quinta-feira, 25 de abril de 2019

Ensino domiciliar é mais um instrumento de privatização da educação

A escola tem importância na convivência social e democrática e na proteção da criança e do adolescente. Despojar o estudante disso é destituí-lo do próprio direito à educação


Por Madalena Guasco Peixoto

Há quase duas semana começou a tramitar no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2401/2019, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para instituir o ensino domiciliar no âmbito da educação básica.
A intenção inicial do Ministério da Educação era editar uma Medida Provisória até o dia 15 de fevereiro, mas, adiado, o PL, assinado por Jair Bolsonaro no último dia 11, acabou se tornando um dos marcos dos cem dias do governo empossado.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

A destruição do direito constitucional à educação

Em artigo, coordenador da Contee reflete sobre a necessidade de combater os processos de mercantilização e desnacionalização do ensino que afetam a educação básica


Por Gilson Reis

O artigo 205 da Constituição da República de 1988 determina que a “educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, sendo “direito de todos” e “dever do Estado” princípios fundamentais aqui.

domingo, 14 de abril de 2019

Governo Bolsonaro diz que pais farão planos pedagógicos no ensino domiciliar

Pelo projeto, alunos serão avaliados a partir do 2º ano do ensino fundamental | Foto: Arquivo/Agência Brasil
Da Agência Brasil

O governo federal anunciou as regras que deverão vigorar no âmbito da educação domiciliar, caso seja aprovado projeto de lei (PL) sobre o assunto assinado nesta quinta-feira (11) pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o PL, a opção por esse modelo de ensino terá que ser comunicada pelos pais do estudante, ou pelos responsáveis legais deste, em uma uma plataforma virtual do Ministério da Educação (MEC).

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Sem gráfica e sem coordenador, Enem de 2019 está ameaçado


Exame está sem seu responsável direto e ‘operação de guerra’ necessária para realização segue indefinida

*com Ana Luiza Basilio.

Após a RR Donnelley Editora – gráfica responsável pela impressão do Enem – anunciar nesta segunda-feira 1 o fim das operações no Brasil, surgiu entre especialistas a dúvida se a prova ficará pronta a tempo. O exame está marcado para os dias 3 e 10 de novembro.

domingo, 24 de março de 2019

Tinindo !

Certas palavras com o tempo vai perdendo o significado pelo esquecimento, mas existem alguns sinais que duram no tempo. Uma dessas palavras que se perderam no tempo é justamente a palavra tinindo (em algumas localidades as pessoas pronunciavam tinino) e que tem também o sinal que significa, mas a palavra foi sendo esquecida e o sinal ainda é muito utilizado, porém, a grande maioria das pessoas utilizam o sinal sem conhecer o termo.

Quem ouve alguém falando a palavra tinindo estranha, mas existem algumas palavras antigas que sobreviveram no tempo e uma delas é o nosso famoso oxente. Só que a palavra oxente significa admiração e se usa quando a pessoas fica surpresa com alguma coisa ou ação, mas não existe um sinal que demonstre o mesmo significado. Existe algumas localidades que em vez de usar o oxente se usa o vije Maria e às vezes usa-se somente o vije !

segunda-feira, 18 de março de 2019

A CRISE NA VENEZUELA

Atualmente o que mais ouço é as pessoas comentando sobre a crise na Venezuela, dos milhares de venezuelanos passando fome e que é tudo culpa do Ditador Nicolás Maduro!. Estranhamente as pessoas não param para pensar e acreditam em tudo que a imprensa divulga. Em nenhum momento que assistir aos programas de jornalismo, em todas as televisões, ouvir falar do Bloqueio Comercial contra a Venezuela e muito menos que estamos indignados com a quantidade de pessoas passando fome na Venezuela, que dizem ser de dois milhões de pessoas, enquanto aqui no Brasil, sem Bloqueio Comercial, sem atrito de de uma guerra civil, temos mais de cinco milhões de pessoas passando fome. Quem irá levar ajuda a esses brasileiros que estão passando fome?

segunda-feira, 4 de março de 2019

COMO EU DESCOBRI O PLANO DE DOMINAÇÃO EVANGÉLICO – E LARGUEI A IGREJA



EM MEADOS DE 2007, converti-me ao cristianismo, bastante influenciado por uma família de empresários, donos de alguns bazares no 3º Distrito de Duque de Caxias, no Rio, onde moro até hoje, para quem trabalhei no final da adolescência e início da vida adulta, e que depois viriam a se tornar bons amigos. Eu tinha 17 anos e muitas dúvidas existenciais. As clássicas perguntas “por que estamos aqui”?, “para onde vamos?” dominavam os meus pensamentos. Em termos práticos, também não sabia o que fazer profissionalmente.

Depois da entrada na igreja evangélica, a minha mudança de hábitos foi muito rápida. Fui movido por aquele fanatismo típico dos que encontram algo pelo qual são arrebatados. Até quis abandonar tudo para me tornar missionário. Mas minha mãe me dissuadiu da ideia – hoje, penso, ainda bem.