segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palocci de saia

14/10/2002 às 09:57
A empresa da filha do Serra   
Vocês conseguiriam imaginar o estardalhaço que uma notícia destas causaria se algum dos implicados tivesse ligação com algum candidato da oposição?? O texto foi escrito em 2002, mas parece que quem escreveu estava pensando no ano de 2011(comentário meu).

Mas podem perfeitamente imaginar pq até o momento não saiu uma linha nos nossos jornalões, tampouco na TV. Bastou um simples telefonema do FHC na semana passada (isto foi comentado pelos jornalistas sérios)...... Todavia, parece que a Isto É da próxima semana vai se dedicar ao assunto.

Empresa da filha de Serra em Miami agencia licitações públicas no Brasil "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado", garante em seu site a empresa "Decidir", com sede em Miami e filiais espalhadas pela Argentina, Chile, Peru, México, Uruguai, Venezuela e no Brasil, de propriedade de Verônica Serra, filha do candidato tucano à presidência. Verônica Serra, filha do ministro de Fernando Henrique e candidato do governo, José Serra, não é apenas, como já publicamos, sócia do pai em uma empresa chamada ACP, que funciona no prédio de outro sócio, Marin, que, por sua vez, foi presenteado com o perdão de R$220 milhões em suas dívidas no Banco do Brasil, sob os auspícios do caixa de Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira.

Licitações públicas

Ela é, também, sócia de uma empresa de nome Decidir.com, localizada em Miami. O fato foi revelado pelo jornalista Ucho Haddad. A empresa foi fundada no dia 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377, com sede em Miami e com filiais espalhadas pela Argentina, Chile, México, Peru, Uruguai, Venezuela e no Brasil. Sua sede no Brasil está instalada em São Paulo, na rua Doutor Renato Paes de Barros, 714-5ºandar. A especialidade da empresa, tal como consta do site da filial brasileira (www.decidir.com.br) é a área de licitações públicas. Na pasta da empresa que oferece "serviços sobre licitações" está escrito o seguinte: "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado. Use o buscador para fazer pesquisas detalhadas". Mas para acessar as informações é necessário pagar por elas. Em suma, Verônica fornece serviços para empresas - sobretudo norte-americanas, evidentemente - ganharem licitações públicas no Brasil. Até porque, não é muito crível que empresas estrangeiras (ou quaisquer outras) contratem os serviços da filha do segundo do grupo do governo para perder as licitações. Repare o leitor que há dois anos, quando a empresa foi fundada, Serra era ministro e já era o virtual candidato de Fernando Henrique e do bando do Planalto, tendo amplo acesso a uma quantidade monumental de informações que dizem respeito a licitações públicas. Por que Verônica, tendo tantas atividades para fazer, escolheu exatamente essa? Nessa atividade, ela é sócia de outra Verônica, Verônica Dantas, que vem a ser a irmã de Daniel Dantas, dono do Opportunity, que fez parte do esquema do Planalto durante a entregada Telebrás, e em cujo favor os fundos de pensões foram manipulados pelo caixa de Serra, Ricardo Sérgio.

Prodígio em negócios

Porém, Verônica Serra é um prodígio na área de negócios: também é sócia e "diretora para a America Latina da companhia de investimentos International Real Returns, que administra US$600 milhões e tem base em Nova Iorque", diz o site da empresa Penguin Circle, da qual ela é conselheira. "Ela tem investido e aconselhado uma série de companhias na América Latina, incluindo a Decidir.com (da qual é sócia), Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, EdgixeBB2W, entre outras. Veronica está no conselho da Decidir.com, Latinarte.com, Movilogice é conselheira da Endeavor Brasil". E continua: "Entre 1997-1998, ela foi VP da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de US$ 3bilhões, onde ela analisava investimentos na América Latina, Asia e Europa.

Noverão de 1996, Veronica trabalhou na divisão de Renda Fixa da Goldman Sachs em Nova Iorque". Recentemente, houve uma reforma no site do Penguin Circle, com uma única alteração: foi retirado o currículo de Verônica Serra. Mas como é que ela, jovem advogada, conseguiu isso tudo? Verônica Serra desfruta de tranqüilidade financeira invejável. Tudo vindo, oficialmente, da empresa que tem como pai e da IRR, cuja filial brasileira tem um capital social de R$ 2mil (aliás, o mesmo da ACP, onde é sócia do pai). Verônica teria tanto retorno em seus empreendimentos que no ano passado presenteou o pai, Serra, com a compra da mansão onde ele reside há muitos anos, no Alto do Pinheiros, em São Paulo, por R$ 475 mil. O estranho é que Serra sempre morou nessa casa e só agora ela foi aparecer em nome da sua filha. Ao acessar o site da Decidir, pode-se observar que entre os "inúmeros" investidores da empresa, dois se destacam: IRR e o fundo de investimentos CVC/Opportunity, fundo formado para açambarcar companhias telefônicas do Brasil. Ou seja, os negócios são um circuito fechado, em cujo centro aparece sempre, mais cedo ou mais tarde, o Estado e o patrimônio do povo.

Sócia do pai

Como já mencionamos, Verônica Serra também é sócia de seu pai na empresa "ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda" desde 1993. A empresa sempre funcionou num prédio situado à rua Simão Álvares 1020, na Vila Madalena, em São Paulo, que pertence ao primo e sócio de Serra, Gregório Marin. Serra sonegou à Justiça Eleitoral que era dono desta empresa em três oportunidades 1994,1996 e 2002). Marin foi beneficiado com dois "perdões" de dívidas no Banco do Brasil que podem chegar a mais de US$ 74 milhões, ou seja, mais de 220 milhões de reais.

A mesma casa

Porém, em relação à IRR, na última alteração do contrato social da empresa, datada de 16 de março de 2001, Verônica Serra incluiu Adriana Ferreira dos Santos - que ao que tudo indica era sua secretária - como sócia, detendo uma cota da empresa. Como a empresa tem um capital social de R$2mil, a sócia detém o equivalente a R$ 1,00 das cotas. No entanto, Adriana Ferreira, assim como quase toda a família Serra, disse que residia na rua Simão Álvares 1020, o mesmo endereço da ACP e do prédio do sócio Marin .
Fonte:CMI

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Falácia da Carga Tributária no Brasil

O Brasil teve, em 2009, a 22ª carga tributária no mundo. Dos países que tinham carga tributária maior que a nossa, 14 eram países desenvolvidos europeus.

O país mais rico do mundo, a Noruega, tinha carga tributária de 43,6% e arrecadou 25 mil dólares per capita. O Brasil tinha carga tributária de 38,4% e arrecadou 4 mil dólares PPC per capita.

Gostaria que os liberais mostrassem como fazer o milagre de se ter serviços de 25 mil dóllares arrecadando 4 mil.

Tabelas
Gostei porque ele trouxe estatísticas que provam uma coisa óbvia. A comparação entre cargas tributárias dos diferentes países, repetidas de maneira leviana pela mídia, apenas fazem sentido se cotejadas com o tamanho do PIB per capita. Enfatizo o "per capita", visto que os gastos mais importantes de um Estado são a previdência social e a saúde pública, cuja magnitude é atrelada naturalmente à população.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aprovada a destruição. Que fazer?


Vivemos um eterno retorno quando se trata da proteção aos latifundiários e grandes empresas internacionais. No Brasil contemporâneo, pós-ditadura, nunca houve um governo sequer que buscasse, de verdade, uma outra práxis no campo. Todos os dias, nas correntes ideológicas do poder, disseminadas pela mídia comercial – capaz de atingir quase todo o país via televisão –  podemos ver, fragmentadas, as notícias sobre a feroz e desigual queda de braço entre os destruidores capitalistas e as gentes que querem garantir vida boa e plena aos que hoje estão oprimidos e explorados.

Nestes dias de debate sobre o novo Código Florestal, então, foi um festival. As bocas alugadas falavam da votação e dos que são contra o código como se fossem pessoas completamente desequilibradas, que buscam impedir o progresso e o desenvolvimento do país. Não contentes com todo o apoio que recebem da usina ideológica midiática, os latifundiários e os capatazes das grandes transnacionais que já dominam boa parte das terras brasileiras, ainda se dão ao luxo de usar velhos expedientes, como o frio assassinato, para fazer valer aquilo que consideram como seu direito: destruir tudo para auferir lucros privados.

sábado, 21 de maio de 2011

Minas Sem Censura: A boiada passa, só aí Anastasia fecha a porteira

20 de maio de 2011 às 15:59

A BOIADA PASSA E SÓ AÍ ANASTASIA FECHA A PORTEIRA

Depois de cobranças do MSC, Anastasia reage… atrasado e mal!
Depois várias cobranças dos deputados do Minas Sem Censura acerca de suas ilegais “designações” de chefes de autarquias, o governador tucano de Minas Gerais, Antônio Anastasia, apresentou o decreto 45.604 que, dentre outras exigências óbvias, impõe aos nomeados para cargos em seu governo a ridícula atribuição de se declarar “ficha limpa”, em até 30 dias após nomeação.
Ora, esse é um instrumento inadequado de regulamentação da “Lei Ficha Limpa”. Em Minas foi aprovada Emenda Constitucional, em Dezembro (EC 85) determinando que é por Projeto de Lei Completar (PLC) que se procederá sua regulamentação, e não por um simples decreto.
O governador tucano, mostrando senso de oportunidade publicitária e midiática, saudada com pompa pela mídia tucana estadual e nacional, comete – portanto – mais uma violência com a verdade e com os trâmites institucionais. Antes, é bom que se registre: semelhante proposta de Emenda Constitucional já fora aprovada na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, de iniciativa do deputado Paulo Duarte (PT), com teor bem mais amplo bem mais “preventivo” e não teve a repercussão necessária. O governo tucano alega ineditismo onde não há. Exemplo de desonestidade política e intelectual.
Agora vem Anastasia colocando em movimento sua máquina de autopromoção.
Primeiro que, sendo governador em dezembro de 2010, poderia ter enviado um Projeto de Lei Complementar, regulamentando, em âmbito do estado, a citada EC. Não o fez e foi por pressão de sua própria base, que discutia os cargos que ocupariam ou indicariam. E o faz agora, pressionado pelas denúncias do MSC.
Segundo, ao arrepio de determinação da própria EC 85, ele apenas criou um “decreto”, com objetivo único: gerar um factóide. Um daqueles que notabilizaram a máquina de “produção da imagem” de Aécio Neves.
Mas ele poderia ter inovado. Ter destacado exigências preventivas, para evitar sustos depois de sentenças “transitadas em julgado”. Como na proposta do deputado petista do Mato Grosso Sul, que exige a aferição da “ficha limpa” no ato de nomeação. Mas preferiu não fazê-lo. Ou mesmo poderia ter acatado a EC 85 que veda, de plano, a nomeação de “ficha suja”. Ao contrário, nomeou alguns.
Há uma racionalidade em suas atitudes. Ele despreza o parlamento ao ponto de nem sequer nomear assessores qualificados para o assistirem na relação com o poder legislativo.
Os nomes abaixo relacionados integraram, integram ou foram convidados (e depois desconvidados) para compor as equipes de governo nas gestões Aécio/Anastasia. E o assombram agora. Acordos políticos prévios, costurados pelo então candidato a senador Aécio Neves impuseram vários vexames ao atual governador.
Como se verá, não são apenas “três” as escorregadas dos tucanos em Minas. Vejam alguns exemplos:
Ademir Lucas - (PSDB) Bens bloqueados (improbidade administrativa – Prefeitura de Contagem) – hoje diretor da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (COPASA)
Alexandre da Silveira – (PPS) Superfaturamento e pagamento indevido em obras rodoviárias em Rondônia – hoje é Secretário de Gestão Metropolitana do Governo Anastasia, pelo simples fato de que Aécio queria que seu suplente no PPS (Humberto Souto) assumisse uma vaga.
Edmar Moreira – (PR) O ex-deputado do Castelo – convidado a presidir a Minas Gerais Participações (MGI), foi publicamente “desconvidado” depois de denúncia.
Elmiro Nascimento – (DEM) Improbidade administrativa. Ação Civil Pública para que ele devolva 450 mil reais aos cofres públicos, por ter desviado funcionários de seu gabinete parlamentar para uma empresa privada. Hoje é Secretário de Agricultura.
Humberto Candeias – (PSL) Ex-presidente do Instituto Estadual de Florestas (por sete anos dos dois governos de Aécio Neves). Acusado pela Polícia Civil e Ministério Público de ter liderado um esquema que rendeu 12,5 milhões de Reais, envolvendo uma variedade de crimes: extorsão, fraudes, improbidade etc.
Manoel Costa – (PDT) Titular da Secretaria Extraordinária da Reforma Agricultura e pessoas acusadas de cessão e uso irregular de terras públicas. Valor bloqueado das contas dele e demais acusados: 22 milhões de Reais.
Shelley Carneiro – (PSDB) Ex-secretário adjunto do meio ambiente, gov Aécio. Improbidade administrativa à frente da respectiva secretaria (hoje assessora da CNI).
Tadeu Mendonça – (DEM) Ex-prefeito de Três Pontas, condenado pelo TCU: improbidade administrativa. Ocupa o cargo desde o governo Aécio Neves, para o qual foi convidado a permanecer pelo governador Anastasia (a presidência do Instituto de Metrologia e Qualidade – IPEM). Exonerado, depois de denúncia da imprensa.
Wellington Magalhães – Ex-vereador (PMN), cassado por compra de votos. Nomeado diretor da Administração dos Estádios (ADEMG) e demitido após denúncia.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Retrospectiva do Governo Lula

Vídeo feito de material exibido no jornalismo da TV Globo entre 27 de outubro de 2002 e 1º de janeiro de 2010:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mais um muro da vergonha, no Brasil!

Muro que está sendo construido em Isreal
          Quando se fala em muro da vergonha é comum relacionarmos ao Muro de Berlim (Alemanha), o que separa os Israelenses de Palestinos, ao muro que fica na fronteira entre o México e Estados Unidos e nunca percebemos que isso existe no Brasil.
          Claro que começamos, com este tipo de coisa, de maneira muito tímida. Primeiramente começamos murar nossas casa em forma de condomínio para impedir a entrada, em nossa ruas (a moda agora e condomínios com casa e ruas), de pessoas que não queremos em nosso convívio e existe até muro cercado um bairro inteiro (isso foi mostrado em reportagem da TV Record no Estado de São Paulo)!!! Mas, esse tipo de ação era sempre iniciativa de particulares e nunca do Poder Público. Pelo menos era, por que no Rio de Janeiro, o Poder Público (prefeitura) está cercando as favelas, como visto neste vídeo mostrado abaixo:

Este assunto é reproduzido deste blog: Luta.Paz e Pão, Alex Prado.

sábado, 14 de maio de 2011

Negros lutam agora por segunda abolição

Em 13 de maio de 1888, foi proclamada a Lei Áurea, que aboliu formalmente a escravidão. O Brasil não foi o último país a abolir a escravidão. Depois dele o fizeram a Coreia do Norte, em 1894, a China, em 1910, o Nepal, em 1921; em 1928 aboliram a escravidão o Irã e Serra Leoa, e em 1963 foi a vez dos Emirados Árabes acabarem com o regime de servidão em seu solo.

Por Alexandre Braga*

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Inchaço da máquina

         
          Desde as eleições passadas (outubro de 2010), ouço dos políticos, de oposição ao governo, que a máquina está muito inchada e tudo mais. Pois bem, o que me diz que esses mesmos políticos costumam colocar em suas administrações pessoas em Cargos de Confiança que nem na cidade ou estado onde foram nomeados moram. Veja a reportagem, retirado do Blog TERROR DO NORDESTE de Gilvan Freitas, abaixo: 


Mais um pernambucano a mamar nas tetas de Kassab

Jungmann nomeado conselheiro da CET-SP  


Ex-comunista do PCB, o velho Partidão, e candidato do PPS derrotado na disputa pelo Senado no ano passado em Pernambuco, o ex-deputado Raul Jungmann (PSDB-PE), atravessou toda a campanha eleitoral fazendo coro a um dos principais motes explorados pela aliança PSDB-DEM-PPS: as acusações de que o PT aparelha a administração e incha a máquina pública com nomeações partidárias.