domingo, 25 de julho de 2010

RUMO A IDADE MÉDIA

Com o crescimento do comércio, no final da idade Média, os burgueses e comerciantes se viram com um problema que encarecia os produtos então comercializados e portanto dificultava o aumento das vendas, que era os diversos pedágios existentes na época. Toda carga de mercadoria, quando passava de um burgo (Feudo) para outro, tinha que pagar os famosos pedágios. Embora os pedágios já fossem uma prática conhecida, na Idate Antiga, foi na Idade Média que ele ganhou mais destaque e se tornaram mais intenso. Os senhores donos do burgos (ou feudos) e comerciantes se unirão para resolver o problema e dar impulso e crescimento ao comércio. Essa época ficou conhecida como Período do Capitalismo Comercial.

No Brasil, esta prática voltou, a ser utilizada, para tentar resolver o problema das manutenção das nossas estradas. O Estado que mais está se utilizando desta prática é o Estado de São Paulo. O interessante é que criaram os famosos pedágios e os impostos que eram cobrados, para construção e manutenção dessas mesmas estradas, não deixaram de ser cobrados ou mesmo reduzidos.

Par entendermos o problema vamos fazer a seguinte indagação: quem realmente esta pagando os pedágios de São Paulo (como exemplo)? 

Existe os proprietários de carros que são utilizados para passeio e ir ao trabalho:, esses pagam os pedágios duas vezes, uma quando estão trafegando com o seu carro e outra quando consomem qualquer produto que seja transportado por essas estradas. Qualquer pessoa sabe que as transportadores repassam a pagamento dos pedágios para o dono da carga que está sendo transportada e o dono da carga repassa para o consumidor final.

Para os que não possuem carros, estes pagam os pedágios uma única vez que é quando consomem algum produto ou serviço. Isso vale pra os consumidores que vivem dentro e fora de São Paulo. De uma certa maneira, as pessoas que vivem fora do Estado de São Paulo estão ajudando, na manutenção das estradas deste Estado, quando consumem algum produto ou serviço oriundos do mesmo.

Eu fico imaginando, em quantos por cento os produtos ficariam mais caros caso se instalem pedágios por todo o Território Nacional? Será que iremos ter o mesmo problema, no comércio, do Período do ffinal Idade Média? São Paulo já está no caminho, será que o resto do Brasil também irá rumo a Idade Média?
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domingo, 11 de julho de 2010

PROFESSOR, UMA PROFISSÃO!!!

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Quando estava me inscrevendo para fazer o vestibular, fiz para Licenciatura Plena em Geografia, ouvi de vários amigos que não deveria fazer o vestibular para professor e sim para alguma profissão mais importante! Me falavam que esses cursos eram feitos por pessoas que não tinham capacidade para passar no vestibular em uma área concorrida. Então, percebi que a grande maioria das pessoas que faziam o vestibular, para professor, tinham menos preparo que em outros cursos e em termos, de importância, os cursos de licenciatura eram considerados de segunda categoria.
Fui aprovado para o primeiro período e chegando a universidade mais uma surpresa, grande parte das pessoas, que estavam fazendo o curso, eram pessoas com mais ou menos trinta anos de idade. Eram professores da Rede Pública Estadual e Municipal de Ensino que não possuíam o Nível Universitário. Com a posse do Diploma Universitário esses professores mudaram de nível e aumentarem seus salários. Eram pessoas que não se preocupavam com os estudos e inclusive faltavam muito as aulas, a preocupação era única e exclusivamente adquirir o Diploma!
Depois de terminado o curso fiz um concurso público para ocupar uma vaga para professor na Rede Estadual de Ensino. Foi quando descobrir um outro fato interessante, muitas pessoas fazem Curso Universitário para profissões ditas mais importantes (na realidade mais bem remunerada), tais como: Direito, Administração, Engenharia, Economista, etc. E se, por qualquer motivo, não conseguem exercer algumas dessas profissões passavam a exercer o magistério e se dizem professores. Eles alegavam que apostavam em uma profissão considerada mais importante, e se não desse certo, passavam a exercer a profissão de professor! O mais interessante é que, nesta época, essas pessoas nem precisavam prestar Concurso Público para ocupar uma vaga no Serviço Público! Atualmente só é permitido ocupar vagas no Serviço Público  na Educação por intermédio de Concurso Público.
Acredito que é por isso que as autoridades não valorizam a profissão de professor. Esta profissão sempre foi tratada como uma profissão de segunda categoria. Grande parte dessses profissionais se pronunciavam assim: “eu faço o curso para economista, advogado, engenheiro, etc, e se não der certo eu vou ser professor!”.
Uma grande prova do que estou argumentando é este vídeo, postado abaixo, onde o candidato a presidente José Serra, que diz ser economista e engenheiro, dá uma de professor.
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