domingo, 25 de setembro de 2011

Saiu o ranking da carga tributária 2010: Brasil em 31º


Compilei os dados da carga tributária de 183 países relativa a 2010. Muita gente precisa ver isto, principalmente comentaristas econômicos da velha mídia e os políticos da oposição. 

A primeira tabela mostra a carga de impostos com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com dados da organização conservadora The Heritage Foundation. O Brasil ficou no 31º lugar em carga tributária. Existem 30 países com carga tributária maior que a do Brasil. Destes, 27 são países de grande desenvolvimento humano, europeus em geral. 

Aí, confrontada com a realidade, a velha mídia vai dizer: "Ah, mas a população não vê o resultados dos impostos recolhidos". Para este tipo de mentalidade, preparei a segunda tabela, com os países ordenados pela arrecadação per capita. O Brasil está em 52º lugar em arrecadação per capita, recolhendo 5 vezes menos que os países desenvolvidos. 

Querem nível de vida escandinavo com arrecadação de emergente? É a pobreza, estúpido! 

Aí vão dizer: "A situação estaria bem melhor se não fosse a corrupção!". Será? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que a corrupção impacta 2% (dois por cento) de nosso PIB. Na década, o TCU apanhou 7 bilhões de reais por ano em corrupção, mas a sonegação fiscal anual atinge 200 bilhões de reais, segundo pesquisa do Instituto de estudos tributários IBPT. Por que o movimento "Cansei 2.0" não vai às ruas contra a sonegação, que é 28 vezes pior que a corrupção? Espero que se indignem 28 vezes mais... 


Essa neo-UDN!


Baixe a planilha da carga tributária mundial em 2010.


Textos relacionados:
A Falácia da Carga Tributária no Brasil

Texto original no blog: O Homem que Calculava

sábado, 24 de setembro de 2011

Execução só é crime para os “outros”?


Por Brizola Neto, no Tijolaço

Troy Davis
Nas últimas 24 horas, foram excutadas três pessoas, por sentença judicial
Uma no Irã: um jovem de 17 anos condenado por homicídio . Outra na China: um paquistanês condenado por tráfico de drogas.
Ambos os países merecem, por conta destas execuções, condenações internacionais por atentarem contra os direitos humanos.
A terceira pessoa foi executada nos Estados Unidos.
Troy Davis, um homem negro de 42 anos,  foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do policial Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. Sete das nove testemunhas-chave  do julgamento de Davis retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.
As dúvidas fizeram um milhão de americanos, entre eles o ex-presidente Jimmy Carter, e o próprio Papa Bento XVI pedirem a suspensão da execução. Inutilmente: Davis foi executado esta madrugada.
Direitos humanos e valores da civilização, para que se exija seu respeito universal, devem ser, também, universais.
Não podem valer só “contra” os países que destoam do coro ocidental e não valer contra o mais poderoso deles. E ainda mais quando este se arroga o direito de “polícia do mundo” a pretexto de defendê-los.

Texto retirado do blog: O Escrevinhador

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vinte anos nas capas de “Veja”


Selecionamos 123 capas da revista, de 1993 a 2010. Elas formam uma narrativa surpreendente, quase uma história em quadrinhos da história política do período. FHC é o presidente dos sonhos da publicação. Sério, compenetrado e trabalhador, fez uma gestão exemplar e não está para brincadeiras. O ex-metalúrgico, por sua vez, brinca a bola e é um demagogo que merece apenas um chute no traseiro.



Gilberto Maringoni 

O presidente Lula sofreu impeachment em agosto de 2005. Quase ninguém se lembra dele. Era um trapalhão barrigudo, chefe de quadrilha e ignorante.A história seria assim, se o mundo virtual da revista Veja fosse real. Selecionamos 123 capas da revista, de 1993 a 2010. Elas formam uma narrativa surpreendente, quase uma história em quadrinhos da história política do período. FHC é o presidente dos sonhos da publicação. Sério, compenetrado e trabalhador, fez uma gestão exemplar. O ex-metalúrgico, por sua vez, é um demagogo que merece apenas um chute no traseiro.A visão de Veja é a visão da extrema direita brasileira. Tem uma tiragem de um milhão de exemplares e é lida por muita gente. Entre seus apreciadores está, surpreendentemente, o governo brasileiro. Este não se cansa de pagar caríssimas páginas de publicidade para uma publicação que o achincalha com um preconceito de classe raras vezes visto na imprensa.Freud deve explicar. Clique no link abaixo para ver a sequência. Vale a pena.
Por: Carta Maior
Textos relacionados:
Cristina Guimarães: “Se dependesse da Globo, eu estaria morta”

domingo, 18 de setembro de 2011

A cara-de-pau é a alma do negócio

Dicas rápidas para fazer uma propaganda de sucesso (baseadas em exemplos coletados em rádios, TVs, jornais e revistas):


Antes de mais nada, para vender produtos de limpeza, coloque mulheres sorrindo ao fazer a faxina de casa. Atenção: só mulheres.

