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sexta-feira, 6 de março de 2020

Uma inovação brasileira: o fascismo servil

por Rogério de Campos
17 de dezembro de 2018

Fanáticos do neoliberalismo junto com fanáticos religiosos, os mais cínicos oportunistas ao lado de criacionistas, impacientes partidários da modernização tecnológica alinhados com terraplanistas… a lista se prolonga em um patético pandemônio de contradições no qual uma rara constante é o entusiasmado nacionalismo, que só confunde o olhar externo porque, no caso, a “pátria amada” são os Estados Unidos da América



Em 2002, os primeiros ministros Tony Blair e José María Aznar levaram à cúpula da União Europeia a proposta de punir com sanções econômicas os países de origem de imigrantes indesejáveis. A proposta causou escândalo porque explicitava o desejo de que governos dos países da África, por exemplo, transformassem-se em “carcereiros dos seus cidadãos”[1]. O novo modelo de Estado para o Terceiro Mundo, na proposta de Blair e Aznar, seria um que, além de cumprir a tradicional tarefa de garantir o fornecimento de matéria prima para o Primeiro Mundo a baixo custo, passaria a vigiar para que seus habitantes não tentassem escapar da miséria provocada por esse baixo custo. Nações pobres se tornariam grandes campos de trabalho forçado, com seus cidadãos impedidos de fugir.

domingo, 4 de agosto de 2013

Nós somos a alta tecnologia da espionagem global

Todas as fantasias dos adeptos das teorias conspiratórias que imaginavam os EUA espionando cada canto do planeta com satélites e dispositivos ultra tecnológicos viraram fumaça em um par de dias. A alta tecnologia da espionagem global somos nós mesmos, não satélites espiões, nem raios invisíveis. Nós entregamos nossos correios, nossos segredos, as fotos e os nomes de nossos filhos e irmãos, de nossos amigos, envoltos em um papel de presente transparente. Especialistas em tecnologias da informação concordam: é imperativo mudar nossa cultura na rede. Por Eduardo Febbro, de Paris .

Eduardo Febbro

Paris – Só nos resta o espelho do nosso próprio desencanto. E certa tristeza humana e “geopolítica” ao constatar que, frente ao grande espião universal norte-americano vestido com a roupagem da democracia, os europeus não só deram mostras de uma espantosa covardia frente aos Estados Unidos, como também que, toda sua potência econômica, todo seu espaço comunitário, todo seu Banco Central e seu euro, não serviram sequer para criar um contrapeso numérico ao lado do alucinante poderio norte-americano.

O jornalista investigativo e especialista em internet e em novas tecnologias da informação, Jaques Henno, autor de dois livros sobre espionagem (“Todos fichados” e “Sillicon Valley, o Vale dos Predadores”), comenta: “Nós, enquanto europeus, estamos na periferia do império norte-americano. Enviamos informações a ele porque não fomos capazes de criar o equivalente do Google, Apple ou Facebook para conservar na Europa essas informações”. Kavé Salamantian, professor de informática e telecomunicações na Universidade de Lancaster, expressa certa amargura quando diz: “A NSA nos enganou. Era previsível que nos espionasse. Fomos enganados pelas empresas privadas, Google, Facebook, Apple, Microsoft. Elas nos espionam de uma forma muito simples: utilizam as informações que nós proporcionamos e a confiança que tivemos nas empresas que oferecem serviços informáticos. Esses atores se tornaram parte tão cotidiana de nossa vida que nos esquecemos das informações essenciais que disponibilizamos”.

A espionagem organizada a partir do dispositivo Prisma revelado pelo ex-membro da NSA norte-americana, Edward Snowden, é de uma simplicidade infantil. Stéphane Bortzmeyer, especialista em segurança informática e arquiteto de sistemas e redes, explica que Prisma “é só uma parte da espionagem norte-americana. A ideia consiste em se conectar com os grandes serviços de intercâmbio, as grandes redes sociais que estão nos Estados Unidos, ou seja, entre outros, Google e Facebook. O grande interesse de atuar neste nível consiste em ter acesso a uma informação que já está estruturada e tratada”.

Todas as fantasias dos adeptos das teorias conspiratórias que imaginavam os EUA espionando cada canto do planeta com satélites e dispositivos ultra tecnológicos viraram fumaça em um par de dias: “Prisma”, acrescenta Bortzmeyer, “é uma tecnologia simples, que já existia e que, além disso, é a mesma que utilizamos”. Em resumo, a alta tecnologia somos nós mesmos, não satélites espiões, nem raios invisíveis. Não. Nós entregamos nossos correios, nossos segredos, as fotos e os nomes de nossos filhos e irmãos, de nossos amigos, envoltos em um papel de presente transparente. Nicolas Arpagian, especialista em cyber-segurança, professor no Instituto de Altos Estudos de Segurança e Justiça, ressalta justamente que “o problema com os dados reside em que se toma uma informação de um servidor informático que está aí permanentemente. Não há roubo. Pode-se operar sem que a vítima se dê conta. A força desse tipo de espionagem radica no fato de que a vítima ignora seu estatuto de vítima”.

Os brinquedos conhecidos que a NSA emprega para acessar nossas intimidades são três: o olho é Prisma, seus aliados são Boundless Informant e X-Keyscorey. Prisma se conecta aos servidores das redes sociais, Google, Microsoft, Apple, Twitter, Skype, Facebook e outros. Boundless Informant é um software dirigido em grande parte ao ataque extraterritorial. O dispositivo mede o nível de segurança que cada país aplica a seus sistemas ao mesmo tempo em que consolida os meta-dados das conversações telefônicas (quem fala com quem) e das comunicações informáticas, as IP. X-Keyscorey é, nesta montagem, o cérebro do chamado Big Data, ou seja, o conjunto dos dados armazenados e analisáveis. X-Keyscorey é uma espécie de “Google” interno da NSA, ou seja, um analisador de conteúdos que abre as portas de tudo: histórico de navegações de uma pessoa, buscas realizadas na internet, conteúdos dos e-mails, conversações privadas no Facebook, cruzamento de informações segundo o idioma, o país de origem e de destino dos dados e dos intercâmbios.

Se a NSA quiser, com o X-Keyscorey nossa vida digital é um livro aberto. Comprar um congelador de grande capacidade (podem ser usados para armazenar explosivos), viajar de primeira classe aos Estados Unidos (os assentos ficam próximos da cabine dos pilotos), ou comprar uma panela de pressão pode levantar suspeitas na NSA. Prisma e seus programas associados realizam perfis matemáticos para detectar eventuais suspeitos segundo as navegações na rede ou os dados. “Tudo é analisado em massa”, diz Stéphane Bortzmeyer. Como destaca Kavé Salamantian, o problema está em que “isso não é a realidade, mas sim pura virtualidade construída a partir de uma aparência de racionalidade matemática”.

“Google e as ferramentas que oferece pode nos seguir em escala planetária e de forma permanente”, explica Nicolas Arpagian. Somos, de fato, filhos da “rastreabilidade”. Jacques Henno fala de uma “rastreabilidade política, sexual, ideológica e religiosa”. Os números falam por si próprios: Google e Facebook têm mais de um bilhão de usuários em todo o mundo; 80% das comunicações através da internet passam pelos Estados Unidos; no Facebook são publicadas 350 milhões de fotos por dia, o que dá 3,5 bilhões de fotos em dez dias e 35 bilhões em cem dias. A mágica ocorre quando nos inscrevemos no Google ou Facebook. Poucas pessoas leem as condições de utilização, mas estas explicitam claramente que o usuário “autoriza” o armazenamento das informações no território norte-americano. Os dados, por conseguinte, dependem do direito dos EUA, tanto mais que a lei Patriot Act, aprovada logo depois dos atentados de 11 de setembro, permite aos governos estadunidenses requerer o conteúdo dos arquivos das pessoas suspeitas.

Mais ainda. Como explica Nicolas Arpagian, “a lei norte-americana se aplica às empresas quando 51% do capital das mesmas está em mãos de capitais norte-americanos, seja qual for sua localização”. Isso inaugura uma espécie de extensão do direito doméstico dos Estados Unidos para o resto do planeta. Arpagian analisa este dado e observa que “a particularidade deste emprego ofensivo das tecnologias da informação está em que já não se estabelece mais a diferença entre o mundo civil e o militar”.

Houve vários sistemas globais de espionagem. O mais conhecido e que precedeu o Prisma foi o Echelon. Este dispositivo de espionagem instalado no Canadá, Estados Unidos, Grã Bretanha, Nova Zelândia e Austrália se limitava a coletar comunicações telefônicas. Prisma, por sua vez, tem acesso a tudo e com uma distinção maior: “a diferença entre Echelon e Prisma passa pelo fato de que o Echelon era uma estrutura unicamente do Estado, enquanto que Prisma exige a colaboração das empresas privadas”.

No meio disso tudo, estão os britânicos e seu quartel general de espionagem, onde filtram quase exclusivamente tudo o que passa pela fibra ótica. Os teóricos do ocaso do império se equivocaram por muito. “Não resta dúvida alguma que, por meio do controle das tecnologias da informação, os Estados Unidos contam com um elemento de considerável potência. E esse poder norte-americano corresponde ao que nós deixamos nas mãos desta sociedade de informação”.

Os europeus têm muita literatura diplomática, mas carecem de contrapeso tecnológico. Por uma razão misteriosa, não quiseram jogar o xadrez digital. Seus cidadãos e suas empresas – e até os serviços públicos – são clientes de Google e Microsoft como qualquer habitante deste planeta. Seus dados estão na nuvem e seus e-mails nos operadores estadunidenses. Incrédulos, inocentes ou passivos, o certo é que terminamos fazendo parte de uma gigantesca armazenagem de dados para onde foram parar nossos pecados e nossas virtudes. Um horror absoluto.

A hora da mudança chegou. Todos os especialistas consultados confluem na mesma análise: é imperativo mudar nossa cultura na rede, precisamos ser mais responsáveis e, da mesma maneira que ocorre com o ambiente físico, tomar consciência do perigo virtual que nos cerca e nos proteger dele. A era do sonho virtual coletivo e da inocência ante o computador chegou ao fim. Snowden, que era parte do sistema, desgarrou a imensidade da verdade intuída. Agora sabemos.

Tradução : Katarina Peixoto

Texto replicado : CARTA MAIOR

Texto relacionado: Estamos sob vigilância

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PROCURANDO A SUPERIORIDADE!!! (Atualizado)

Neste final de semana estava eu no Shopping Center ( Central de Vendas) e tomei um susto ao parar em frente a uma loja de vender roupas. Em cima de um tabuleiro com diversas camisas da "POOL" tinha uma tabuleta escrita “TO SALLES”. Um adolescente (aparentando uns 16 anos de idade) olhou e falou: engraçado, antigamente quando se vendia uma peça se colocava a tabuleta escrito “VENDIDO” no produto e agora se escreve o nome do comprador!!!! Resolvi dar uma volta e encontrei uma outra loja que também vendia roupas, na entrada tinha um cartaz com a seguinte propaganda “use xxx é FASHION é moda”. Se for relacionar os nomes das lojas escritos em Inglês ou Francês iria ficar muito extenso!!!

Foi então que passei a lembrar de alguns causos (atualmente se usa a palavra CASOS): quando foi aprovado e regulamentado a Lei sobre as Centrais de Atendimento Telefônico, no dia seguinte, eu estava passando em frente a um bar e escutei durante o Jornal Nacional (Rede Globo) : foi regulamentada a lei das “CALL CENTER” (se pronuncia Cou center)!!! Outro fato de foi o Jornal O Globo OnLine, em certas ocasiões, escrever o nome do Brasil escrito desta maneira “BRAZIL” (clique aqui)!!! Onde trabalho esta em andamento a organização de um “WORK SHOPP” (amostra de trabalhos)!!!
Em uma conversa que tive com uma professora, de Inglês, eu perguntei :por que se comemorava o “HALLOWEEN” (Dias das Bruxas) em algumas escola particulares do Brasil? Ela me respondeu que precisamos conhecer outras culturas pra melhorar a nossa (cultura)!!! Então eu tornei a perguntar: e para conhecer as outras culturas é necessário se comemorar os dias festivos dessas outras culturas? Para um professor de Geografia perguntei :porque, cada vez mais, as pessoas estão incorporando tantas palavras inglesas ao nosso vocabulários? Ele me respondeu que as pessoas estão ficando mais inteligente e estão tentando aprender um idioma que seja mais fácil (eu não concordo com isso). Então ironizei fazendo outra pergunta: quer dizer que o sujeito pra se achar mais inteligente tenta aprender um idioma mais fácil? E tornei a perguntar: misturar os dois idiomas não irá tornar a coisa ainda mais difícil? Nós dois casos, dos professores, percebi que ambos deram uma respostas tentando esconder que valorizam mais o que os pessoas de outros países fazem do que nós próprios brasileiros fazemos e pensamos.
Adesivo utilizado nas eleições presidenciais do Brasil
Na minha opinião os principais fatores que as pessoas se utilizam de tantas palavra de idiomas estrangeiros (principalmente o Inglês) se dá pelos motivos:

a) por que acha que é bonito.

b) se sentem inferiorizado e por isso tentam falar e imitar costumes de outros países, do chamado Primeiro Mundo,  pensando que irão se tornar um cidadão mais superior (o tal problema do complexo de inferioridade do povo brasileiro).

c) a influências dos sistemas de informática, onde a grande maioria dos sistemas de informação e manuais utilizados são escritos em inglês.

Depois de se chamado de chato (várias vezes) e ter escrito esses texto também chato, só tenho a dizer até (aqui no Nordeste ainda se utiliza o inté) ou deveria dizer BYE BYE?

Depois de muito tempo encontrei este vídeo de um baiano chateado:


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O complexo de Viralata

Discurso de Lula, em 25-08-2010, Campo Grande - MS, falando sobre o complexo de inferioridade que o brasileiro foi submetido e que a elite faz passar como verdadeira. Veja no vídeo abaixo: