terça-feira, 23 de julho de 2019

A CARTA II (CONTINUAÇÃO)


Quando da época que eu era solicitado para escrever as famosas cartas, não existia tantas pessoas que sabiam ler e escrever, mas hoje o número de pessoas, sabendo ler escrever, aumentou bastante e é pequeno o número de pessoas Analfabetas Totais.

É muito menor o número de Analfabetos Totais (lembrar que existem os chamados Analfabetos Funcionais), mas em decorrência do grande número de pessoas que sabem ler e escrever, aumentou o grande número de corretores ortográficos. É fácil encontrar as pessoas que eu chamo de Corretores Ortográficos, que basta ver alguma coisa, que eles consideram errado nas regras gramaticais, já saem em voz alta e se vangloriando de tal feito. Essas pessoas quando indagadas por que a palavra está escrita errada, não sabem explicar porque a palavra está escrita errada, mas sabem que está escrita errada, ou seja, decoram as regras como se fossem robotizadas e ficam mais parecendo os corretores ortográficos digitais embutidos nos programas de edição de textos.
Qualquer pessoa que saiba fazer uma pequena análise de algumas Regras Gramaticais, que a cada dia estão sendo modificadas, percebem que essas mudança que dizem para facilitar a leitura e escrita do idioma, nem sempre cumprem essas função. Vou comentar apenas dois exemplos:

Uma das novas regras das SIGLAS é que para siglas com mais de três letras, apenas a primeira deverá ficar maiúsculas e o restante minúsculas. Como eu sempre escrevo todas as letras da siglas maiúsculas, sempre recebo alerta que estou escrevendo errado. Quando pergunto por que escrever siglas com todas letras maiúsculas é errado e somente escrever com a primeira letra é considerado certo, tenho como resposta: por que a nova regra diz que só deverá ser escrita maiúscula somente a primeira letra!!! Quando questiono por que não considerar as duas formas certas, já que as duas formas não muda o sentido de se escrever a sigla e não interfere no entendimento do uso por ambas as partes, e devido a grande pessoas serem apenas teleguiadas, as pessoas responde que o correto é respeitar as regras, ou seja, decorou que deve respeitar as regras, mas não sabe explicar se usar as duas tem algum problema de entendimento na escrita e na comunicação escrita.

Atualmente se convencionou que a palavra IDEIA não precisa usar acento e eu coloco o acento por que não vejo diferença (e por que questão de hábito de sempre escrever com acento) na pronuncia,  nem vejo interferência no entendimento da passagem da mensagem, mas sempre aparecem os corretores ortográficos humanos dizendo que está errado e quando questiono recebo a mesma afirmação descrita no parágrafo anterior!!!

Lendo os textos e livros onde se podem encontrar explicações sobre essas novas regras ortográficas, a explicação é que essas mudanças foram feitas para facilitarem as pessoas escreverem o português sem muitas dificuldades. Se isso é verdade, eu até hoje não entendi porque se criou uma regra eliminando outra quando as duas sendo usadas fariam o mesmo efeito e sem transmitirem o sentido errado. Se é para facilitar, as pessoas utilizando duas opções de se escrever a palavra de maneira correta é melhor que ter de decorar somente uma, mas estranhamente a pessoas tem de saber que uma é correta e outra não se deve usar mais, por que os criadores das regras considerarem erradas! Na minha opinião as duas opções deveriam serem consideradas corretas, já que dizem que é para facilitar as pessoas escreverem errando menos.

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2 comentários:

  1. É verdade! Pelo que aprendi nos anos 60, a palavra IDÉIA (Era acentuada em virtude da regra,"TODA PALAVRA PAROXÍTONA TERMINADA EM DITONGO CRESCENTE DEVERIA SER ACENTUADA!" Se é possível não acentuar esta palavra.
    Pergunto, para que servem as regras gramaticais???

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    1. O mais interessante é que se poderia ficar usando a regra antiga e a nova regra e as duas poderiam conviver harmonicamente e facilitaria a vida de quem escreve já que teria duas opções de respeitar as regras gramaticais.

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