Depois, utilize crianças simpáticas e animais silvestres saltitantes ao fazer um vídeo institucional para uma empresa de agrotóxico. Crianças e animais fofos são como coringas. Nunca falham. Vide o Globo Repórter: na dúvida, botam sempre um especial sobre os filhotes de girafa da África ou os gorilas anões do Congo. Ibope garantido.
Não tenha medo de parecer ridículo. Se for de uma indústria de cigarro, defenda a liberdade com responsabilidade usando um locutor de voz séria, mas aveludada, no rádio.
Cative seu consumidor. Mostre que aquele SUV não polui tanto porque já vem de fábrica com adesivo “Save the Planet”.
Ignore a realidade. Comercial de biscoito recheado deve mostrar só crianças magrinhas. Já sanduba mega-ultra-hiper gorduroso pede uma modelo que só coma alface – e sem sal.
Dê um nó na legislação. Anunciar que um automóvel chega a 300km/h com um limite de velocidade de 120 km/h no país não é crime. Chegar a 300 km/h é que é.
O que os olhos não vêem, o coração não sente. Coloque um grande desmentido com letrinhas bizarramente miúdas no final do comercial de TV para explicar que se quiser comprar um carro naquelas condições anunciadas só sendo trigêmeo, ter mais de 90 anos e vir à loja em dia bissexto do ano do Rato no horóscopo chinês.
Seja sarcástico. Propaganda de carne pode sim usar vaquinhas e franguinhos felizes anunciando o produto. Mesmo que o produto seja de vaquinhas e franguinhos mortos e moídos.
Dividir para conquistar é a melhor saída. Ter o amor pela esposa posto a prova porque a geladeira não é assim uma “Caríssima”, funciona.
Seja dissimulado. Se for um banco, faça um comercial para fazer crer que, para você, as pessoas são mais importantes que o dinheiro delas.
Diga que você é campeão de sustentabilidade. Ninguém entende mesmo o que significa essa palavra.
E você, qual a sua sugestão?

Textos relacionados:
Serviçais a serviço da publicidade
Brasileiro é tão Bonzinho

TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:
http://blogdosakamoto.uol.com.br/

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Altamiro Borges propõe marcha dos caloteiros


Que tal a marcha dos caloteiros?
A mídia demotucana está animadíssima com as “marchas contra a corrupção”. Não pára de falar nisto. Editoriais da Folha, Estadão e O Globo clamam por novas manifestações de rua contra os “malfeitos” no governo. Exigem que a presidenta Dilma Rousseff intensifique a “faxina” no Palácio do Planalto, que imploda de vez a base governista.
Seus principais articulistas viraram agitadores de massa, como se dizia antigamente. Até Carlos Heitor Cony, que apoiou o golpe de 64 e depois foi perseguido pelos éticos golpistas, resolveu engrossar o coro. A tucaninha Eliane Cantanhêde retornou das férias com toda a carga e até sugere incorporar uma nova bandeira – contra os impostos.
Uma das piores pragas da corrupção
Aproveitando este espírito rebelde da velha mídia, faço outra sugestão. A primeira foi a que ela convocasse marchas contra os escravocratas – contra a Zara e os ruralistas, que gastam fortunas em publicidade. Agora sugiro a marcha, repleta de madames e ricaços, contra os empresários caloteiros – uma das piores pragas da corrupção no Brasil.
Segundo recente relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), entre 2008 e 2010, os órgãos públicos multaram 734 mil empresas, no montante de R$ 24 bilhões, mas apenas R$ 1,1 bilhão, ou 4,67% do total, foi recolhido aos cofres da União. Os ricaços contestam as multas na Justiça e enrolam para pagar suas dívidas. São autênticos caloteiros!
Ruralistas são os campeões
Entre os mais descarados estão os velhos latifundiários, muitos travestidos de modernos barões do agronegócio. Só o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) já aplicou 71 mil multas, no valor de R$ 10,5 bilhões, mas recebeu apenas 0,34%. Eles exploram trabalho escravo, usam jagunços, destroem o meio ambiente e ainda dão calote!
O relatório do TCU, que não ganhou qualquer destaque no Jornal Nacional da ética TV Globo, também inclui bancos, faculdades privadas e operadoras de cartão de crédito, entre outras corporações empresariais. Depois dos ruralistas, os casos mais escandalosos de multas aplicadas e não recolhidas são as das concessionárias de serviços públicos.
Ricos não são presos no Brasil
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aplicou 17,5 mil multas no valor de R$ 5,8 bilhões, mas recebeu apenas 4,28% do total. Já a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) impôs 926 multas, no montante de R$ 900 milhões, dos quais apenas 11,17% foram pagos. Além de oferecer péssimos serviços, elas não pagam o que devem! Na maioria multinacionais, ainda exigem redução de impostos.
Este quadro lamentável confirma que no Brasil só o ladrão de galinhas vai preso. Os empresários multados têm prazo de cinco anos para recorrer ao Judiciário. “Os processos são lentos e a aplicação da multa é passível de recurso, e os casos que vão parar na Justiça podem demorar até 10 anos”, critica o advogado Anderson Albuquerque.
A mídia udenista topa?
O uso interminável de recursos à Justiça para protelar o pagamento das multas contrasta com os prejuízos impostos ao consumidor. No setor elétrico, a falta de manutenção das redes ou de investimentos na manutenção dos velhos equipamentos é uma das principais causas dos apagões em São Paulo e da explosão de bueiros no Rio de Janeiro.
Alguns destes caloteiros até devem ter apoiado as “marchas contra a corrupção” no 7 de setembro, ou levado seus filhinhos em carros importados. Eles detestam a corrupção… dos outros. Odeiam o inchaço do poder público, com seus órgãos de fiscalização que pentelham suas vidas. Exigem menos Estado, menos fiscalização e menos impostos!
Que tal a mídia demotucana, tão empolgada com as recentes marchas, convocar uma contra os caloteiros? Afinal, o rombo nos cofres públicos, segundo o TCU, foi de R$ 23 bilhões. Se topar essa sugestão, a mídia mostrará que não é oportunista, que seu moralismo não é falso. O risco é perder os anúncios das empresas caloteiras. Será que ela topa?
TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO: 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Internet assusta os poderosos


