quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Brasileiro é tão bonzinho!!! (atualizado)


Novo formato da Bandeira do Brasil
Quando a atriz Kate Lira, com sotaque americano, dizia nos programas humorísticos a frase: brasileiro é tão bonzinho, ela partia do principio que era uma pessoa inocente e o brasileiro um esperto se aproveitando de tal inocência. Mas, será que o brasileiro tem essa esperteza toda? vamos analisar alguns temas e vermos que essa frase humorística não é tão assim faz de conta. 

a) O entretenimento será um setor cada vez mais rentável da economia e produzir filmes e programas de TV não significa apenas promover a cultura brasileira, mas também a possibilidade de ampliar o mercado para nossas emissoras e produtoras independentes em direção a Portugal, Angola e Moçambique. 

No entanto, quando o Congresso aprova um projeto que exige três horas e meia de programação semanal produzida no Brasil no horário nobre das TVs a cabo, o que equivale a meia hora por dia, tem gente que estrila contra o que seria “dirigismo” estatal.

Ou seja, Hollywood nem precisa gastar fazendo lobby no Brasil, que os próprios brasileiros fazem lobby de graça para Hollywood. Esse texto foi retirado no Vi o Mundo de Luiz Carlos Azenha (clique aqui).

b) desde o Governo FHC e passando pelo Governo Lula, estão sendo instalados Laboratórios de Informática nos colégios públicos. O sistema Operacional utilizado, que já vinham nas máquinas, era o Linux Educacional e acompanhando o BR Office mas, não sei porque, todos os cursos que fiz sobre Informática Educacional era e continua sendo utilizado, para ministrar o curso,  o Microsoft Windows e o Pacote Microsoft Office!!! 

Ultimamente algumas máquinas estão vindo com o sistema Operacional Windows e o Pacote Microsoft Office (os computadores dos laboratórios para Educação Especial). Estão deixando de utilizar uma ferramente que é de graça e considerada, pelos técnicos da área de informática, de melhor qualidade. O estranho é que além de pagar pelo produto ao se dá aulas com o Windows e o Pacote Office, os salários, dos professores, são pago pelos Estado (dinheiro dos contribuintes) para se criar um Mercado Consumidor para a Microsoft, já que os alunos tendem comprar o sistema que aprenderam!!!. Para  entender melhor, é só clicar neste endereço:

c) Para quem trabalha na agricultura e precisa tomar um Empréstimo Agrícola, deverá levar um porjeto pornto e na execução do projeto a pessoas terá que utilizar produtos comprados a empresas internacionas , como a Monsanto (americana) e utilizar inseticidas, herbicidas e sementes vendidadas por essas empreas. Isso se o propietários quizer receber o empréstimo junto ao Banco do Brasil.

O Banco do Brasil ajudando a essas empresas a venderem seus produtos e garantido um mercado consumidor totalmente de graça para essas empresas!!!!  Vejam vídeo abaixo:



d) O Brasil irá sediar a próxima copa e estranhmanete nossos campos de futebol, que eram utilizados normalmente nos campeonatos Estaduais e Nacionais, não estão aptos a prática deste esporte e  terão que serem reformados!. Na reforma desses estádios irá se gastar bilhões e quem irá ficar com essa dinheirama toda? Certamente, um pequeno grupo de empreas nacionais e internacionais. Só que nestas reformas, muitos moradores estão perdendo suas casas e muitas pessoas que vivem de vendas de pequenos produtos a porta destes estádios não poderão mais fazê-los! Ou seja, muitas pessoas irão perder suas casas e seu ganha pão para que estrangeiros venha se divertir no Brasil e o governo irá bancar com milhões essa diversão.
 Para entender melhor é só ler o texto neste endereço:
http://carlos-geografia.blogspot.com/2011/08/os-professores-em-greve-e-copa-de-2014.html

e) O Brasil para ficar independente, teve que aceitar a Dívida Externa  Protuguesa (clique aqui) e desde o surgimente como país "soberano" vive de tomar emprestimos e pagar juros desta dívida, até hoje. Durante o governo Lula, a Divida Externa foi incorporada a Dívida Interna. Só que não devemos esquecer que os maiores acionista dos chamados Bancos Nacionais são bancos estrangeiros (alguns deles eram credores da antiga Dívida Externa). Com o reapareceimento da inflação, o Banco Central do Brasil aumentou os juros alegando que para frear o surto inflacionário. O que muita gente não sabe é que os especialista, que dizem que para inflação diminuir, são funcionário dos brancos credores da Dívida Interna, ou seja, os bancos que são os grandes beneficiados pelos juros altos é quem dizem como se deve combater a inflação!!! Para entender melhor, leiam o texto : Quando a raposa toma conta do Galinheiro

TEXTOS RELACIONADOS:
Comprando a Independência
Soltando os negros e libertando os animais
O Povo Brasileiro e suas descendência
José Carlos Ruy: Quando a raposa toma conta do galinheiro

sábado, 13 de agosto de 2011

Os professores em greve e a Copa de 2014

Por Bruno Fernandes*
Caras professoras e caros professores,
Grande parte dos recursos serão
utilizados na Copa do Brasil 2014
Gostaríamos que dispusessem de um pouco de seu tempo para refletir conosco sobre um processo que vem ocorrendo no Brasil e, no nosso entender, lhes diz respeito diretamente, enquanto profissionais, em, pelo menos, dois aspectos. Tal processo liga-se à realização da Copa do Mundo de Futebol, mas não começa e tampouco termina com ela. O caso é que, mesmo que se tenha festejado a escolha do nosso país para sediar um dos mais suntuosos eventos esportivos do mundo, é preciso ver o que ele de fato aponta como legado para nós brasileiros.
Com relação ao primeiro aspecto da Copa que lhes diz respeito, professoras e professores, vocês sabem, melhor do que nós, que a qualidade da educação não começa nem termina dentro da sala de aula. Não é esse um dos motivos para que se reivindique melhores salários aos profissionais da educação pública?
Entendemos que a Copa do Mundo de Futebol vem aprofundar o processo histórico de arrocho salarial do professorado, uma vez que se está gastando bilhões, isso mesmo, BILHÕES, para a construção das infraestruturas exigidas pela FIFA que, além do mais, servem para produzir um modelo de cidade — do qual falaremos mais adiante — pernicioso para a maioria da população.
Quantas moradias, parques, ciclovias, praças, ginásios poliesportivos, teatros, escolas poderiam ser construídos com este dinheiro? Quantas reformas e aparelhamentos de hospitais? Quantas obras de saneamento básico, contenção de encostas e redução e prevenção às enchentes? Pode-se até realizar a Copa, mas ao invés de se gastar inutilmente com ela, poder-se-ia investir em promoção social.
Quem vai dizer que o Mineirão ou o Maracanã, embora pudessem precisar de “ajustes”, não eram excelentes estádios? O caso é que quando se trata de atender aos interesses dos ricos, o dinheiro aparece, mas quando, por exemplo, professores empunham sua justa bandeira de melhores salários, os governantes de plantão alegam que o orçamento está apertado e que o salário pago é bom e é o máximo que se pode oferecer– além de acionarem a polícia para cumprir seu papel fundamental de reprimir as necessárias lutas do povo.
Tudo bem, a Copa pode não ser a responsável pelo arrocho salarial, mas lembremos que estamos falando de um processo que não começa e tampouco termina com ela. Quantos anos serão precisos para pagar estes volumosos gastos em aeroportos, sistemas de transporte, estádios (todos visando às demandas da Copa e não da população) e com isso manter o orçamento apertado de modo a não possibilitar aumentos salariais?
E tem mais: além do estado arcar com enormes gastos (repisemos: todos visando às demandas da Copa e não da população. Lembremos: com dinheiro dos impostos pagos por toda a população, sobretudo os trabalhadores), a FIFA e seus parceiros foram agraciados com a isenção de impostos e a reforma e construção de hotéis receberão “incentivos”. A propósito, o prédio onde funcionava o Ipsemg na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, foi alugado por 35 anos para um amigo do ex-governador mineiro Aécio Neves ao custo mensal de meros 15 mil reais. Pena que não há outra palavra, porque fica difícil chamar de custo quando se considera que são apenas 15 mil reais para explorar comercialmente um prédio daquele tamanho numa das áreas mais valorizadas da capital mineira.
O segundo aspecto, mais amplo, refere-se aos atingidos pelas transformações que as cidades-sede do mundial estão passando. Como principais atingidos, milhares de famílias estão perdendo suas casas para construção de sistemas de transporte para atender às demandas dos turistas do mundial.
Vejam bem: brasileiros estão perdendo suas casas para o divertimento de estrangeiros!
Dentre outros, há também os que trabalhavam no entorno dos estádios vendendo desde camisas de times até bebidas e comidas que não mais poderão exercer sua atividade de subsistência. Vocês podem estar se perguntando: e o que a educação tem a ver com isso?
Ora, quem são aqueles para os quais vocês dão aulas nas escolas públicas? Não são os filhos dos trabalhadores empobrecidos? Embora muitos de vocês possam não ter alunos vivendo este drama, lembremos, mais uma vez, que estamos falando de um processo que não começa e tampouco termina com a Copa do Mundo de Futebol e também não diz respeito apenas às cidades-sede do megaevento.
Por isso, vale corrigir: este megaevento tem servido, na verdade, para aprofundar um modelo de cidade que marca a urbanização em nosso país, isto é, modelo no qual o pobre não tem vez, a não ser, porque não tem outro jeito, para trabalhar — quando ele tem um trabalho, claro.
É um modelo de cidade cujo sentido não é o de atender às necessidades e direitos da população, tais como saúde, esporte, lazer, moradia, educação, e sim auferir lucros para uma parte da população historicamente privilegiada — porque não dizer, é um modelo de cidade produzido pela e para a elite dominante. Sendo assim, se observa que produzem a cidade demarcando espaços destinados exclusivamente aos ricos, com toda infraestrutura e conforto, enquanto os trabalhadores perdem seus lares e, por consequência, trabalho e laços sociais, ao serem mandados para longínquas periferias normalmente sem a menor infraestrutura.
Os alunos estão dando muito trabalho na sala de aula? Mais do que nós, vocês sabem quem são eles e o que passam enquanto filhos de trabalhadores empobrecidos.
Por estas considerações, e por entendermos que educação pública e de qualidade exige salários dignos, manifestamos nosso total apoio à luta das professoras e dos professores em greve para que o governo do estado de Minas Gerais cumpra a lei do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei n° 11.738/08).
Enfim, procuramos aqui apontar dois aspectos que imaginamos estejam relacionados com as condições de trabalho na educação básica pública, dentre elas a condição salarial, mas cremos que a questão vai muito além. Nesse sentido, que tal se vocês vierem conversar conosco sobre a Copa afim de elaborarmos juntos um entendimento sobre este megaevento que dialogue com a realidade concreta dos alunos? Ao final deste texto, consta nosso calendário de reuniões até o final deste ano. Sejam muito bem vindos!
Saudações,
*Bruno Fernandes é professor de Geografia no ensino médio em Minas Gerais

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Império contra-ataca

“O documento resultou de muita reflexão, e sua matéria-prima foi a nossa experiência cotidiana de quase nove décadas. Levou em conta os nossos acertos, para que sejam reiterados, mas também os nossos erros, para que seja possível evitá-los”
O trecho em epígrafe foi extraído da declaração de “princípios editoriais” que o Jornal Nacional levou ao ar em sua edição do último sábado (6 de agosto). Essa iniciativa das Organizações Globo espalhou perplexidade entre amplos setores da sociedade. Contém padrões de conduta jornalística do império da família Marinho nos quais ninguém acredita. Ninguém. Nem os que dizem acreditar.
Muito já foi dito e escrito sobre essa aparentemente surpreendente iniciativa imperial. As pessoas se indignaram. Como pode o grupo empresarial de comunicação que não faz outra coisa além de manipular seu conteúdo jornalístico e enfiar ataques a inimigos políticos em novelas e programas humorísticos, dizer-se isento? É um acinte, dizem, escrevem e vociferam com a indignação dos justos.
Sim, é um acinte. E, como todo acinte, como toda a afronta, é proposital, pois a declaração de princípios da Globo se constitui em legítima bofetada no rosto daqueles que, por ora, foram “derrotados”, já que o Império midiático contra-atacou com a sua “Estrela da Morte” sorridente e colorida, essa esfera de hipocrisia que nos invade as casas dia após dia, noite após noite, há décadas e mais décadas.
O império contra-ataca. Ano passado, pensou-se que fora derrotado, que se chegaria ao início da nova década com uma comunicação democratizada. Para tanto, este blogueiro e milhares de cidadãos pelo país a fora se envolveram em conferências, encontros, palestras infindáveis discutindo a “democratização da comunicação”. Tudo à toa. O Império anulou os rebeldes.
Os projetos de lei para vetar o que é vetado em qualquer nação democrática, a concentração abusiva e antidemocrática da propriedade de meios de comunicação, entre outras propostas absolutamente razoáveis e difundidas em todo mundo, foram enterrados pelo mesmo governo que só conseguiu se eleger à revelia da “isenção” com que a Globo, agora, esbofeteia a sociedade.
Vejamos, então:
De lá para cá, constatou-se o poder de fogo do Império. Autoridades dos três poderes da República se perfilaram nos rega-bofes da corte midiática, com suas mulheres de cabelos de boneca e seus homens gorduchos, empanturrados de dolce far niente. Caem ministros, criam-se crises, manipulam-se políticas públicas e até direitos dos cidadãos.
Reputações são dizimadas, agricultores sem-terra – com suas mulheres, crianças e velhos – são transformados em criminosos e abatidos a tiros, corruptos e corruptores amigos são acobertados, padrões de beleza inatingíveis transtornam mulheres de carne e osso, a cor da pele e as feições da maioria esmagadora dos brasileiros são sonegadas na propaganda…
Foi para o lixo tudo o que se discutiu e se propôs sobre democratização da comunicação nos últimos anos, inclusive na Conferência Nacional de Comunicação da qual este blogueiro participou como delegado por São Paulo. Um evento que, aliás, custou dinheiro público. E do qual as propostas serão solenemente ignoradas.
Será que esqueci alguma coisa?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Veneno Está na Mesa

Documentário da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, realizado pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler.

Assista os vídeos abaixo:
FILME 1 (2011)

FILME II (2014)