sexta-feira, 17 de maio de 2013

Rafael Videla tem encontro com “cramunhão”

Cramunhão, para quem não sabe, também é conhecido como capeta, diabo e outras porcarias mais.

“Todo mundo é um cientista maluco e a vida é o Laboratório. A gente está sempre experimentando, tentando achar um jeito de viver, de resolver os problemas, de se livrar da loucura e do caos”. David Cronenberg

Por: Eliseu

rafael-videla-ditador_argentinoNa postagem anterior dei uma pausa no O Carcará, sem data definida para a volta, ou mesmo se voltaria a editar o blog. Neste curto período de tempo recebi apoio de varias pessoas. Principalmente de leitores e  blogueiros, e nas minhas reflexões acabou ficando claro para mim que o melhor seria voltar com todo potencial que puder. Está em minhas entranhas não aceitar  ver desmandos e violências de toda ordem e ficar calado. E o melhor lugar que tenho para denunciar e colocar minhas opiniões é aqui no blog.

Deixando a tristeza e a saudade em seu devido lugar, na leitura cotidiana,- que não vinha sendo tão cotidiana assim - vi uma notícia que muito me alegrou, chegando à euforia mesmo, o que foi decisivo para minha volta ao blog. Na verdade foram duas: ver os tucanos serem impiedosamente derrotados na MP dos Portos, a a melhor delas, que foi a morte do famigerado general ditador argentino Rafael Videla.

“Os Canalhas vivem por muito tempo, mas às vezes eles morrem”. Mario Benedetti.

Lá, na terra dos hermanos, a impunidade não rola tão solta como no nosso Brasil, terra dos971655_360212444090335_1851416331_n desmandos sem punição. O general Jorge Rafael Videla morreu na manhã de hoje (17) no presídio federal Marcos Paz, onde cumpria pena de prisão perpétua por cometer crimes contra a humanidade, incluindo a acusação de desaparecimento de bebês. Tinha 87 anos e foi o penúltimo presidente da ditadura argentina, sucedido por Reynaldo Bignone, também condenado.

A líder da organização Avós da Praça de Maio, Estella Carloto disse à rádio Continental estar mais tranquila agora, “já que um ser desprezível deixou este mundo”. “A história seguramente vai classificar como genocídio o que o povo argentino sofreu, a infâmia de uma ditadura civil-militar como a que ele comandou, e da qual ele nunca se arrependeu, inclusive dando declarações tardias para reivindicar seus delitos.”, completou.

Enquanto isso aqui em terras tupiniquins, a Comissão da Verdade engatinha a passos de tartaruga, dando a entender até agora que tudo acabará em “pizza”.

Um comentário:

  1. A Comissão da Verdade, a bem da verdade não deveria existir. Quando houve a primeira questão judicial sobre a validade da anistia cozinhada pelos militares, o STF, suprema estancia judicial, deveria ter derrubado duma vez tal medida que visou proteger os militares envolvidos nas mais horrendas barbaridades e desaparecimento de cadáveres. Procedimentos que envergonham uma sociedade que se preza de possuir valores morais e intelectuais.
    A justiça brasileira, através da promotoria pública que deveria ter procedido a averiguações e requerido em tribunal a prisão de todos envolvidos em denúncias de tortura e ocultação de cadáveres. Os réus julgados e condenados, deveriam estar em cadeias e não protestando contra a tal Comissão que está indo tão devagar, quase parando e deixando que muitos culpados tenham o atrevimento de questionar sua validade!

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