Por Laurindo Lalo Leal

À medida em que um número maior de pessoas vai tendo acesso à internet, fica cada vez mais difícil para os peios tradicionais de comunicação realizar desvios na produção de notícias. Estão sendo levantados os véus de interesses que recobrem o noticiário divulgado por grandes meios de comunicação, não só no Brasil mas em várias outras partes do mundo.
Numa noite de sábado o Jornal Nacional surpreendeu os telespectadores. Depois de um intervalo comercial, os apresentadores titulares do programa (que geralmente não trabalham aos sábados) passaram a ler o princípios editoriais das Organizações Globo. Muita gente ficou intrigada. Porque aquilo naquela hora? Não havia mais nenhuma notícia importante no mundo a ser dada? E porque só agora, depois de 86 anos de existência, a empresa resolveu divulgar na TV suas normas de trabalho?
Milhões de telespectadores em todo o Brasil ficaram sem respostas. Só quem tem acesso à internet soube do que se tratava. A explicação para o inusitado texto lido no Jornal Nacional estava no blogue “O Escrevinhador”, de Rodrigo Vianna. Nele eram reproduzidas informações de um jornalista da Globo sobre como a emissora pretendia cobrir a indicação do embaixador Celso Amorim para o Ministério da Defesa.
Durante os oito anos do governo Lula em que esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores, Amorim sempre foi visto com desagrado pelas Organizações Globo. A empresa não engolia as posições do ministro em defesa da soberania nacional, principalmente quando elas não coincidiam com os interesses dos Estados Unidos.
A volta de Amorim ao primeiro escalão do governo foi uma afronta para a Globo. Segundo o jornalista mencionado no blogue a orientação da empresa era clara: “os pauteiros devem buscar entrevistados para oJornal NacionalJornal da Globo e Bom dia Brasil que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar ‘turbulência’ no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha”.
Pena que só internautas atentos ficaram sabendo disso. Jornais e revistas não repercutiram o assunto e muita gente acabou achando que, finalmente, a Globo havia tomado a iniciativa magnânima de expor à sociedade seus princípios editoriais partindo de vontade própria.
Mas mesmo atingindo um público relativamente muito menor do que o da televisão, a internet prestou um bom serviço à sociedade. Inibiu um pouco a ação nefasta armada contra o novo ministro e mostrou que a poderosa organização não consegue mais fingir que denúncias e criticas não a atingem. A Globo sentiu o golpe e tentou responder recorrendo a princípios por ela violados várias vezes ao longo de sua história.
Esperava-se uma mudança de conduta a partir daquele momento. Não foi o que ocorreu. Na mesma edição a apresentadora do Jornal Nacional disse o seguinte: “está foragida a merendeira que pôs veneno de rato na comida de crianças e professores numa escola pública de Porto Alegre”, mostrando uma foto da moça de 23 anos.
Poderia até ser verdade, mas o Jornal Nacional baseava-se apenas numa versão da policia, negada pela acusada. Seu advogado havia divulgado a palavra dela, através da Rádio Guaíba, oito horas antes do JN ir ao ar. Mas para não perder uma notícia espetacular – envenenamento de crianças – nada disso foi levado em conta. Nem os tais princípios editoriais.
Se não fosse outra vez a internet, fatos como esse não estariam sendo contados aqui em detalhes. Foi o blogue do Mello que registrou a violação dos princípios editorais da Globo, na mesma edição em que eles foram divulgados, acompanhados da gravação do desmentido da merendeira feito através do rádio.
Dessa forma vão sendo levantados os véus de interesses que recobrem o noticiário divulgado por grandes meios de comunicação, não só no Brasil mas em várias outras partes do mundo. Parece ser um caminho sem volta.
À medida em que um número maior de pessoas vai tendo acesso à internet, fica cada vez mais difícil para os meios tradicionais de comunicação realizar desvios desse tipo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Aos mestres sem carinho


Docentes se acorrentam no centro de Belo Horizonte  - MG  - Crédito SindUte
Leio na internet que professores da rede pública estadual mineira se acorrentaram a um monumento em uma praça de Belo Horizonte e ali fazem greve de fome para exigir que o governo do Estado (PSDB) lhes pague o piso nacional determinado por lei federal.
Há não muito tempo, em São Paulo, os mestres foram à rua aos milhares protestar por salários decentes. O governo do Estado (PSDB) atirou sua polícia hidrófoba contra manifestantes que foram espancados sem dó nem piedade, como se fossem criminosos.
O salário que o governo mineiro não quer pagar a esses professores revoltosos é de pouco mais de mil reais – não é brincadeira, o valor é esse mesmo!
Repito aqui, portanto, uma história que já contei, mas que precisa ser contada tanto quanto possível na esperança de que sirva para indicar aos professores um caminho, já que os pais dos alunos da escola pública vivem no mundo da lua.
À época da última paralisação de professores paulistas, uma de minhas filhas hospedava uma amiga francesa, professora universitária que veio ao Brasil em intercâmbio com a USP. Quando a moça soube que haveria manifestação ali perto (minha filha mora perto da avenida Paulista), quis ir ver.
Quanto ao tamanho da manifestação, achou extremamente pequena para um país deste tamanho, apesar de ter reunido dezenas de milhares de docentes. Mas o que mais a espantou foi não ter visto os pais dos alunos e os próprios unidos aos mestres no protesto.
Celine, a jovem docente francesa, comentava que se os professores da rede pública de seu país fossem mal pagos como os do nosso os pais dos alunos quebrariam tudo e paralisariam o país, pois lá quase todo mundo estuda em escola pública, como aqui.
Paulistas, mineiros, enfim, o povo de todas as unidades da federação não se revolta contra os governos estaduais e municipais. A mídia, que no Brasil é toda de direita, não estimula os pais dos alunos a apoiarem os professores porque eles são sindicalizados e a direita odeia sindicatos.
Em vez de os professores saírem sozinhos à rua enquanto a mídia entrevista madames motorizadas e revoltadas com os manifestantes porque pararam o tráfego – obviamente porque têm seus filhos na rede privada de ensino –, deveriam conscientizar os pais dos alunos.
Uma paralisação das redes públicas estaduais e municipais que reunisse professores, alunos e mestres obrigaria esses governos irresponsáveis a investirem de verdade em Educação, porque dinheiro há. Mas é mais fácil contarem com a mídia para demonizar os professores.
A imprensa fica ao lado de governadores corruptos e irresponsáveis como os de São Paulo e Minas Gerais porque compram publicidade oficial ou assinaturas da Veja, do Estadão, da Folha, do Estado de Minas etc. E o futuro do país que se dane.
Não adianta professores se acorrentarem a monumentos e fazerem greve de fome para ganhar pouco mais de mil reais. Têm que começar a preparar paralisação que conte com pais dos alunos. Aí quero ver o Alckmin ou o Anastasia mandarem suas polícias agredi-los.
Se você quer combater a mídia que ajuda a manter a Educação brasileira nesse estado, adira ao ato público que o Movimento dos Sem Mídia fará no Masp, em São Paulo, no próximo sábado, às 14 horas.
*
Veja, abaixo, o vídeo que mostra situação dos docentes mineiros e o transe em que vive uma população que trata sem o menor carinho aqueles que espera que se dediquem aos seus filhos.
TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:

sábado, 10 de setembro de 2011

A volta do palácio Monroe


Esse texto eu consegui no Grupo Itabaiana Grande e estou divulgando por achar impressionante o descaso coma coisa pública e a promiscuidade do envolvimento da Rede Globo com o regime Militar.

dezembro 30, 2010

Vou jogar na Mega Sena da virada. Se eu ganhar, prometo que reconstruirei o Palácio Monroe e o doarei a minha cidade: Niterói. Là funcionará a sede da minha fundação, que construirá bibliotecas em todo o país.

Pode causar estranhamento eu dizer isso, pois o Palácio ficou marcado como uma construção eminentemente carioca. Mas eu vejo além disso. Vejo um marco da arquitetura BRASILEIRA. E se é Brasileiro, pode ser erguido em qualquer lugar.

O palácio, foi originalmente projetado para ser o Pavilhão do Brasil na Exposição Universal de Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904. Meu pai estava me contando a história dessa magnífica construção, história que reflete claramente certas características brasileiras.

Concebido pelo arquiteto e engenheiro militar, Coronel Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, o palácio foi criado a partir de uma estrutura metálica capaz de ser totalmente desmontada. Dessa forma a construção foi erguida como previsto, em Saint Louis.

A edificação tinha 1700 metros quadrados de área construída. Nela, os elementos de suacomposição arquitetônica inscreviam-se na linguagem geral do ecletismo, num estilo híbrido, caracterizado por uma combinação liberal de diversas origens que marcou uma época de transição na arquitetura brasileira.

A imprensa norte-americana não poupou elogios à estrutura, destacando-a pela sua beleza, harmonia de linhas e qualidade do espaço. Na ocasião, o Pavilhão do Brasil foi condecorado com a medalha de ouro no Grande Prêmio Mundial de Arquitetura, o maior certame do gênero, à época.

Desmontado ao final do evento, a estrutura foi transportada para o Brasil, vindo a ser remontada na cidade do Rio de Janeiro em 1906, para sediar a Terceira Conferência Pan-Americana. O Barão do Rio Branco, por sugestão de Joaquim Nabuco, propôs que, ao Palácio de Saint-Louis, como era conhecido, fosse dado o nome de Palácio Monroe, em homenagem ao presidente norte-americano James Monroe, criador do Pan-Americanismo. 

Entre 1914 e 1922, o Palácio Monroe foi sede provisória da Câmara dos Deputados, enquanto o Palácio Tiradentes era construído. Com a inauguração deste, durante as comemorações do primeiro centenário da independência, o Senado Federal passou a utilizar o Monroe como sua sede. 

O edifício era lindíssimo, mas seu fim foi trágico. Em 1974, durante as obras de construção do Metrô do Rio de Janeiro, o traçado dos túneis foi desviado para não afetar as fundações do palácio. Nessa época o Governo Estadual decretou o seu tombamento. 

Uma campanha mobilizada pelo jornal O Globo, com o apoio de arquitetos modernistas como Lúcio Costa pediu a demolição do Palácio Monroe, sob alegações estéticas e de que o prédio “atrapalhava o trânsito“. 

Nessa época não era uma ideia muito salutar ser contra os interesses do poder constituído. Mas mesmo assim, houve quem se revoltasse e defendesse a permanência do palácio: O JORNAL DO BRASIL, IAB e o Clube de Engenheira. 

O então presidente Ernesto Geisel, que também não era favorável ao edifício, sob a alegação de que prejudicava a visão do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, não concedeu o decreto federal de tombamento e, em março de 1976, o monumento foi demolido. Lamentavelmente todo o seu rico acervo foi leiloado “a preço Banana”. Literalmente. 


É ou não é um retrato do Brasil? Constrói-se um troço sensacional para fazer bonito lá fora. Para isso, não se poupa esforços. Logo, gasta-se os tubos em dinheiro público, para fazer algo modular que possa ser construído e desmontado. Uma ideia ótima. E depois, por imbecilidade e miopia governamental, vão demolir a construção – que poderia ter sido desmontada e remontada em outro local, porque ela estava num lugar que “incomodava o progresso”, porque ela “estaria no caminho do túnel do metrô”. 

Isso na verdade é o tipo de crueldade que surge não sei de onde. Provavelmente da cabeça maldosa de algum jornalista que viu na coisa de culpar o metrô (a modernidade) pela morte do palácio (a antiguidade). É esteticamente muito bonito, mas a verdade dos fatos é que o Metrô teve um trabalho do caramba para fazer passar o caminho dos trens ao lado do palácio, de modo a não afetar suas fundações. 

Isso explica uma misteriosa curva que surge logo após a estação Cinelândia. A única intervenção necessária para o metrô foi o desmonte da escadaria de mármore, que exigiu a vinda de uma equipe especializada da Itália. A escada, seria reconstruída logo após a conclusão do tunel. 

Então, a culpa, meus amigos, não é nem nunca foi do metrô. A culpa é do maior inimigo do Brasil, a desgraça do político. 

Quem canetou mandando demolir o palácio foi o presidente Ernesto Geisel. Por que? Pelo mais fútil dos motivos. Veja só:
O General Ernesto Geisel era o quarto presidente militar desde o Golpe de 64. Ele foi empossado pelo Colégio Eleitoral em 1974. Geisel nutria um ferrenho horror pelo filho do Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o genial projetista do Palácio Monroe. A raiva que Geisel sentia dele foi originada quando o filho de Souza Aguiar foi promovido no Exercito em detrimento de Geisel. Por puro ódio e vingança, Geisel aproveitou seu poder de Presidente da Republica e simplesmente autorizou a demolição do Monroe, acabando com o premiado projeto do pai de seu inimigo. É mole mermão? 

Reflete ou não reflete o que é o Brasil? Quando os presidentes usam a caneta como se investidos fossem de um poder divino que os permitisse tudo? Mas Geisel não estava sozinho nessa. Ele teve um apoio importante de outra figura famosa: 

Era Roberto Marinho, o jornalista e chefe das Organizações Globo. Doutor Roberto, como era chamado sempre apoiou os militares desde a época do Golpe. Aproveitando a grande circulação do Jornal O Globo, fez uma enorme campanha a favor da demolição do Monroe aproveitando-se da obra do Metrô. Quase que diariamente O Globo publicava editoriais exigindo o desaparecimento do Palácio. Inteligente, roberto Marinho sabia que falar mal do palácio, era agradar ao presidente.
No ultimo editorial publicado pelo Globo podia-se ler as seguintes palavras:

“Por decisão do Presidente da Republica, o Patrimônio da União já está autorizado a providenciar a demolição do Palácio Monroe. Foi, portanto, vitoriosa a campanha desse jornal que há muito se empenhava no desaparecimento do monstrengo arquitetônico da Cinelândia. (…) O Monroe não tinha qualquer função e sua sobrevivência era condenada por todas as regras de urbanismo e de estética. Em seu lugar o Rio ganhará mais uma praça. Que essa boa noticia, que coincide com o fim das obras de superfície do metrô da Cinelândia seja mais um estimulo à remodelação de toda essa área de presença tão marcante na historia do Rio de Janeiro”.
Outra personalidade que realmente militou pela demolição foi o arquiteto Lúcio Costa. Ele defendia também a demolição do Monroe sob o argumento de dar chance à arquitetura brasileira moderna. Especula-se que Lúcio Costa estava de olho no espaço, que já se cogitava transformar em estacionamento. Lúcio Costa chegou ao cúmulo de passar abaixo-assinados em associações de arquitetos para endossar a demolição do Monroe. Foi mal visto na época por seus colegas que nunca o perdoaram por esse gesto criminoso. 

Do lado oposto à demolição estavam arquitetos, o CREA, o Jornal do Brasil, o Juiz Federal Dr. Evandro Gueiros Leite (que sugeriu que o Monroe sediasse o Tribunal Federal de Recursos, que estava sem sede), o Serviço Nacional do Teatro, a Fundação Estadual dos Museus, a Secretaria Estadual de Educação, e várias outros entidades importantes e principalmente uma significativa parcela do povo carioca. 

Mas nada podiam fazer ante a caneta vingativa da ditadura. 

O resultado prático é que a belíssima construção foi demolida atoa. Meu pai me contou que hoje tem pedaços do Palácio Monroe num monte de fazenda de bacana espalhado por todo o Brasil. 

Veja o que o jornal St Louis Republic disse do palácio:

ST. LOUIS REPUBLIC, 10 abril 1904
O Coronel Aguiar é engenheiro do exército brasileiro e foi quem projetou o edifício do Brasil na Exposição de Chicago, em 1893.
O Coronel Aguiar não se cingiu a regras estabelecidas ao projetar e construir essa pérola no diadema dos edifícios estrangeiros.
Na organização do trabalho influíram diferentes elementos: evolução das próprias idéias, apreciação das linhas gerais da exposição, estudo topográfico do terreno e do grupo de edifícios mais próximos.
A execução representa o que há de mais adiantado na arte de construir e já tem despertado muita atenção; sem dúvida, há de ser um ponto atraente para os visitantes interessados em trabalhos de arquitetura e construção.

Quem vem de Skinder Road para Clayton , vê surgir diante de si alvo e brilhante edifício, rodeado de graciosas colunas Coríntias; encima-o gigantesca abóboda .
O efeito é de fazer estacar, arrancando espontânea admiração; suas formas personificam a graça. Parado na estrada, observando, em vão se procura uma simples falha, um ponto onde a vista sinta a aspereza de uma linha, onde uma curva, uma janela, qualquer decoração enfim, desagrada: procura-se debalde.
Percebe-se a arte em todo ele: na simplicidade de sua grandeza, na simetria das dimensões, nas colunas, nas abóbodas laterais, no simbório, 135 pés acima do terreno. Essa construção representa um poema.
Eu fiquei estupefato quando meu pai me contou. Até tinha alguma noção de que o palácio tinha sido demolido, mas eu nunca poderia imaginar que o palacio havia sido projetado para ser desmontável. E que neguinho seria tão retardado mental para demolir algo que fora inicialmente projetado em blocos numerados, para facilmente ser remontado em outro lugar. 

Aqui está uma bela foto do palácio sendo remontado no centro do Rio.
Depois de aprovada com o aval oficial do Presidente General Ernesto Geisel, a demolição do premiado Palácio começou entre janeiro e março de 1976.

O valioso prédio começou a sucumbir. Mas não sem gravar na História mais uma vez a verdadeira face deste país.

A empresa que foi contratada para demolir o Monroe pagou apenas CR$ 191 Mil (cento e noventa e um mil cruzeiros) com direito de venda de todo o material. O Governo autorizou.

Só com a venda do bronze e ferro do Monroe, esta empresa faturou nada menos que CR$ 9 Milhões. Tudo foi vendido…

Vitrais, lustres de cristal, pinturas valiosas, estatuas de mármore de carrara e bronze, moveis em jacarandá a balaustrada de mármore. Havia uma escada de ferro em caracol que foi vendida pela pechincha de CR$ 5, 00 (cinco cruzeiros), o metro. Sem contar muitas outras peças. Grande parte do piso, com mais de 2000 metros quadrados, foram para o Japão. Tudo por causa do tipo de madeira: a peroba do campo. 

Abaixo, a foto da véspera do início da demolição, no ano em que eu nasci, 1976.
Seis dos dezoito anjos de bronze foram parar na fazenda de Luiz Carlos Branco em Uberaba, além de alguns balcões de mármore e vitrais. Os leões que ficavam na escadaria na entrada do Monroe hoje estão no Instituto Ricardo Brennand em Recife, Pernambuco. 

E esse foi o triste fim do Palácio Monroe.

Então, meus amigos, eu fico aqui pensando como a imbecilidade do governante pode ser tão temível quanto as guerras. Por exemplo, muitas cidades da Europa gastaram décadas reconstruindo edificações de valor histórico que haviam sido destruídas completamente ou parcialmente com as bombas da segunda Guerra Mundial. 

Fica a pergunta retórica de qual a diferença entre uma bomba que cai do céu em meio a uma guerra e um político descabeçado. E desse sentimento, surge a questão: Se tantos países europeus reconstruíram seus patrimônios perdidos, por que não reconstruir o Monroe? 

Quando era Prefeito do Rio, o César Maia propôs reconstruir o palácio. Alguns foram contra, outros foram a favor. 

Eu acho que o César Maia – mentor político daquele elefante branco, a Cidade da Musica, – que não está realmente pronto até hoje, meteu apenas mais um factóide no povo. Um entre dezenas de outros. 

Pessoalmente, eu penso que gastar dinheiro publico nisso talvez não seja uma prioridade realmente. Sobretudo quando pessoas pobres não tem onde morar, não tem comida, escola, hospital e o cacete a quatro que o nosso imposto deveria servir para pagar, mas vai direto para aumentos “aloprados” dos salários dos próprios políticos. 

Penso que o Palácio Monroe, caso fosse realmente cogitada sua ressurreição, deveria ser reerguido pela iniciativa privada. A começar com as organizações Globo, que foram também diretamente culpados pela destruição do primeiro edifício brasileiro premiado internacionalmente. 

O palácio era todo numerado. Me pergunto por que não seria possível criar um movimento para que as pessoas comprassem as pedras do palácio? Imagina, tipo uma vaquinha gigante. A reconstrução poderia ser parecida com aquela ideia do moleque que vendeu um milhão de pixels a um dólar cada. 

Fulano compra uma janela, Beltrano compra uma coluna, o Eike compra a cúpula e assim vamos refazendo o estrago. 

Será que é possível encontrar a planta original do edifício? Imagina o quão gratificante poderia ser olhar para o prédio pronto e pensar: “Eu ajudei a reconstruir este palácio”. E quem sabe a partir deste gesto não surgisse no coração das pessoas um desejo por reconstruir, recuperar e reativar áreas destruídas, abandonadas e empobrecidas da cidade.

http://www.mundogump.com.br/a-volta-do-palacio-monroe/

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Atendimento médico infantil no mundo:


Cuba tem o 8º melhor sistema, EUA o 15º e Brasil, o 35º

Da Redação 

SÃO PAULO – A ONG Save the Children, organização internacional com sede nos EUA que luta pelos direitos das crianças, divulgou nesta semana um novo estudo em que mensura o grau de qualidade dos países no atendimento médico infantil.

De acordo com o ranking produzido pela entidade, entre os 161 países avaliados, Chade e Somália ocupam as duas últimas posições e Suíça e Finlândia, as duas primeiras. Cuba foi a primeira nação latino-americana listada, na 8ª posição, à frente de Alemanha (10ª), França (12ª), Reino Unido (14ª) e Estados Unidos (15ª).

Entre os latino-americanos, o Uruguai ocupa a segunda colocação, na 31ª posição geral, seguido pelo Brasil, na 35ª. O México alcançou apenas o 65º lugar no ranking, e a Argentina, o 77º.

A lista da Save the Children mensura o número de profissionais da área da saúde disponíveis em um país, o alcance de sistema de vacinação pública e o atendimento a gestantes e parturientes. De acordo com os cálculos da organização, a Suíça, no primeiro posto, atingiu índice 0,983, enquanto o Chade, último colocado, não passou de 0,130.

Os países mais mal avaliados não possuem mais do que sete médicos e enfermeiros para cada dez mil habitantes, enquanto a mínimo adequado sugerido pela Organização Mundial de Saúde é de 23 profissionais.

“A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias. Programas de vacinação, medicamentos e cuidados preventivos dão em nada se não houver profissionais capacitados para oferecê-los a quem mais precisa”, disse Mary Beth Powers, uma das coordenadoras da Save the Children, em comunicado divulgado pela organização na última terça-feira (6).

O estudo foi encaminhado para a Assembléia Geral das Nações Unidas. O objetivo é pressionar os líderes mundiais para que assumam novos compromissos dentro da campanha “Toda Mulher, Toda Criança”, lançada pela própria ONU em 2010. O objetivo da ação é reduzir a morte de crianças e mães no mundo, que anualmente atingem 8,1 milhões e 358 mil por ano, respectivamente. 

Fotos: Unicef

TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO

domingo, 4 de setembro de 2011

Comprando a Independência

Por Antônio Carlos Vieira

É muito comum se criticar ao nosso governo referente a nossa dívida (Interna e externa). Mas, será que a grande maioria dos brasileiros sabem como surgiu a Dívida do Estado Brasileiro?

Quando a Família Real Portuguesa veio para o Brasil, fugindo da Invasão Napoleônica, junto foi trazida a Dívida contraída pela Casa Real Portuguesa, que era devedora junto ao Império Inglês.

Para a independência do Estado Brasileiro ser aceita, tivemos que assumir a dívida da Casa Real Portuguesa (é a chamada Herança Maldita), ou seja, compramos a nossa independência por um valor na ordem de 1,3 milhões de Libras Esterlinas, que na época, correspondia a cerca de 30% de nossas exportações.

Embora o Brasil adquirisse (ou comprado) a independência, toda a Estrutura Política, Social e Econômica foram mantidas de maneira igual a época que era colônia. Os escravos continuaram escravos e os senhores de engenhos continuaram senhores de engenho.

O novo império (O Brasil) surgido precisava quitar a dívida assumida e as novas despesas surgidas e para isso teve que tomar mais empréstimos. Durante o Período Imperial Brasileiro foram contraídos 17 empréstimos.

De todo o dinheiro emprestado, 40% foram para pagar dívidas antigas, cobrir comissões de credores e intermediários ( a maioria dos empréstimos foram intermediados pela casa bancária Rothschild & Sons). O restante (60%) vieram para o Brasil em forma de bens – equipamentos militar, provisões, produtos têxteis e ferragens, ou seja, o dinheiro nunca chegou ao Brasil.

Hoje, o Brasil não tem mais a chamada Dívida Externa, parte foi paga e outra foi transformada em Dívida Interna (por sinal gigantesca) clique aqui. E desde aquela época, os empréstimos sempre beneficiou e continuam beneficiando os que controlavam e controlam a máquina do governo, só que a conta é para ser paga por todos que tenham ou não sido beneficiados.

TEXTO RELACIONADO:
Cuba e o imperialismo brasileiro

DADOS BIBLIOGRÁFICOS:
Reinaldo Gonçalves e Valter Pomar, O BRASIL ENDIVIDADO, Editora Fundação Perseu Abramo