procurei atender. E atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos.
O que senhor quer dizer com “pequenos favores”?Nomear afilhados políticos, conseguir avião para viagens, pagar programas de TV, receber empresários.
E o financiamento?
Deixo claro: todas as ajudas foram para o partido, com financiamento de campanha ou propaganda de TV. Tudo sempre feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM).
De que modo o senhor conseguia o dinheiro?Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio. Pedia ajuda a esses empresários: “Dizia: ‘Olha, você sabe que eu nunca pedi propina, mas preciso de tal favor para o partido’”. Eles sempre ajudaram. Fiz o que todas as lideranças políticas fazem. Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.
Esse dinheiro era declarado?Isso somente o presidente do partido pode responder. Se era oficialmente ou não, é um problema do DEM. Eu não entrava em minúcias. Não acompanhava os detalhes, não pegava em dinheiro. Encaminhava à liderança que havia feito o pedido.
Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.
O senhor ajudou mais algum deputado?O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador.
Mais algum?Foram muitos, não me lembro de cabeça. Os que eu não ajudei, o Kassab (prefeito de São Paulo, também do DEM) ajudou. É assim que funciona. Esse é o problema da lógica financeira das campanhas, que afeta todos os políticos, sejam honestos ou não.
Por exemplo?Ajudei dois dos políticos mais decentes que conheço. No final de 2009, fui convidado para um jantar na casa do senador Marco Maciel. Estávamos eu, o ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause e o Kassab. Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso 150 mil reais por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger. O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei.
Então o senhor também ajudou políticos de outros partidos?Claro. Por amizade e laços antigos, como no caso do PSDB, partido no qual fui líder do Congresso no governo FHC, e por conveniências regionais, como no caso do PT de Goiás, que me apoiava no entorno de Brasília. No caso do PSDB, a ajuda também foi nacional. Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações. Fazia de coração, com a melhor das intenções.
Leia outros textos de Plenos Poderes

TEXTO ORIUNDO DO BLOG: O EXCREVINHADOR (de Rodrigo Viana)

sexta-feira, 18 de março de 2011

O “Bob Jeff” tucano-pefelê

Alguém sabe explicar qual é a diferença entre as acusações que o ex-deputado Roberto Jefferson fez ao PT em 2005, e que desencadearam o escândalo do mensalão, e as acusações que o ex-governador demo de Brasília, José Roberto Arruda, fez à cúpula do Democratas e a tucanos?

É simples. As acusações de Bob Jeff ganharam as primeiras páginas de todos os jornais e os telejornais lhes deram destaque máximo. A cobertura durou anos, sendo martelada todo dia. Já as denúncias de Arruda, de que o novo presidente do DEM, o anterior e toda a cúpula do partido e aliados tucanos são seus cúmplices, estas estão sendo escondidas.
Folha, Globo e Estadão deram notinhas de pé de página, sem chamada na primeira página, e o Jornal Nacional, que teria tido tempo de repercutir, nada repercutiu. Até agora (tarde de sexta), ao menos. A notícia, porém, foi dada e comentada pelo SBT aqui e aqui
Entre os partidos adversários de demos e tucanos – PT à frente –, tampouco há pedidos de explicação sobre por que a revista Veja não publicou a entrevista de Arruda durante a campanha eleitoral do ano passado e muito menos pedidos de investigação dos que o ex-governador acusou.
Por mais que esta história siga curso diferente da que gerou o escândalo do mensalão devido ao tratamento diferenciado que a mídia dá a políticos amigos e inimigos, o ex-governador cassado e preso de Brasília, José Roberto Arruda, já é a versão tucano-pefelê de Roberto Jefferson.
PS: se nenhum partido pedir que o Ministério Público investigue as denúncias de Arruda e/ou se o próprio MP não pedir por moto próprio, alguém pedirá. Podem ter certeza disso.

domingo, 13 de março de 2011

DISCURSO DO OPORTUNISMO II

Esqueceram que existem vídeos na internet que mostram os que eles escondem.

 Durante o pleito eleitoral do ano passado (2010) ficou claro o discurso feito de acordo com a ocasião feito pelo então candidato a Presidente José Serra (clique aqui). Quando da crise econômica (2008-2009), o mesmo saiu em vários canais de TVs criticando as medidas adotadas no Governo Lula e depois que a crise passou e ficou comprovada que foi apenas uma “marolinha” o mesmo saiu dando discurso que as coisas foram feita do jeito que ele falou (clique aqui).

Agora, quem vem dizendo que o Governo Lula foi uma continuidade do Governo Fernando Henrique (FHC) são os eleitores frustados de José Serra. O problema é que hoje existe a internet e mesmo que a grande imprensa esconda as contradições dos políticos que defende, a própria internet se encarrega de mostrar o discurso de ocasião.
Para quem acredita que o Governo Lula foi uma continuidade do Governo FHC, o vídeo abaixo mostra os jornalistas da Redes de TVs e políticos do PSDB dizendo justamente o contrário, que a responsabilidade dos resultados da economia foi do foi do então Presidente Lula. Assistam e tirem a conclusão:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quem vale mais, um trabalhador ou um bêbado?

Não sei se desabafo, análise, revolta ou simplesmente o editorial, mas
 Raquel Sherazade causou polêmica hoje na TV ao falar sobre o carnaval.

A pergunta acima pode parecer ridícula, só que analisando a realidade atual ela é bem ponderada e consistente. Se você fosse hoje a qualquer hospital seria atendido prontamente por médicos? Teria todos os medicamentos necessários e assistência total? Se você sofresse um acidente agora , você teria a sua disposição ambulância, médico e remédio imediatamente?

Uma vez (faz seis anos) fui ao Précaju (Aracaju-SE) e fiquei observando a estrutura para realização deste evento. Tinha policiais dando segurança em todo corredor da folia, ambulâncias, médicos e acredite, estavam distribuindo camisinhas (campanha contra a Aids) e os postos de saúde de emergência tinham remédios.

Durante os festejos, alguns adolescentes resolveram se unir e espancaram um outro adolescente (todos bêbados, agressores e agredido). O agredido foi atendido de imediato e três dos agressores foram pressos (eram quatros).

Agora, imaginem se um pedreiro, que esteja trabalhando, venha a sofrer um acidente e quebre o braço. Será que ele será atendido imediatamente? Será que ele terá direito a todos os remédios necessários?  Foi quando cheguei a conclusão que, na sociedade atual, um bêbado tem mais valor que um cidadão que está trabalhando.

Na sociedade atual, o cidadão é valorizado pela sua capacidade de consumo e pouco importa que ele consuma comida ou bebida, você será respeitado sempre pelo seu poder de consumir. Não é a toa, que a grande maioria das pessoas tiram o carro para ir comprar pão na padaria, que fica a trezentos ou quatrocentos metros da residência, e depois vão para academia para "malhar" (fazer exercícios físicos), simplesmente pelo motivo de terem um vida sedentária!!!! Fazem isso para mostrarem o poder de consumo (mostrarem que tem um carro) e depois mostrar que podem consumir o serviço da academia (isso atualmente da status!!!) e o pior, é que a grande maioria das pessoas fazem isso inconscientemente!!!

Pensei neste assunto depois que assistir o vídeo abaixo:

sábado, 5 de março de 2011

Silvia Camurça: Dilma, a pobreza e as mulheres

Dilma, a pobreza e as mulheres
Silvia Camurça (*)
A presidenta Dilma tem afirmado como orientação estratégica de seu governo o combate à pobreza e à erradicação da miséria. Muito bom, muito melhor do que se fosse o crescimento do PIB. Mas, longe de ser transparente, esta afirmação ainda guarda enormes ambiguidades, podendo significar toda sorte de medidas: desde o controle do número do nascimento dos pobres, para os que defendem a doutrina malthusiana (e ainda há quem defenda), até a profusão de cursos profissionalizantes, para aqueles que pensam, ingênua ou cinicamente, que a pobreza é causada pela falta de estudo.
A pobreza, como sabemos, não é um câncer, nem um mosquito ou erva daninha, que pode ser extirpado num grande mutirão, reunindo todo o mundo. Não, a pobreza é uma situação, uma condição de vida, imposta para milhões de pessoas pela força das relações de exploração sobre o trabalho, mas também pela política econômica, pela regulamentação tributária, pela política de ocupação das terras, rios, mares e praias, pela concessão de benefícios fiscais, pelos projetos de desenvolvimento, enfim, por muitas variáveis reguladas pelo Estado e gerenciadas pelos governos, e que produzem e reproduzem acumulação das riquezas nas mãos de uns, em detrimento da maioria, e favorecem o capital.
Como é sabido, no capitalismo, o combate à pobreza, exige medidas como controle de capitais, impostos maiores para os mais ricos, taxação de grandes fortunas, de heranças, e sobre lucros. Todas estas são formas, conhecidas, testadas e aprovadas, para retirar um pouco dos que têm mais e re-distribuir para os que não têm nada – na forma de serviços públicos ou de assistência social, transferência de renda, seguro desemprego e outros meios. Mas disso, tenho certeza, Dilma entende. E sabemos, que essas políticas dependem da correlação de força no Congresso, na mídia, e no próprio governo.
Contudo, na perspectiva feminista, esta diretriz do Governo pode conter ainda mais ambiguidades. Foi sobre as mulheres que se fez o controle de natalidade em nome de combate à pobreza, nos anos 1970. Mas esse tempo não acabou. Nos primeiros meses do primeiro Governo Lula, o tema voltou à baila com uma proposta, felizmente derrotada dentro do próprio governo, de associar o Bolsa Família ao uso de método contraceptivo. Saímos em grita muitas de nós, a Articulação de Mulheres Brasileiras uma delas, com o manifesto “A pobreza não nasce da barriga das mulheres”. Não penso que este risco estaria colocado agora. Mas começo de governo é sempre tempo de disputa de rumos para as políticas públicas. E cada ministério terá de interpretar esta diretriz para seu mandato, o que abre margem a muitas propostas.
A pobreza é maior entre as mulheres. Recebemos menos que os homens no mercado de trabalho, somos a maioria em contratos precários de trabalho. E nas muitas ocupações informais, somos as que recebem os menores valores de benefícios previdenciários. Mas, temos certeza, não será apenas com o Bolsa Família que iremos superar esta situação. A mais perfeita tradução para uma estratégia de combate à pobreza entre as mulheres são políticas promotoras da autonomia. Isto quer dizer política de aumento continuado do salário mínimo; investimentos em equipamentos para reduzir o impacto da divisão sexual do trabalho, que sobrecarrega as mulheres; garantias do acesso à terra e a meios de produção, moradia e trabalho, e, acima de tudo, muitas creches, boas e em grande quantidade, nas cidades, no campo e na floresta – um desafio em tempos de cortes no orçamento.
Contudo, no Governo Dilma, o maior desafio para garantir políticas promotoras de autonomia para as mulheres será, sem dúvida, enfrentar os religiosos conservadores. Estes estão à espreita desde o final da campanha eleitoral e rearticulados faz tempo. Estão se apropriando dos fundos públicos por meio da gestão dos orçamentos de serviços de educação e de saúde, por todo o país. São as famigeradas fundações sociais, muitas das quais, sob controle de grupos com orientação religiosa fundamentalista, tentam implementar suas próprias diretrizes na orientação dos serviços. E aí, o foco não terá nada a ver com autonomia das mulheres, mas com a conhecida associação materno-infantil, orientação política que percebe as mulheres apenas na sua condição de mãe, situação que não é de todas e nem durante toda a vida de todas as mulheres.

(*) Silvia Camurça é socióloga, educadora do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia e integra a coordenação nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras

quinta-feira, 3 de março de 2011

PLIM PLIM!! Desculpe a nossa falha!

As vezes assistindo (geralmente não assisto) o Jornal Nacional, da Rede Globo, fico imaginando a firmeza com que os apresentadores informam as notícias para se conseguir audiência. Eles montam um senário com sonoplastia impecável e as vezes se esquecem o essencial que é passar a informação correta. Para isso é necessário a informação sem espetaculo e se pesquisar sobre o assunto apresentado. Mas, ultimamente parede que isso passou a não ter tanta importância, a aparência e o espetáculo da sonoplastia resolve tudo. Mas, além de passarem vexame por tomarem lado político a cada dia ocorre certas situações inusitadas.
Primeiramente vamos ver o vídeo de uma entrevista com o filho de Mauro Carras e vejam o que ocorre, uma jornalista matou o pai do entrevistado (ele continua vivo):
Neste segundo vídeo é impressionante a falta de se observar, pesquisar sobre o assunto a ser apresentado e vejam o que aconteceu com o chamado Casal Vinte do Jornal Nacional: