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terça-feira, 24 de julho de 2012

Ah, isso só no Brasil mesmo…

A polícia teve que ir pra rua, por causa
do protesto dos taxistas: "
ah, só na Inglaterra..."
 
Claro que Londres tem um belíssimo sistema de transporte público, com metrô cobrindo toda a cidade. E claro que Londres reserva espaço para as bicicletas, em meio ao trânsito de carros que é – sim – quase tão caótico como o das grandes cidades brasileiras…

Mas Londres – que deve fazer uma belíssima (e, pasmem, ensolarada) Olimpíada - também tem seus problemas. Cheguei na última quinta-feira por aqui. Vi obras que ainda não estão prontas, e muitas falhas na sinalização para chegar (de carro ou metrô) ao Parque Olimpíco, onde fica o centro de imprensa. Mais que isso: os voluntários, que deveriam ajudar quem vem de fora, são muito simpáticos mas muitas vezes não sabem indicar o caminho. Mandam a gente prum lado, depois pro outro. E, no final, a gente tem é que se virar sozinho.

Nada demais. Não tira pedaço. E no segundo ou terceiro dia, todo mundo já está sabendo como se deslocar pela cidade.

Mas, ah se fosse no Brasil…

No embarque no aeroporto, ainda em São Paulo, eu estava ao lado de um veterano jornalista, experiente em coberturas esportivas internacionais. Na fila do passaporte, ele comentava comigo: “não aguento mais esses brasileiros que, diante de qualquer probleminha, saem dizendo – ah, esse é o país que quer fazer Copa e Olimpíada…”. E não é que dois minutos depois, a fila parou e, advinhem – alguém soltou exatamente essa frase… “Esse é o país que quer fazer a Copa…”

Pois bem, nessa terça-feira os taxistas ingleses fizeram um protesto na London Bridge. É mais ou menos como se os taxistas do Rio parassem o acesso ao Pão de Açúcar. Foi uma tremenda confusão. Os taxistas londrinos estão bravos por causa das faixas exclusivas para ônibus e veículos credenciados nas Olimpíadas. Os taxistas londrinos queriam ter o direito de andar nessas faixas, e dizem que elas foram mal planejadas… A imprensa inglesa cobriu o protesto, claro. Mas ninguém saiu dizendo: “que vergonha, a Inglaterra mostra que não tem condição de organizar uma Olimpíada…”.

Hoje, entre uma matéria e outra, dei uma escapada rumo à Foyles – belíssima livraria na Charing Cross… Pra chegar até lá, tive que desviar de uma obra gigante, bem ao lado da estação de metrô em Tottenham Court Road. Um caos: poeira, marteladas e tapumes travando o caminho.

Duas quadras depois, outra obra inacabada na praça principal do bairro do Soho. Os turistas passavam por ali, em meio aos andaimes, e os ingleses se refestelavam na grama pra curtir o solzinho que finalmente brilhou. Mal comparando, é como se na véspera da Olimpíada do Rio a praça Nossa Senhora da Paz em Ipanema estivesse cercada por obras. De novo, ninguém sai por Londres dizendo: “esse país é uma vergonha, não consegue terminar as obras a tempo…”.

Na Foyles, a tal livraria, encontrei um simpático brasileiro trabalhando na cafeteria. E foi ele que me falou: “essas obras inacabadas, se fossem no Brasil, estavam derrubando ministro e governador…”

Não sei se chegaria a tanto. Mas sei que podemos aprender algumas coisas com os ingleses. Uma delas é que não se faz um evento do tamanho de uma Copa ou de uma Olimpíada, sem cometer alguns erros.

Precisamos, sim, melhorar os aeroportos e nossa rede de transporte público para os grandes eventos esportivos. Isso é inegável. Mas muita calma nessa hora. Chega desse papo furado de “isso, só no Brasil mesmo…”.

Ah, falando nisso, há uma coisa que NÃO devemos aprender com os ingleses: jogar os clientes pra fora do restaurante às 11 da noite (não estou falando dos pubs, mas de restaurantes mesmo). Dia desses, depois de levar uma porta na cara em mais um restaurante que estava aberto, mas já com a cozinha fechada, resolvi perguntar pro garçom espanhol: será que nas Olimpíadas eles não vão esticar um pouco os horários pra atender a demanda de tantos turistas e do povo que veio trabalhar no evento? O espanhol sorriu apenas… E respondeu, numa mistura de castelhano e inglês: “eles aqui na Inglaterra não mudam as coisas para agradar quem chega de fora; o mundo é que precisa se adaptar a eles…”

Quem será que está certo? Os ingleses, ou a turma do “ah, isso só no Brasil mesmo”?

Deixo a resposta pra vocês. Agora, chega de conversa. Vou tomar uma cerveja quente ali no pub, antes que feche….


TEXTO RETIRADO NESTE ENDEREÇO:

http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/ah-isso-so-no-brasil-mesmo.html#more-14573

sábado, 30 de abril de 2011

O Casamento Real!!!

          Durante toda essa semana fomos bombardeados pela notícia do Casamento Real!! Mas, o que tem de importante para se tomar tanto tempo dos meios de comunicação (Tvs, Jonrais, Rádios e até na Internet) e para uma grande parcela de brasileiros, na grande maioria brasileiras, ficarem durante uma manhã inteira sentada de frente uma televisão assistindo tal casamento? Esta é a segunda vez que tenho que aturar o sensacionalismo, em torno de um Casamento Real, que não tem nenhuma importância para a vida de nós brasileiros. O Primeiro foi o casamento da Lady Dayane.



          Quando vejo essa cobertura televisiva, eu diria lavagem cerebral, tentando passar a ideia que estamos assistindo algo com muita importância, fico abismado!!! Será que a Globo fica no Brasil? Os seus funcionários são Brasileiros? A Rede Globo é uma filial de alguma TV Inglesa? Será que já não basta o BBB (Big Brother Brasil)?


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PROCURANDO A SUPERIORIDADE!!! (Atualizado)

Neste final de semana estava eu no Shopping Center ( Central de Vendas) e tomei um susto ao parar em frente a uma loja de vender roupas. Em cima de um tabuleiro com diversas camisas da "POOL" tinha uma tabuleta escrita “TO SALLES”. Um adolescente (aparentando uns 16 anos de idade) olhou e falou: engraçado, antigamente quando se vendia uma peça se colocava a tabuleta escrito “VENDIDO” no produto e agora se escreve o nome do comprador!!!! Resolvi dar uma volta e encontrei uma outra loja que também vendia roupas, na entrada tinha um cartaz com a seguinte propaganda “use xxx é FASHION é moda”. Se for relacionar os nomes das lojas escritos em Inglês ou Francês iria ficar muito extenso!!!

Foi então que passei a lembrar de alguns causos (atualmente se usa a palavra CASOS): quando foi aprovado e regulamentado a Lei sobre as Centrais de Atendimento Telefônico, no dia seguinte, eu estava passando em frente a um bar e escutei durante o Jornal Nacional (Rede Globo) : foi regulamentada a lei das “CALL CENTER” (se pronuncia Cou center)!!! Outro fato de foi o Jornal O Globo OnLine, em certas ocasiões, escrever o nome do Brasil escrito desta maneira “BRAZIL” (clique aqui)!!! Onde trabalho esta em andamento a organização de um “WORK SHOPP” (amostra de trabalhos)!!!
Em uma conversa que tive com uma professora, de Inglês, eu perguntei :por que se comemorava o “HALLOWEEN” (Dias das Bruxas) em algumas escola particulares do Brasil? Ela me respondeu que precisamos conhecer outras culturas pra melhorar a nossa (cultura)!!! Então eu tornei a perguntar: e para conhecer as outras culturas é necessário se comemorar os dias festivos dessas outras culturas? Para um professor de Geografia perguntei :porque, cada vez mais, as pessoas estão incorporando tantas palavras inglesas ao nosso vocabulários? Ele me respondeu que as pessoas estão ficando mais inteligente e estão tentando aprender um idioma que seja mais fácil (eu não concordo com isso). Então ironizei fazendo outra pergunta: quer dizer que o sujeito pra se achar mais inteligente tenta aprender um idioma mais fácil? E tornei a perguntar: misturar os dois idiomas não irá tornar a coisa ainda mais difícil? Nós dois casos, dos professores, percebi que ambos deram uma respostas tentando esconder que valorizam mais o que os pessoas de outros países fazem do que nós próprios brasileiros fazemos e pensamos.
Adesivo utilizado nas eleições presidenciais do Brasil
Na minha opinião os principais fatores que as pessoas se utilizam de tantas palavra de idiomas estrangeiros (principalmente o Inglês) se dá pelos motivos:

a) por que acha que é bonito.

b) se sentem inferiorizado e por isso tentam falar e imitar costumes de outros países, do chamado Primeiro Mundo,  pensando que irão se tornar um cidadão mais superior (o tal problema do complexo de inferioridade do povo brasileiro).

c) a influências dos sistemas de informática, onde a grande maioria dos sistemas de informação e manuais utilizados são escritos em inglês.

Depois de se chamado de chato (várias vezes) e ter escrito esses texto também chato, só tenho a dizer até (aqui no Nordeste ainda se utiliza o inté) ou deveria dizer BYE BYE?

Depois de muito tempo encontrei este vídeo de um baiano chateado:


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O complexo de Viralata

Discurso de Lula, em 25-08-2010, Campo Grande - MS, falando sobre o complexo de inferioridade que o brasileiro foi submetido e que a elite faz passar como verdadeira. Veja no vídeo abaixo: