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segunda-feira, 2 de março de 2020

Nada se compara ao parasita brasileiro. Artigo de Ladislau Dowbor

"A economia está parada. Há 50 milhões de desempregados e precários. A fome voltou e os sem-teto estiram-se nas calçadas. Duzentos homens engordam suas imensas fortunas, sem nada produzir. Coincidência? Como nos livraremos deles?", indaga Ladislau Dowbor, economista, doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia e professor da PUC-SP e da Umesp, em artigo publicado por Outras Palavras, 27-02-2020.

Eis o artigo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O Capitalismo, as facilidades e a dependência I

A facilidade se tornou difícil


Na década de 60, do século XX, a grande maioria da população brasileira ainda residia na Zona Rural. Nesta época, quase tudo que uma família precisava era produzido nas próprias fazenda onde residiam. Muitos residentes da Zona Rural chegavam a passar mais de seis meses sem irem visitar a cidades !


A alimentação era produzida na fazenda e era muito comum encontrar pessoas trabalhando fazendo fios de algodão para fabrico de tecidos, ou seja, até mesmo a grande maioria das vestimentas eram produzidas na própria Zona rural.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Onde a escravidão persiste

por Deutsche Welle — publicado 13/05/2018 08h39
Lei Áurea chega aos 130 anos, mas existe pouco a celebrar no último país das Américas a abandonar a prática
Jantar na casa grande segundo Jean-Batiste Debret
Por José Antônio Lima
A Lei Áurea, que promoveu a abolição da escravidão no Brasil, chega aos 130 anos neste domingo (13/05). Mas há pouco a comemorar no último país das Américas a abandonar a prática. Além de continuar a verificar uma enorme desigualdade entre negros e brancos, recentemente o Brasil, que se notabilizou como exemplo do combate às formas modernas de escravidão, viu seu governo tentar retroceder uma luta civilizatória de mais de 20 anos.

Brasil da carochinha

por Mino Carta — publicado 14/05/2018 00h10, última modificação 11/05/2018 12h45
Os ricos não se enxergam, os pobres não enxergam e o País, patético e demente, desmorona
Como Bottom, ele também acordou do sonho
Lévy-Strauss, que em São Paulo lecionou na Universidade recém-fundada e sobre o Brasil escreveu seu magistral Tristes Trópicosem 1954, dizia dos senhores paulistanos: “Eles se acham muito civilizados e não sabem como são típicos”.
Referia-se a um grupelho de cavalheiros enchapelados que enxergavam em Paris o umbigo do mundo. Valeria também dizer, então e sempre: são da Idade Média e se acham modernos, embora, hoje, em lugar de Paris, prefiram Miami e adjacências. O Brasil vive a ficção que a minoria cria em seu proveito, enquanto a maioria não sai do limbo.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Angela Davis e a abolição que não houve

por Pedro Alexandre Sanches — publicado 08/04/2018 00h30, última modificação 06/04/2018 18h53

A filósofa norte-americana ficou 47 anos inédita no Brasil por afirmar que a escravidão nunca acabou de fato

Angela Davis, a escritora pop foi censurada no Brasil
Muito antes que os Estados Unidos da América começassem a sonhar em construir um muro que os separasse da América Latina, um muro de concreto armado nos separou da estadunidense Angela Davis. Embora propenso a consumir acriticamente tudo que a indústria cultural de lá produz, o Brasil demorou 47 anos para traduzir e publicar qualquer um dos livros da filósofa, professora de estudos feministas, militante antirracista e ativista pelos direitos civis, hoje com 74 anos de idade e em plena produtividade intelectual.

O dique rompeu-se em 2016, quando a editora Boitempo transpôs para o português Mulheres, Raça e Classe, editado na terra natal em 1981. Em 2017, veio Mulheres, Cultura e Política (1990), um compilado do pensamento oitentista de Angela. O novo A Liberdade É uma Luta Constante, de 2015, chega agora pela mesma Boitempo e marca o momento mais importante da descoberta brasileira de uma mulher que foi militante do partido Panteras Negras (fundado em 1966), presa política estadunidense (entre 1971 e 1972) e duas vezes candidata a vice-presidenta da República pelo Partido Comunista deles (em 1980 e 1984).

terça-feira, 13 de março de 2018

Os 42 ricaços do Brasil. Todos golpistas!



Por Altamiro Borges

A revista Forbes, dedicada à cloaca empresarial do planeta, divulgou na última terça-feira (6) a lista dos maiores bilionários do Brasil. O ranking é um autêntico escárnio. Enquanto milhões de brasileiros são lançados na miséria pelas políticas antipovo do vampirão Michel Temer – com sua terceirização selvagem, "deforma" trabalhista, congelamento por 20 anos dos investimentos na saúde e educação, entre outras maldades –, 42 bilionários ostentam fortunas inimagináveis. Não é para menos que a maioria deles, de forma direta ou indireta, esteve envolvida no golpe dos corruptos. São banqueiros, barões do agronegócios, industriais e donos da mídia. Os ricaços querem manter e ampliar suas riquezas. E danem-se os brasileiros. Confira a lista: 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Nas eleições, o Brasil estará entre um futuro e a mesmice

por Aldo Fornazieri — publicado 11/01/2018 00h26, última modificação 10/01/2018 11h41

Resta saber se neste ano seremos capazes de romper com o círculo que aprisiona o País na mediocridade


A leitura dos intérpretes do Brasil, particularmente de Raymundo Faoro, nos permite concluir que a história brasileira anda em círculo e, a rigor, permanece sempre no mesmo lugar. Não há uma espiral capaz de projetar o País para o futuro. De décadas em décadas ocorrem pequenas rupturas na linha desse círculo, mas logo são recompostas, seja pela via do recurso às armas, seja de arranjos conciliadores ou de golpes parlamentares-judiciais, como foi o último caso.

O caráter circular da história brasileira é impositivo, determinado pela vontade das elites, cujos grupos hegemônicos podem variar, mas mantêm sempre o mesmo objetivo: aprisionar o Estado e usá-lo como instrumento de acumulação de capital, numa relação de extorsão contra a sociedade e contra os trabalhadores, lançando mão de vários mecanismos para alcançar as metas.

sábado, 30 de dezembro de 2017

É A VELHA LUTA DE CLASSES, SENHORES.É O BRASIL SENDO O BRASIL DA SENZALA E DA CASA GRANDE.


(JB) - O Datafolha acaba de divulgar análise estatística multivariada sobre a base de dados da última pesquisa nacional de intenção de voto, com o objetivo de identificar nichos da população brasileira em que são observadas altas concentrações de eleitores dos dois principais candidatos à Presidência da República até o momento. 

Nenhuma grande surpresa.

Entre garotos brancos escolarizados de até 24 anos – com uma compreensível ignorância que advêm também da idade e uma enorme penetração nas redes sociais - Bolsonaro é majoritário.

domingo, 2 de julho de 2017

É NECESSÁRIA NOVA ABOLIÇÃO

Por Francisco Carlos Teixeira

Já não se trata de ser PT ou tucano, de centro, de direita ou de esquerda, muito menos do humor, ou da ofensa, de dizer esse ou aquele “coxinha” versus “mortadela”!

Trata-se, isso sim, da honra da República e da dignidade maior do cargo, da simbologia e dos ritos que envolvem a Presidência da República de um país como o Brasil. Trata-se do orgulho da gente brasileira. Somos um país de 204 milhões de pessoas que, na sua maciça maioria, trabalha duro – excluindo não mais de 100 mil, isso mesmo, parasitas!, esses cem mil que vivem para explorar os outros 203.900.000 brasileiros, dos quais a maioria com duas jornadas para poder pagar suas contas, trabalhando quatro meses por ano só para pagar impostos, que ao final são roubados.

sábado, 3 de junho de 2017

Dieese analisa impacto de ataque a direitos trabalhistas

Dieese avisa que medidas afetam drasticamente para pior as condições de vida e aprofundam a heterogeneidade, rotatividade e desigualdades já existentes

spbancarios.com.br


Brasília - O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou nota técnica sobre os impactos da reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer sobre a classe trabalhadora do Brasil. Nela, afirma que “a lei do contrato temporário e da terceirização, ao contrário do que deveria, não garante a segurança jurídica tão almejada pelas empresas e poderá levar ao aumento de conflitos e à judicialização dessas formas de contratação, trazendo para os trabalhadores maior insegurança, instabilidade e precarização das condições de trabalho”.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

MIX DA IGNORÂNCIA


Estamos vivendo um momento onde o governo ameaça retirar todos direitos trabalhistas, direitos previdenciários e tornar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) uma coisa sem utilidade. Como era de se esperar, os que tem consciência que estão perdendo direitos estão reagindo e uma das maneiras é a paralisação. Mas essas manifestações tiveram reações contrarias até mesmo de muitos que estão sendo atingidos por esses direitos e as argumentações são as mais esquisitas possíveis.

Perda da Contribuição Sindical

sábado, 25 de março de 2017

Previdência: o rei está ficando nu

As pessoas começam a perceber que a previdência está equilibrada em termos financeiros. Caso insista na aprovação da maldade, o rei corre risco de ficar nu

Paulo Kliass *


A dinâmica do movimento político é mesmo surpreendente. Já dizia o falecido político mineiro Magalhães Pinto que a política é como as nuvens no céu: você olha em um determinado momento, está de um jeito. Passados alguns minutos, você vai conferir a configuração acima da tua cabeça e está tudo mudado. Se já é difícil entender o fenômeno em si, a tarefa torna-se ainda muito mais complexa ainda quando se tenta fazer algum tipo de previsão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Luta de classes na 'reforma' da Previdência



Por Osvaldo Bertolino, no site da Fundação Maurício Grabois:

Na década passada, a primeira leva de trabalhadores nascidos após a Segunda Guerra Mundial (conhecidos como a geração do baby boom) chegou à idade de se aposentar, um fato que trouxe considerável pressão sobre os orçamentos da seguridade social. Com o fraco crescimento das finanças públicas, decorrente de uma pequena expansão do Produto Interno Bruto (PIB) na maioria dos países, desde então a ofensiva neoliberal contra a previdência pública começou a fazer com que em muitos países estourassem grandes manifestações de trabalhadores. O dilema decorre de uma pergunta que a humanidade precisa responder: envelhecer é uma coisa boa ou ruim? Em sua essência, trata-se evidentemente de uma coisa boa. Afinal, a maioria das pessoas prefere viver mais a viver menos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

“Delação premiada” na Conjuração Baiana de 1798

27 OUTUBRO 2016



Por Emiliano José e Patrícia Valim

A Conjuração Baiana de 1798, um dos episódios mais importantes de nossa história, pode iluminar o presente, como sempre o passado faz. O setor dominante local, que participou da primeira fase do movimento, diante da descoberta da revolta, soube dar um duplo twist carpado nos setores médio e baixo daquela sociedade e, para não ser incriminado por crime de sedição, passou a colaborar com as investigações: formularam as principais denúncias, ajudaram a premiar os delatores e entregaram seus escravos à Justiça.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O servidor público, entre a vida e a greve

por Justificando — publicado 28/10/2016 09h40, última modificação 28/10/2016 09h41


Na prática, o Supremo cassou o direito de paralisação dos servidores, deixando o País mais longe do projeto erguido em 1988

Carmen Lúcia, a nova presidente do STF: Supremo decidiu contra os servidores

Por Eloísa Machado de Almeida 

O Supremo Tribunal Federal, por maioria, decidiu que servidor público deve escolher entre a vida e a greve. Isso mesmo. Apesar de ser um direito constitucional de primeira grandeza, daqueles que faziam a Constituição brasileira ser reconhecida e festejada mundo afora, a greve deixou de existir.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Massacre do Carandiru e a "legítima defesa"

Por Leonardo Sakamoto, em seublog:

O Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram executados por forças policiais que invadiram o Pavilhão 9 da então Casa de Detenção de São Paulo, completa, no próximo dia 2 de outubro, 24 anos. Durante os julgamentos, eu havia escrito aqui que a Justiça estava sendo – mesmo que parcialmente e temporariamente – feita.Mas, nesta terça (27), a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo anulou os julgamentos que condenaram 74 policiais militares pelo massacre.

Ou seja, voltamos à situação ''normal'' de impunidade policial. Ufa! Eu estava estranhando. Afinal de contas, estamos no Brasil.

sábado, 17 de setembro de 2016

O BRASIL E O PERIGOSO JOGO DA HISTÓRIA.


RBA - (Versão estendida, sem redução para versão impressa) - Embora muita gente não o veja assim, o afastamento definitivo de Dilma Roussef da Presidência da República, em votação do Senado, por 61 a 20 votos, no final de agosto, é apenas mais uma etapa de um processo e de um embate muito mais sofisticado e complexo, em que está em jogo o controle do país nos próximos anos. 

Desde que chegou ao poder, em 2003, o PT conseguiu a extraordinária proeza de fazer tudo errado, fazendo, ao mesmo tempo, paradoxalmente, quase tudo certo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Os golpes de Estado de ontem e de hoje

Estabelecer sistemas fundados na economia de mercado, potencializar a doutrina neoliberal e não perder o trem da globalização passaram a ser o novo dogma.

Marcos Roitman Rosenmann - La Jornada, México

Podemos dizer, com certeza, que o ciclo de golpes de Estado na América Latina não foi encerrado. Com o fim da Guerra Fria, surgiu uma ilusão política que tentou impor a ideia de começo de uma nova etapa. No horizonte, se contemplava um futuro de paz, estabilidade política e crescimento econômico. O comunismo havia caído em desgraça e o dispositivo para combatê-lo, que eram os golpes de Estado, perdiam legitimidade.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Desemprego e crise social

A redução do desemprego depende da retomada da atividade mais geral da economia. E políticas públicas como o auxílio desemprego devem ser fortalecidos.

Paulo Kliass *

O IBGE acaba de divulgar as informações mais recentes a respeito do desemprego em nosso País. No dia 30 de agosto a fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento tornou público o resultado da Pesquisa PNAD Contínua com dados do último trimestre. 

A taxa oficial medida pelo IBGE para o período maio/junho/julho registra uma taxa de desocupação média nacional de 11,6%. Trata-se do mais elevado índice desde que uma nova metodologia foi incorporada no levantamento dos dados, em substituição à anterior Pesquisa Mensal do Emprego (PME). Esse número frio ganha mais significado quando se sabe que ele corresponde a um contingente de 11,8 milhões de pessoas que não estão com nenhuma fonte de remuneração associada a trabalho. Caso multipliquemos o número pelos dependentes familiares, teremos a noção mais aproximada do drama social em que o Brasil está mergulhando a cada dia que passa.

sábado, 6 de agosto de 2016

A LAVA-JATO E O VICE-ALMIRANTE.


Em uma sentença que chama a atenção pela severidade e a ausência de proporcionalidade, o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi condenado, ontem, por um juiz do Rio de Janeiro - com uma decisão que atingiu também a sua filha - a 43 anos de prisão por crimes supostamente cometidos durante as obras da usina nuclear de Angra 3.

O vice-almirante Othon é um dos maiores cientistas brasileiros, um dos principais responsáveis pelo programa de enriquecimento de urânio da Marinha, que levou o Brasil, há 15 dias, a fazer a sua primeira venda desse elemento químico - usado como combustível para reatores nucleares - para o exterior, para uma empresa pertencente ao governo argentino.
Em qualquer nação do mundo, principalmente nos EUA - país que, justamente por ser brasileiro, e não norte-americano, o teria espionado,