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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Devastação a Jato: A História cobrará caro no futuro, por Mauro Santayana

16.04.2016 - Mauro Santayana

A "MULTA-BOMBA" DE 7 BILHÕES

(Revista do Brasil) - Finalmente, depois de meses de pressão desumana, gestapiana, sobre o empresário Marcelo Odebrecht, o juiz Sérgio Moro levou-o a julgamento, condenando-o – baseado não em provas de sua participação direta, mas na suposição condicional de que um empresário que comanda uma holding com mais de 180 mil funcionários e que opera em mais de 20 países tem a obrigação de saber de tudo que ocorre nas dezenas de empresas que a compõem – a 19 anos e quatro meses de prisão.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A COPA E O CARNAVAL

Neste ano, de 2014, teremos a realização, no Brasil, da Copa do Mundo de Futebol. É um evento que será transmitido para os países de todo o planeta e colocará o Brasil em destaque durante o período em que o evento estará sendo realizado.

Quando da realização do sorteio para escolha do país que sediaria a copa foi uma grande expectativa e quando da saída do resultado, que seria realizado no Brasil, foi uma grande comemoração. Claro que muitos meios de comunicação achando que o Brasil não iria conseguir o direito a realizar a copa faziam críticas e mais críticas ao governo de plantão!


Da construção dos estádios
Durante o decorrer do tempo para construção dos estádios, a grande maioria das redes de televisão e muitos participantes das chamadas redes sociais faziam críticas e mais criticas dizendo uma vergonha o atraso na construção dos estádios. Só que a fase das construções dos estádios passou e agora já se sabe que estarão prontos no período copa.


Quem ganha com a copa
O evento da copa é feito por iniciativa privada. A FIFA e a CBF são as empresas que são as grandes responsáveis pela realização e são as que mais têm a ganhar com o evento. Uma das empresas que mais criticaram o atraso a construção dos estádios e que agora estimulam o movimento NÃO VAI TER COPA é justamente a Rede Globo e estranhamente será a empresa com o segundo faturamento (por ocasião dos direitos de transmissão e venda de patrocínio) por realização da copa!


O gasto com a copa
Muito se tem questionando os investimentos feitos para construção dos estádios, construção da infraestrutura e prestação de serviços para realização do evento. Alegam que o país tem prioridades muito0 maiores e falta investimento na Educação, Saúde e Segurança. Somente com a construção dos Estádios existe a previsão de gasto de 8,2 bilhões. Claro que depois da realização da copa ficaram os Estádios que terão alguns que serão muitos utilizados e outros que praticamente ficarão sem uso. A infraestrutura continuará servindo a população. Tanto na construção dos Estádios e também na construção da infraestrutura de serviços estão sendo gasto dinheiros dos municípios, Estados e do Governo Federal.


Gastos com o carnaval
Todo ano existe a realização do carnaval, são feitos investimentos de dinheiro público e para tal são usados os mesmos argumentos utilizados para realização da copa, tais como: tras aumento na arrecadação, movimenta a economia e atrai muitos turistas. O gasto com carnaval sempre existiu na construção dos chamados sambódromos, movimentação dos serviços públicos (segurança, saúde, limpeza e iluminação) e sem falar dos chamados investimentos financeiros feitos diretamente, que são o repasse de dinheiro feito para empresas, blocos carnavalescos, escolas de samba, etc.

No Brasil existem 5.570 municípios e vamos supor que os investimentos financeiros diretos sejam em uma média de um milhão de reais por cidade. Isso daria um valor de 5.570.000.000 de investimentos diretos, ou seja, do valor passado em dinheiro por prefeituras, Estados e do Governo Federal (através do Ministério do Turismo). Estou falando em média, porque tem município que gasta menos e tem alguns que gatam muito mais. Lembrar que estou falando dos gastos somente com carnaval e ainda temos as famosas festas pré e pós-carnavalescas. Qual o valor gasto nestas festas? Certamente os valores gastos, nestes carnavais, são de uma copa por ano! Embora depois da copa, o serviço de infraestrutura, irá ficar para serem utilizados posteriormente, enquanto o dinheiro gasto com o carnaval!


Manifestações partidárias
Qualquer cidadão comum sabe muito bem que os serviços públicos na área de Saúde, Educação e Segurança (em todo o território Nacional) sempre foram relegado a segundo plano faz décadas e décadas e somente agora por ocasião da copa aparece essas manifestações exigindo investimentos nestas áreas. Por que não exigiam antes?

Basta assistir aos jornais de diversos rádios e redes de televisão que irá se perceber que a população está indo na onda do noticiário (manipulados) e se diz que o cidadão acordou e passou a ter consciência política, será? Estamos a alguns dias da realização do carnaval e não vi nenhuma manifestação NÃO VAI TER CARNAVAL. Estranhamente já estão acontecendo manifestações NÃO VAI TER COPA! As manifestações são em prol da melhoria dos serviços púbicos ou existem interesse partidário?

Durante o período da realização da copa, o Brasil estará em todos os noticiários pelo mundo e certamente essas manifestações tem o interesse de desmoralizar o Brasil (muitos acham que o governo de plantão) e o prejuízo certamente será para todos independentes de partidos e religiões!

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

É HORA DE REVER O TREM-BALA

(JB)- Podemos imaginar o sofrimento das famílias espanholas, com a perda de mais de 80 pessoas no acidente de Santiago de Compostela. Ele é ainda maior, quando se sabe que o responsável direto pelo acidente, segundo sua própria confissão, foi o condutor do trem. A composição descarrilhou no último trecho do trem de alta velocidade, da linha Madri-El Ferrol, explorada pela Renfe, empresa estatal espanhola.

Quando se cogitou de construir uma linha de altíssima velocidade, ligando o Rio a São Paulo e a Campinas, não faltaram advertências de bom senso. Esses trens são interessantes em trechos médios e curtos, em países bem menores do que o nosso, e onde já existam linhas convencionais confortáveis, eletrificadas e inteligentes, acessíveis à maioria da população. A construção de longos trechos só é justificada em países como a China, que dispõem de bilhões, para investir no que quiserem, e que não fazem isso por meio de empresas estrangeiras.

Não é esse o nosso caso. As nossas ferrovias se encontram sucateadas, e as empresas concessionárias só se interessam em conservar e ampliar os trechos que lhes garantem lucros fabulosos, com foco no transporte de carga, er não de passageiros. É muito mais importante, por isso mesmo, empregar todo o dinheiro possível na construção de novas linhas, destinadas a transporte de passageiros, em velocidade razoável e em condições ideais de segurança. Ora, segundo as informações divulgadas pelo próprio governo, pretende-se uma velocidade média de 350 km/hora, ainda não atingido em qualquer outra obra do gênero. O custo já está calculado em 38 bilhões, e pode crescer ainda mais. Com esse dinheiro é possível duplicar a malha ferroviária nacional, que é hoje de 28.000 km, retificando o leito de muitas delas e eletrificando outras.

No trecho São Paulo-Rio, seria possível a aquisição de vagões-leito de grande conforto, que permitisse ao viajante passar a noite dormindo, e chegar descansado ao destino – depois de uma ducha no próprio compartimento. É uma boa alternativa ao transporte aéreo de pequeno curso, que exige do passageiro algumas horas, além do vôo em si: duas para chegar com 1 hora de antecedência ao aeroporto e, no destino, pelo menos mais uma hora depois do desembarque, para chegar à cidade.

Não se sabe bem por quê, o Ministro Paulo Bernardo decidiu convidar as empresas espanholas para constituir o consórcio para a construção e exploração do nosso trem de alta velocidade. Foi assim que a Renfe – a estatal que monopoliza o sistema ferroviário espanhol – se aliou às empresas estatais Adif – Administradora de Infraestruturas, e Ineco, engenharia e economia de transportes – para disputar, como favorita, segundo a imprensa daquele país, a licitação marcada para 16 de agosto.

Tampouco não se sabe por quê o edital de licitação, divulgado pelo governo brasileiro, faz uma curiosa exigência, a de que a empresa licitante não tenha sofrido, em suas linhas de alta velocidade, um acidente nos últimos cinco anos, o que excluiria em princípio a China, onde está a maior rede de alta velocidade do mundo. O desastre de Santiago de Compostela inviabiliza, liminarmente, a Renfe. É interessante registrar essa cláusula do edital, já que, como mostram o caso da China e da própria Espanha, é impossível impedir acidentes, em trens de qualquer velocidade, como acontece também em outras modalidades de transporte, como o aéreo, por exemplo.

E, ainda que fosse importante a adoção do trem-bala, já temos em andamento uma tecnologia em princípio muito mais avançada do que a espanhola – que na verdade é alemã e francesa – que é a de levitação magnética, que está sendo testada no Rio de Janeiro pela Coppe, da UFRJ (foto). Embora baseada em experiências anteriores, o projeto brasileiro avança em sua tecnologia, prevista para ser aplicada primeiro em transporte urbano, mas que também serve para médias e longas distâncias, com a vantagem de permitir graus de inclinação na linha que são inalcançáveis para os trens-bala atuais.

Texto retirado do blog de MAURO SANTAYANA 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

VOCÊ SABE QUANTO CUSTA O CARNAVAL?

Como todos sabem, nosso país é considerado o país do carnaval. Muito tem-se questionado as despesas decorrentes dos eventos carnavalescos, quando estamos necessitando melhorar a Educação Pública , atendimento no serviço de saúde, melhorar nossa segurança e o que se ouve é a desculpa da falta de dinheiro!

Nos meios de comunicação, em massa, é comum encontrarmos jornalistas e os chamados “especialistas” defenderem que o carnaval dá lucro e que praticamente não se utiliza de dinheiro público (nossas contribuições). Mas, será que a população tem conhecimento do que está sendo gasto e quanto está sendo gasto nestes carnavais? 

As pessoas imaginam que o carnaval ocorre somente no início do ano (geralmente no mês de fevereiro), mas as festas carnavalescas ocorrem praticamente durante todo o ano, principalmente no primeiro semestre do ano. Estou considerando como festas carnavalescas: Prévias carnavalescas, o próprio carnaval em si, as micaretas (conhecidos como carnavais fora de época) e os shows utilizando trios elétricos, as famosas festas de padroeiro(a)s que ocorrem em várias cidades do interior por esse Brasil afora. 

Além da classificação dos tipos de carnavais existentes, estou levando em consideração os tipos de gastos que são realizados para efetivação destas festas. É comum as pessoas levarem em conta somente o dinheiro gasto diretamente por órgãos públicos e privados. Mas, estas festas têm despesas bem maiores do que pensamos e que é percebida pela população, e é bem maior do que os valores informado nos grandes meios de comunicação. 

Vamos classificar as despesas decorrentes destas festas, nas seguintes modalidades: a) despesas diretas; b) despesas indiretas; c) despesas não previstas; d) incômodos decorrentes do carnaval. 

a) Despesas Diretas. 

Essas despesas são as assumidas pelo poder público e constam nas contas das prefeituras e dos Estados, geralmente como Incentivo a Cultura. Também existe o chamado investimento para o turismo por parte do Ministério do Turismo. Já é conversa corriqueira que o Précaju (Aracaju - SE- Brasil) recebeu, nos últimos anos, alguns milhões do citado ministério. Estranhamente, mesmo estando em um período de seca (a maior dos últimos quarenta anos), algumas prefeituras estão patrocinando carnavais, estando em Estado de Emergência!!!!! 

Alguns casos são emblemáticos, algumas prefeituras e Estados patrocinam blocos e até escolas de samba em outros estados, gerando despesas diretas, que são utilizados fora da área de atuação da administração. As escolas de samba do Rio de Janeiro, em alguns casos, chegam a receber patrocínio de algumas prefeituras, de fora do Rio de Janeiro, quando se prontificam defender um enredo falando da cidade patrocinadora. 

b) Despesas Indiretas. 

Todo o aparato de segurança, de saúde, controle do trânsito e o serviço de limpeza que são utilizados e ficam a disposição desses eventos não são considerados despesas de carnaval e não são questionados pela grande imprensa. A segurança é efetuada pelas respectivas polícias (militar, civil, agentes de trânsito e corpo de bombeiros). Na saúde se chega a montar postos de saúdes de emergência com direitos a ambulâncias, médicos e enfermeiros de plantão, e o mais incrível é que nesses postos de saúde não faltam remédios durante os eventos! 

Vale lembrar que os dias de trabalho de médicos, policiais, agentes de trânsito, bombeiros e garis têm os salários pagos pelo contribuinte e portanto é despesa pagas pelo poder público (embora nunca sejam consideradas despesas para esses eventos) 

Temos de acrescentar, que durante esses eventos carnavalescos, toda a rede elétrica é reforçada para garantir uma boa iluminação, são colocados sanitários químicos (geralmente de empresas terceirizadas) e as transmissões pela televisão, algumas, são patrocinadas, pelo poder público, a título de propaganda para reforçar o turismo. 

c) Despesas não previstas 

Estas despesas são decorrentes daqueles casos que oneram o poder público e não estão previstos, mas que sempre ocorrem, como por exemplo: aumento nos acidentes de trânsitos (aumentam as despesas médicas). Esses acidentes, às vezes, derrubam postes de energia (prejuízo material e as pessoas ficam sem energia durante algum tempo), e tem o tratamento dos embriagados que ocupam postos de saúde e vagas nos hospitais. 

Em alguns casos, há a ocorrência de acidentes por morte, brigas utilizando armas de fogo e armas branca (facas), os acidentes de trânsitos (que são muitos) e às vezes os acidentes ocorrem dentro dos próprios ambientes da festa, como o caso de trios elétricos que, por algum motivo, se desgovernam e chegam a causar muitos acidentes, alguns com mortes. 

d) incomodo decorrentes do carnaval 

Quando da realização destas festas, o trânsito dos locais onde ocorrem os eventos são alterados e desviados para outras vias, causando congestionamentos incríveis (pelos menos em Aracaju-SE). Geralmente o som produzido pelos trios elétricos são muitos acimas dos permitidos. O incômodo é tão grande, que parte da população que não curte o carnaval, viajam nos dias de eventos para locais que consideram mais tranquilos. O número de baianos que saem de Salvador para ficarem longe da folia é bem maior que muita gente imagina. Claro que essas informações são escondidas do público. Quanto vale o seu sossego? 

Observações 

Temos de observar, que estou levando em consideração apenas os chamados festejos carnavalescos, mas os argumentos utilizados até o momento, também valem para as Festas Juninas. 

Fico imaginando que toda a grande imprensa e nas redes sociais na internet, o que se mais critica é a qualidade do Sistema Público de Saúde, Educação e Segurança. Mas, será que se, o poder público, utilizar grande parte do dinheiro investido nessas grandes festas para melhorar o sistema público a população iria aceitar? ´É bom lembrar que grande parte destas festas, embora sejam financiadas com dinheiro público, são pagas, e portanto a grande maioria das pessoas que curtem o carnaval não são a grande maioria que se utilizam da saúde e educação pública. 

O sistema de público só funciona ruim para atenderem os que não tem dinheiro para irem para os carnavais e consequentemente não tem dinheiro para se utilizarem de serviços particulares de Educação, Saúde e segurança. Os que têm dinheiro, pagam para curtirem essas festas, pagam para terem um serviço de saúde e educação de melhor qualidade, só utilizam do serviço público quando estão justamente curtindo estas festas e são justamente nestas festas que tais serviços funcionam bem!!!!

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A VIOLÊNCIA DÁ LUCRO !!!



Os casos de violência direta ou como podemos chamar de “violência visível” eram de pouca ocorrência há pouco tempo atrás. Mas, mesmo nesses tempo atrás a violência já era explorada no nosso chamado Regime Capitalista. Claro, não era uma exploração tão controlada e com operadores profissionais do chamado Mercado Consumidor. A exploração da violência, por parte das empresas, era feita de maneira direta (Exploração Visível)l e com o aumento da violência surgiram empresas explorando a violência de forma indireta (Exploração Invisível).

Exploração Visível da Violência

Alguns anos atrás os índices de segurança eram muitos baixos, se resumia a pequenos furtos e os assaltos não eram muito comum. As pessoas podiam viver da caça, pesca e não era tão difícil se conseguir emprego como na atualidade. Mesmo estando desempregado, as pessoas podiam fazer uma pesca, caçar algum animal e aliviar a fome até se conseguir um emprego ou conseguir colocar atividade para se ganhar a pr´pria sobrevivência.

Neste período, as empresas que exploravam o ramo de segurança, se limitavam a vender cadeados, grades de ferros e as empresas de segurança se limitavam a da segurança aos bancos. Essa atividade das empresas de segurança poderia ser chamada “Exploração Visível da Violência”.

Com o passar do tempo, esta violência visível vem aumentando e a tendência é a mesma aumentar ainda mais. O Estado em vez de se combater os motivos do aumento da violência, está se preocupando em punir e não se preocupa em combater as causas (maiores investimentos em educação e saúde são bons exemplos) que fazem aumentar essas violência.

A preocupação em punir, por parte do Estado, os responsáveis pela violência, não pode deixar de ser feita, mas o Estado tem de criar condições e combater os motivos que estão gerando o aumento da violência. Hoje, um cidadão que perde o emprego, vai para o Seguro Desemprego, terminando o tempo que tem direito de receber o seguro desemprego, o cidadão fica desprotegido na luta pela sobrevivência.

Nos tempos atuais, para sanear a fome, o cidadão não tem mais onde realizar uma pesca ou uma caça temporária para aliviar a fome até que ele consiga um novo emprego ou mesmo criar alguma coisa que possa garantir a sobrevivência. As áreas que existem para pescar ou mesmo caçar, são áreas protegidas, por motivos ecológicos, o que levaria o cidadão a responder por crime ecológico.

Essa falta de perspectiva tem levando ao aumento da criminalidade e observa-se que hoje as industrias que vendem material de segurança se sofisticaram e estão vendendo, além dos produtos de segurança existentes, equipamentos mais sofisticados como: câmeras de segurança, cercas elétricas, detectores de metais e o surgimento em grande escala de empresas que vendem o serviço de vigilância (as chamadas empresas de segurança!).

Exploração Invisível da Violência

O problema se agravou de tal maneira que nossas penitenciárias estão, todas elas lotadas. Alguns governantes estão terceirizando os serviços penitenciários e entregando todo o controle dos presos na mão de empresas particulares. Logicamente, essas empresas tem interesse que a violência aumente, já que elas recebem o pagamento por preso mantido nas celas.

Atualmente,  surgiram as empresas que exploram os presos como mão-de-obra barata (eu chamo de mão-de-obra presidiária) na execução de serviços. Essa nova modalidade de se explorar os resultados da violência está chegando ao Brasil por intermédio do Estado de são Paulo e com apoio da opinião pública,  embalada nos programas televisivos que exploram o tema da violência,  na realidade esses programas são uma modalidade de se explorar comercialmente a ramo da violência.

Concomitantemente, outras empresas que exploram o serviço da carceragem indiretamente, também tem interesse que essa situação não se altere, entre essas empresas podemos citar: empresas fornecedoras de alimentos, empresas fornecedoras dos fardamentos para presos e agentes penitenciários, empresas vendedoras de alarmes, câmeras de segurança e a nova modalidade que é a exploração do presidiário como mão-de-obra.. Todas essas empresas ganham sempre mais quanto mais se aumentar o número de presidiários!!!!

Perigo a vista

O ramo da segurança (violência) se tornou um grande negócio para essas empresas e o mais interessante é que esse negócio é mais lucrativo quanto mais o Estado deixar de combater as causas da violência (falta de investimentos em educação e saúde são bons exemplos) e agir só na hora de punir. Uma associação entre essas empresas, que exploram o ramo de segurança, nos presídios, e os governantes de plantão, garantiriam lucros eternamente a essas empresas. Tem de se observar, que os proprietários dessas empresas, também podem sair candidatos e serem eleitos administradores do Estado sem a necessidade de intermediários.

Consequências

Se a exploração da mão-de-obra presidiária se tornar uma coisa comum e vier a serem utilizadas, cada vez mais, por um grande número de empresas, irá influenciar nas condições de trabalho e salarias da mão-de-obra “livre”. Certamente, as empresas que ficarem fora da exploração desta mão-de-obra irá pedir flexibilização dos direitos trabalhistas e futuramente poderão ocorrer demissões. Esses demitidos, sem opção de terem de como ganhar a vida irão aumentar a violência e poderão serem punidos se tornando mão-de-obra presidiária. Ou seja, se futuramente se tornar comum o uso de mão-de-obra presidiária irá se criar um ciclo de geração de violência que irá criar mais mão-de-obra presidiária.

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena Geografia - UFS

Gráfico retirado neste endereço:
http://www.ipclfg.com.br/campanha-sobre-a-violencia-penitenciaria/brasil-pais-que-constroi-mais-presidios-que-escolas-esta-doente/

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